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DSM-Firmenich Inaugura Fábrica de Suplementos Nutricionais para Animais em Minas Gerais

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A DSM-Firmenich, em um passo significativo para fortalecer sua presença no agronegócio brasileiro, inaugurou no último dia 17 de outubro uma nova unidade de produção em Sete Lagoas, localizada a 72 quilômetros da capital, Belo Horizonte. Com capacidade para fabricar 100 mil toneladas anuais de suplementos nutricionais, a nova fábrica atenderá às demandas de saúde e nutrição do gado de corte e leite.

Minas Gerais, um dos maiores estados do Brasil, abrange uma área superior a 586 mil quilômetros quadrados e é responsável por 7% do território nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado conta com mais de 20,5 milhões de habitantes e se destaca pela robusta produção agropecuária. Recentemente, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) revelou que Minas ocupa a terceira posição no ranking do Valor Bruto de Produção (VBP), com um faturamento de R$ 137 bilhões — um crescimento de 7,2% em comparação ao ano anterior.

Essa expansão é impulsionada pela diversificação das culturas, com o café e o leite como principais produtos do agronegócio mineiro. O setor pecuário, em particular, tem sido um importante motor para o aumento das receitas estaduais, com previsões de alcançar R$ 46 bilhões este ano, reforçando o papel crucial do segmento na economia regional e atraindo novos investimentos.

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Mauricio Adade, Presidente da DSM-Firmenich para a América Latina, enfatizou a importância da nova unidade: “Minas Gerais é crucial para o agronegócio. Esta instalação nos permitirá estar ainda mais próximos de nossos clientes e parceiros estratégicos, oferecendo soluções inovadoras que promovem a nutrição e a saúde integral do rebanho, resultando em maior produtividade e um impacto positivo em toda a cadeia alimentícia.”

A escolha do município de Sete Lagoas foi estratégica, pois a localização facilita o acesso a importantes corredores logísticos do estado, como a BR-381 e o Anel Rodoviário de Belo Horizonte. Com uma área total de 40 mil metros quadrados e 12 mil metros quadrados de área construída, a nova fábrica não só atenderá a crescente demanda do mercado mineiro, mas também proporcionará serviços a clientes e pecuaristas de outros estados da região Sudeste, com planos de expansão para o Centro-Oeste e Nordeste até 2025.

A dsm-firmenich, uma empresa de origem suíço-holandesa, destaca-se como líder no Brasil, principalmente através de sua marca Tortuga®, que revolucionou a suplementação nutricional no setor agropecuário. A empresa oferece uma ampla gama de aditivos que melhoram o desempenho do rebanho e soluções digitais, como o FarmTell™, um software de gestão de fazendas que coleta dados em tempo real para auxiliar nas decisões dos produtores. Atualmente, essas soluções estão implementadas em 6 mil fazendas, monitorando mais de 5 milhões de animais e apoiando a expansão para outros países da América Latina, como México e Paraguai, além de planos futuros para os Estados Unidos, Europa, China e Austrália.

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Outra inovação significativa é a plataforma de inteligência artificial Lore, que fornece diagnósticos precisos e monitora, em tempo real, fatores críticos da fazenda, como a qualidade da água e possíveis alterações metabólicas que impactam o crescimento do rebanho. Complementando seu portfólio, a dsm-firmenich introduziu o Sustell™, um serviço inteligente de sustentabilidade que utiliza a mais avançada ferramenta de cálculo de pegada ambiental, analisando 19 indicadores relevantes.

Essas tecnologias são fundamentais para a implementação da metodologia de Pecuária de Precisão, que combina o conhecimento de especialistas, nutrição personalizada e tecnologia para monitorar cada etapa do ciclo produtivo. Luiz Magalhães, Presidente de Nutrição e Saúde Animal da dsm-firmenich LatAm, destacou: “Estamos liderando essa transformação ao lado de nossos clientes, ajudando fazendas de corte e leite a alcançar maior produtividade, saúde e sustentabilidade. Nossa ambição é ser o parceiro estratégico dos pecuaristas brasileiros.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

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O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

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Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

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Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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