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PAC impulsiona melhorias na Embrapa Pesca e Aquicultura em 2024

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O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Embrapa iniciou sua implementação na Embrapa Pesca e Aquicultura, localizada em Palmas, Tocantins. Neste ano, está prevista a reestruturação dos tanques de pesquisa por meio da contratação de uma empresa especializada, além da modernização dos laboratórios e da criação de um ambiente digital interativo no auditório, que permitirá reuniões híbridas, proporcionando a sensação de presença aos participantes remotos. Após o contingenciamento do PAC, que adiou a parte de contratação de obras, o centro de pesquisas iniciou o processo de aquisição de novos equipamentos.

Entre os novos equipamentos, destaca-se o espectrômetro NIRFlex N-500, adquirido da empresa Bucchi, que deverá chegar à Embrapa no próximo mês de novembro. O NIR, um equipamento de espectroscopia no infravermelho, é uma técnica analítica que permite determinar a composição química e propriedades físicas de diversos materiais e produtos. “A técnica NIR é extremamente versátil na análise de amostras de tecidos animais e vegetais, alimentos, grãos, bem como de produtos farmacêuticos, químicos, cosméticos e até plásticos para identificação de polímeros e reciclagem”, ressalta Licia Lundstedt, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

O novo aparelho, importado, promete agilidade nos processos analíticos do laboratório. “Análises que tradicionalmente levariam horas ou dias poderão ser realizadas em segundos. Embora possa ser utilizado por diversas equipes, inicialmente a equipe de Nutrição do Núcleo Temático de Pesca e Aquicultura (NTPA) irá utilizá-lo para avaliação de rações”, explica Patricia Maciel, pesquisadora e supervisora do Setor de Gestão de Laboratórios (SGL).

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Segurança e infraestrutura aprimoradas nos laboratórios

Os laboratórios também receberão um novo sistema de controle de acesso, que está em fase de instalação. Este sistema contará com fechaduras eletrônicas que se abrirão por reconhecimento facial, abrangendo dez laboratórios, incluindo oito ligados ao NTPA, dois ao Núcleo Temático de Sistemas Agrícolas (NTSA) e a “sala fria”, destinada à conservação de amostras biológicas. Somente pessoas autorizadas poderão acessar essas áreas, o que garantirá maior proteção aos equipamentos e uma segurança aprimorada para documentos e materiais em manipulação, além de reduzir o risco de contaminação cruzada.

O auditório da Embrapa já começou seu processo de remodelação para receber os novos equipamentos. Nas próximas semanas, o espaço estará fechado para eventos devido à troca do piso por um de vinil, que proporcionará melhor acústica. Em 2025, está prevista a aquisição de equipamentos como telão retrátil, câmeras, microfones e toda a infraestrutura necessária para que os participantes remotos de treinamentos ou reuniões sintam-se como se estivessem presentes. “Nosso projeto inclui também caixas de som e um sistema centralizado para controle dos equipamentos. Este planejamento, elaborado pelo Núcleo de Tecnologia da Informação no passado, agora poderá ser executado com os recursos do PAC”, comemora Luciano do Carmo Rocha, chefe de Administração.

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Outra ação prevista para 2024 é a contratação de um projeto voltado para a reestruturação dos tanques do Centro de Aquicultura (CEAq). Atualmente, os viveiros escavados não atendem às necessidades de pesquisa, apresentando infiltrações e perdas de água. “Um dos principais problemas é a incapacidade dos viveiros em reter água. Portanto, contrataremos uma empresa experiente em nossa topografia e solo para elaborar um projeto adequado que resolva essa questão”, afirma o chefe de Administração, destacando que a mesma empresa também será responsável pela fiscalização das obras.

Por fim, o PAC permitirá a aquisição de reservatórios de água para os laboratórios de sanidade e genética. Os novos reservatórios, em formato cilíndrico e com capacidade para 100 mil litros, eliminarão a necessidade de transporte de água de outras localidades por meio de caminhão-pipa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agro brasileiro avançam em abril e soja lidera embarques, aponta ANEC

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O Brasil segue com ritmo acelerado nas exportações do agronegócio em 2026, com destaque para a soja e o milho, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório da Semana 16 mostra avanço consistente nos embarques e reforça o protagonismo do país no comércio global de grãos.

Embarques semanais superam 3,4 milhões de toneladas de soja

Na semana de 19 a 25 de abril, os embarques brasileiros de soja somaram cerca de 3,48 milhões de toneladas. Para o período seguinte, entre 26 de abril e 2 de maio, a projeção indica aumento para aproximadamente 4,46 milhões de toneladas.

Os dados refletem a intensificação da logística portuária, com destaque para:

  • Porto de Santos: maior volume embarcado, superando 1,4 milhão de toneladas de soja
  • Paranaguá: mais de 400 mil toneladas
  • Barcarena e São Luís/Itaqui: forte participação no escoamento pelo Arco Norte

Além da soja, o farelo e o milho também apresentaram movimentação relevante nos principais portos do país.

Exportações crescem em abril e reforçam tendência positiva em 2026

No acumulado mensal, abril deve registrar entre 18,0 milhões e 20 milhões de toneladas exportadas, considerando todos os produtos analisados.

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Entre os destaques:

  • Soja: cerca de 14,9 milhões de toneladas embarcadas
  • Milho: 2,75 milhões de toneladas
  • Farelo de soja: volumes mais modestos, mas com recuperação frente a meses anteriores

No acumulado do ano, o Brasil já soma mais de 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional.

Comparativo com 2025 mostra avanço nas exportações

Os dados da ANEC indicam crescimento relevante frente ao ano anterior, especialmente no primeiro quadrimestre:

  • Janeiro: alta expressiva nos embarques
  • Março e abril: consolidação do crescimento
  • Fevereiro: leve recuo pontual

Em abril, o volume exportado supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o registrado no mesmo período de 2025.

China segue como principal destino da soja brasileira

A demanda internacional permanece aquecida, com forte concentração nas compras chinesas. Entre janeiro e março de 2026:

  • China: responsável por 75% das importações de soja brasileira
  • Espanha e Turquia: aparecem na sequência, com participações menores
  • Países asiáticos e do Oriente Médio ampliam presença
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No caso do milho, os principais destinos incluem Egito, Vietnã e Irã, reforçando a diversificação dos mercados compradores.

Logística e demanda sustentam desempenho do agro

O avanço das exportações brasileiras está diretamente ligado à combinação de fatores como:

  • Safra robusta
  • Demanda internacional aquecida
  • Eficiência logística, com maior uso de portos do Norte

A tendência é de manutenção do ritmo positivo ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço da comercialização da safra e a continuidade da demanda global por grãos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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