AGRONEGÓCIO

CRAS Brasil Estabelece Parceria com a Syngenta para Tratamento de Sementes de Amendoim

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A CRAS Brasil, por meio de sua unidade de negócios CRAS Agro, firmou uma parceria estratégica com a Syngenta Proteção de Cultivos, visando aprimorar o tratamento das sementes de amendoim. Este acordo inclui a cessão de maquinário especializado para a adição e dosagem adequadas de componentes de proteção, como fungicidas, inseticidas, enraizantes e grafite, em troca da compra dos produtos necessários para o tratamento.

Após a fase de testes de germinação e vigor, o processo de tratamento das sementes está em sua etapa final. Com a utilização de maquinário especializado, as sementes são inseridas em uma máquina que realiza a mistura dos componentes, resultando em sementes totalmente tratadas. Este procedimento é realizado em lotes de 15 ou 30 toneladas, com a separação das diferentes variedades, incluindo IAC 503, IAC 505, IAC OL 3, IAC OL 5, provenientes do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), e BRS 423 OL, BRS 425 OL e BRS 429 OL, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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Na sequência, será realizada a certificação das sementes, que incluirá análises de germinação e vigor, para a emissão dos laudos oficiais. Aproximadamente 600 toneladas de sementes estão passando por esse processo, das quais 500 toneladas serão comercializadas para a produção de grãos, enquanto 100 toneladas serão destinadas à multiplicação. Além disso, mais 10 toneladas de novas sementes desenvolvidas em parceria com o IAC e a Embrapa também têm essa finalidade.

Rodrigo Chitarelli, diretor-presidente da CRAS Brasil, destacou a relevância da parceria com a Syngenta, afirmando que “a Syngenta é uma das principais empresas do setor e conta com alguns dos melhores produtos para esse processo, proporcionando uma oportunidade de melhorar ainda mais a qualidade das nossas sementes.”

Gerhard Ecker, Gerente Regional de Vendas da Syngenta, enfatizou que “o tratamento de sementes Syngenta é uma estratégia crucial para extrair o potencial máximo produtivo das lavouras de amendoim.” Ele acrescentou que a colaboração com a CRAS abrange não apenas o fornecimento de produtos de alta performance, mas também a escolha de máquinas de qualidade e suporte técnico especializado.

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A CRAS Agro também ressalta a importância do uso de sementes certificadas, que são produzidas conforme os requisitos estabelecidos pela legislação. Essas sementes passam por rigorosos testes durante as fases de desenvolvimento e geração, garantindo a uniformidade das lavouras e maior produtividade. Para que as empresas possam produzir sementes certificadas, é necessário que possuam o Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM).

A empresa alerta sobre os riscos das sementes ilegais, ou “piratas”, que não possuem certificação e garantias de procedência. A utilização dessas sementes pode resultar em menor produtividade, devido à sua qualidade inferior de germinação, além de propiciar a disseminação de pragas e doenças entre diferentes regiões e propriedades.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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