AGRONEGÓCIO

Embrapii Apoia Desenvolvimento de Embalagens Biodegradáveis a Partir de Mandioca

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Com o crescente apelo por soluções ambientalmente responsáveis, a empresa brasileira Mandioca Sertaneja, de Uberaba (MG), em parceria com a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), está desenvolvendo embalagens biodegradáveis a partir de resíduos da mandioca. Este projeto, que conta com um investimento de R$ 199 mil da Embrapii, busca uma alternativa sustentável para o setor de embalagens, utilizando fontes naturais renováveis.

A proposta inovadora visa produzir utensílios descartáveis e biodegradáveis, aproveitando subprodutos da extração da fécula de mandioca. Esse tipo de material se decompõe de forma rápida e eficiente, especialmente em processos de decomposição aeróbica, ou seja, em contato com o oxigênio, reduzindo drasticamente o impacto ambiental.

Sustentabilidade e a Nova Era das Embalagens

No contexto atual, as empresas alimentícias reconhecem que suas embalagens são fundamentais não apenas para preservar a qualidade do produto, mas também para comunicar valores e compromissos com o meio ambiente. A adaptação a materiais mais sustentáveis, que geram menos resíduos e podem ser reciclados com maior eficiência, é uma tendência crescente.

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A utilização de resíduos de mandioca para a produção de embalagens traz benefícios duplos: diminui o descarte de subprodutos da indústria alimentícia e, ao mesmo tempo, oferece uma solução menos agressiva ao meio ambiente. Segundo especialistas, essa tecnologia é uma resposta às demandas do mercado e da sociedade por práticas mais ecológicas.

Atualmente, o projeto está finalizando sua primeira etapa de desenvolvimento, com a caracterização da matéria-prima e a avaliação de modificações químicas necessárias para transformar o bagaço da mandioca em filmes biodegradáveis. Esses filmes serão usados na criação de utensílios, como talheres e embalagens, que além de serem sustentáveis, mantêm as funcionalidades exigidas pelo mercado.

A iniciativa demonstra como a inovação tecnológica pode ser uma aliada poderosa na construção de um futuro mais verde, ao transformar resíduos em produtos com valor agregado e menor impacto ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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