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Safra Paulista de Grãos Deve Crescer 19,4% em 2024/25, Segundo Relatório da Faesp

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O mais recente relatório do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), elaborado com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que a safra de grãos do estado de São Paulo para 2024/25 deve crescer 19,4%, alcançando 10,7 milhões de toneladas. A produtividade média das lavouras paulistas deverá chegar a 3.988 kg por hectare, o que representa um avanço de 17,4%. Já a área total cultivada deve crescer 1,7%, atingindo 2,67 milhões de hectares.

Entre as culturas em destaque, a soja deve registrar uma produção de 4,75 milhões de toneladas, um aumento de 30% em relação ao ciclo anterior. A área destinada ao cultivo da oleaginosa deverá se expandir em 3,9%, totalizando 1,36 milhão de hectares, enquanto a produtividade deve ter um avanço expressivo de 25,1%.

O amendoim, por sua vez, tem projeção de produção recorde para a próxima safra, estimada em 832,3 mil toneladas, um crescimento de 40,6% em comparação à safra passada. Embora a área de cultivo de amendoim permaneça estável, a produtividade é projetada para alcançar 3.900 kg por hectare, o que representa um salto de 40,6% em relação ao ciclo anterior.

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Cenário Nacional

Para o Brasil como um todo, a Conab estima uma produção de 322,5 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25, crescimento de 8,3% em comparação à safra anterior e 0,8% acima do recorde registrado em 2022/23. A área plantada deverá crescer 1,9%, totalizando 81,3 milhões de hectares, com uma produtividade média esperada de 3.964 kg por hectare, o que representa um aumento de 6,2%.

No caso da soja, a produção nacional é projetada em 166 milhões de toneladas, com possibilidade de novo recorde, mesmo diante de alguns atrasos no plantio. Se confirmado, este volume representará um aumento de 12,7% em relação à safra anterior. A área destinada ao cultivo de soja no Brasil deverá crescer 2,8%, enquanto a produtividade deve atingir 3.508 kg por hectare, um avanço de 9,6% sobre o último ciclo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IGP-M registra deflação de 0,50% em junho; queda nas commodities reduz preços ao produtor e alivia inflação

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,50% em junho, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Após avançar 0,84% em maio, o indicador voltou ao campo negativo impulsionado, principalmente, pela queda dos preços das commodities energéticas, minerais e de importantes produtos agropecuários.

Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 3,27% no ano e 3,16% nos últimos 12 meses, indicando uma desaceleração da inflação medida pelo índice amplamente utilizado no reajuste de contratos de aluguel, tarifas e diversos serviços.

Commodities e agronegócio puxam queda do IPA

O principal responsável pela deflação do IGP-M foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou queda de 0,97% em junho, revertendo a alta de 0,91% registrada no mês anterior.

Segundo a FGV, a normalização dos preços internacionais das commodities energéticas e minerais, após o alívio das tensões no Estreito de Ormuz, contribuiu para reduzir os custos ao produtor.

No setor agropecuário, mesmo diante das preocupações relacionadas ao clima e ao aumento dos custos de produção, as principais culturas continuam apresentando desempenho positivo em 2026. Esse cenário favoreceu a redução dos preços de produtos importantes, como:

  • Cana-de-açúcar;
  • Café em grãos.
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De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, parte dessa queda já começa a chegar ao consumidor final, especialmente nos preços da gasolina, do etanol e do café em pó.

Matérias-primas registram maior recuo

Entre os estágios de produção analisados pelo IPA, o maior destaque foi a forte retração das matérias-primas brutas, que passaram de alta de 0,43% em maio para queda de 2,76% em junho.

Já os bens finais desaceleraram para alta de apenas 0,23%, enquanto os bens intermediários avançaram 0,45%, ambos com ritmo significativamente inferior ao observado no mês anterior.

O comportamento evidencia uma redução das pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva, especialmente nos setores ligados ao agronegócio e às commodities.

Inflação ao consumidor perde força

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também mostrou desaceleração em junho, ao subir 0,47%, abaixo dos 0,61% registrados em maio.

Cinco das oito classes de despesas pesquisadas apresentaram redução no ritmo de alta:

  • Habitação;
  • Alimentação;
  • Saúde e Cuidados Pessoais;
  • Transportes;
  • Vestuário.

A desaceleração dos alimentos reforça o impacto positivo da maior oferta agrícola e da redução dos preços em diversas cadeias produtivas, beneficiando o consumidor.

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Por outro lado, os grupos Despesas Diversas, Educação, Leitura e Recreação e Comunicação registraram aceleração no período.

Construção civil mantém pressão sobre custos

Na contramão dos demais indicadores, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou para 0,85% em junho, acima dos 0,77% registrados em maio.

O principal fator foi o avanço dos custos com mão de obra, cuja variação passou de 0,43% para 0,91%.

Já os grupos Materiais e Equipamentos e Serviços apresentaram desaceleração, embora permaneçam contribuindo para a elevação dos custos da construção civil.

Cenário favorece controle da inflação

O desempenho do IGP-M em junho reforça um cenário de menor pressão inflacionária na economia brasileira, especialmente nos preços ao produtor. A combinação entre recuo das commodities internacionais, boa evolução das principais safras agrícolas e redução nos preços de combustíveis contribui para aliviar parte da inflação ao consumidor.

Para o agronegócio, o resultado sinaliza um ambiente de maior estabilidade nos custos de produção em diversas cadeias, embora fatores climáticos e geopolíticos continuem sendo monitorados por produtores, indústrias e investidores ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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