AGRONEGÓCIO

Arena de Inovação Apresenta Soluções Sustentáveis para o Agronegócio no Universo Pecuária

Publicado em

A Arena de Inovação e Negócios será um dos principais destaques da programação do Universo Pecuária, que ocorrerá entre os dias 29 de outubro e 3 de novembro em Lavras do Sul, no Rio Grande do Sul. Este espaço foi desenvolvido para promover a inovação tecnológica e o desenvolvimento sustentável no agronegócio, reunindo produtores, startups, empresas e instituições financeiras. O objetivo é estimular a criação de soluções que atendam às demandas de eficiência, sustentabilidade e modernização no campo.

Conforme destaca Gustavo Heissler, gerente de Sustentabilidade da SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios, a arena foi idealizada como um ponto de encontro entre negócios e novas tecnologias. “A inovação e a sustentabilidade caminham juntas no agronegócio, e a Arena de Inovação e Negócios vai proporcionar um espaço para a troca de ideias, debates e oportunidades”, afirma Heissler. A programação inclui rodadas de negócios diárias, focadas em diferentes áreas do setor, além de workshops e palestras que abordarão temas como segurança rural, gestão tributária e ferramentas tecnológicas.

No dia inaugural, 29 de outubro, a rodada de negócios “Soluções para o Futuro” dará início ao evento, seguida por um workshop sobre segurança rural e uma discussão acerca da tributação na atividade rural, com ênfase nas complexidades do imposto de renda e da nota fiscal eletrônica para os produtores. “Esses temas impactam diretamente a gestão das propriedades e constituem grandes entraves no cotidiano dos produtores”, ressalta Heissler.

Leia Também:  Presidente apresenta propostas de progressão de carreira aos servidores do Poder Judiciário

No dia 30 de outubro, a atenção se voltará ao planejamento sucessório e tributário, questões de suma importância para aqueles que buscam garantir a continuidade de suas propriedades. A programação incluirá uma rodada sobre ferramentas de gestão na pecuária, com a participação de relevantes entidades do setor, como Rehagro, Cotrijuc e CCGL, que apresentarão suas soluções tecnológicas para a otimização da produção.

O dia 31 de outubro contará com discussões promovidas pelo Sebrae, com painéis voltados para o ecossistema de inovação da Campanha e Fronteira Oeste, além de rodadas sobre insumos e estruturas para a pecuária. A programação se encerrará com o Encontro Binacional de Pecuaristas, que promoverá a troca de experiências entre produtores brasileiros e uruguaios.

A rodada de negócios Agro 4.0, marcada para 1º de novembro, enfocará a comercialização de animais e commodities, além de apresentar a calculadora de balanço de carbono da SIA. “Essa ferramenta visa recompensar produtores por suas boas práticas, promovendo a sustentabilidade no setor”, explica Heissler. O evento contará ainda com a participação de grandes instituições financeiras, como Banrisul, Badesul, BRDE e Banco do Brasil, que discutirão linhas de crédito voltadas para a pecuária.

Leia Também:  Desafios para o setor de trigo: Baixa qualidade na colheita de 2023 pode impulsionar importações no 1º semestre de 2024

Encerrando a programação, no dia 2 de novembro, ocorrerá o Fórum de Comunicação e Marketing no Agro, destinado a debater o papel do setor na luta contra a fome e a utilização de estratégias de comunicação para promover a pecuária sustentável. À tarde, um workshop especial sobre produção de lã, intitulado “Fazeres e Saberes Locais: Inspirando e Conectando Mulheres que Fazem Acontecer”, será uma das atrações do dia.

O Universo Pecuária é realizado pelo Sindicato Rural de Lavras do Sul, com a correalização da Cotrisul, da Prefeitura de Lavras do Sul, do Sebrae RS, do Senar RS e da Farsul, sob projeto e execução da SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios. O evento conta com o patrocínio do Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Lavras do Sul, CEEE Equatorial, Caixa, Banco do Brasil, Banrisul, Badesul, BRDE e Sicredi. Para mais informações sobre a programação, acesse o site www.universopecuaria.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil busca reverter histórico de subinvestimento e impulsiona expansão ferroviária com novos aportes

Published

on

O Brasil inicia um novo ciclo de investimentos no setor ferroviário, impulsionado pela Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, anunciada pelo Ministério dos Transportes no fim de 2025. A iniciativa prevê a realização de novos leilões e investimentos que podem ultrapassar R$ 140 bilhões em 2026, com potencial de movimentar cerca de R$ 600 bilhões ao longo do ano. O objetivo é ampliar a malha ferroviária e retomar projetos estruturantes, em um movimento considerado inédito nas últimas décadas.

Expansão ferroviária busca reduzir dependência do transporte rodoviário

Atualmente, entre 60% e 65% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias, segundo dados de 2024 da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Diante desse cenário, a nova política ferroviária busca reduzir a dependência do modal rodoviário e ampliar a participação das ferrovias na matriz logística nacional.

A estratégia também prioriza maior integração entre diferentes modais de transporte, com foco em ganhos de eficiência, competitividade e equilíbrio estrutural no escoamento de cargas.

Histórico explica atraso do setor ferroviário no Brasil

Para o presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), Antonio Luiz Leite, a compreensão do histórico do setor é fundamental para entender os desafios atuais.

Leia Também:  Cuiabá faz novas contratações e soma 1.940 Cuidadoras de Alunos com Deficiência

Segundo ele, o enfraquecimento das ferrovias está relacionado à mudança do modelo de desenvolvimento a partir da década de 1950, quando o país passou a priorizar o transporte rodoviário, impulsionado pela industrialização e pela expansão da indústria automobilística.

Redução da malha e mudança de prioridade na matriz de transporte

Até meados do século XX, o Brasil contava com cerca de 30 mil quilômetros de malha ferroviária, utilizada principalmente no escoamento do café e no transporte de passageiros.

Com o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek (1956–1961), houve uma reorientação da política de transportes, com forte expansão das rodovias e incentivo à indústria automobilística. Esse movimento reduziu os investimentos em ferrovias, resultando na deterioração da malha, desativação de trechos e perda gradual de competitividade ao longo das décadas seguintes.

Problemas estruturais agravaram a eficiência do sistema ferroviário

De acordo com Antonio Luiz Leite, fatores estruturais também contribuíram para o enfraquecimento do setor. Entre eles estão a falta de padronização técnica — especialmente em relação às bitolas —, a gestão fragmentada e as limitações operacionais da Rede Ferroviária Federal, criada em 1957.

Nos anos 1990, o processo de concessões concentrou o uso das ferrovias no transporte de commodities, o que restringiu a diversificação e reduziu a integração com outras cadeias logísticas.

Leia Também:  Agronegócio Paulista: Superávit Recorde de US$ 7,51 Bilhões no Primeiro Quadrimestre
Privatizações dos anos 1990 deixaram lacunas no transporte de passageiros

A privatização das ferrovias iniciada na década de 1990 também teve impacto relevante no setor, especialmente no transporte de passageiros. A ausência de obrigações contratuais para esse segmento, somada à desativação de linhas históricas, reduziu alternativas de mobilidade no país.

Além disso, os altos custos necessários para reativação dessas linhas ainda representam um desafio para a retomada do serviço ferroviário de passageiros.

Novo ciclo exige planejamento de longo prazo e integração logística

Para a Fundação Memória do Transporte, o atual ciclo de investimentos representa uma oportunidade importante para o setor, mas ainda depende de planejamento estruturado e visão de longo prazo.

Antonio Luiz Leite destaca que decisões estruturais moldam a eficiência logística por décadas. Segundo ele, a reconstrução consistente do modal ferroviário no Brasil exige integração entre os modais, ampliação do transporte de carga geral por ferrovias e um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos sustentáveis e duradouros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA