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Açúcar registra oscilações nas bolsas internacionais e atinge menor valor em um mês

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Os contratos futuros de açúcar fecharam a terça-feira (22) com variações nas principais bolsas internacionais, refletindo uma tendência de queda pelo segundo dia consecutivo. Em Nova York, os preços do açúcar bruto atingiram o menor nível em um mês, impulsionados por previsões de chuvas intensas no Centro-Sul do Brasil, região crucial para a produção.

De acordo com o portal Barchart, as chuvas previstas para a próxima semana aliviam as preocupações com a seca na região, o que tem contribuído para a queda dos preços. A Climatempo reforça essa previsão, indicando que as precipitações esperadas para sexta-feira devem reduzir as temperaturas e aumentar a umidade do solo, beneficiando a produção açucareira no Brasil.

Variações nas bolsas internacionais

Na ICE Futures de Nova York, os contratos de açúcar bruto apresentaram oscilações. O contrato para março de 2025 recuou 10 pontos, encerrando o pregão a 21,73 centavos de dólar por libra-peso. Em contrapartida, o contrato de maio de 2026 avançou 5 pontos, atingindo 18,12 centavos de dólar por libra-peso.

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Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou resultados mistos. O contrato de dezembro de 2024 caiu US$ 1,90, encerrando a US$ 561,20 por tonelada, enquanto o contrato de outubro de 2025 teve alta de US$ 0,50, finalizando a US$ 529,60 por tonelada.

Açúcar cristal e etanol hidratado

No mercado interno, o açúcar cristal teve um pequeno aumento, segundo dados do Cepea/Esalq. As usinas negociaram a saca de 50 quilos a R$ 156,30, uma alta de 0,53%.

Já o etanol hidratado também registrou leve valorização, com alta de 0,26%. O metro cúbico do biocombustível foi negociado a R$ 2.672,00, conforme o Indicador Diário de Paulínia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Raízen reduz moagem de cana em quase 10% na safra 2025/26, mas amplia produção de açúcar e etanol de segunda geração

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A Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do mundo, encerrou a safra 2025/26 (abril de 2025 a março de 2026) com uma moagem de 70,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 9,8% inferior ao registrado no ciclo anterior, quando foram processadas 78,2 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo da safra, que reduziram a disponibilidade de matéria-prima e afetaram a produtividade agrícola dos canaviais. Além dos efeitos do clima, decisões estratégicas relacionadas à otimização dos ativos industriais também contribuíram para a retração do volume processado.

Clima reduziu oferta de cana

Em comunicado ao mercado, a Raízen informou que a principal razão para a queda da moagem foi o impacto das condições climáticas registradas durante o ano-safra.

A empresa estima que a menor produtividade agrícola provocou uma redução de aproximadamente 900 mil toneladas de cana disponível para processamento, refletindo os desafios enfrentados pelos canaviais em diferentes regiões produtoras.

A menor oferta de matéria-prima confirma os efeitos das adversidades climáticas sobre o setor sucroenergético brasileiro, que também atingiram outros produtores ao longo da temporada.

Estratégia operacional também reduziu o volume processado

Além do clima, a Raízen destacou que parte da redução da moagem decorreu de decisões estratégicas voltadas à otimização do portfólio de ativos.

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Entre as medidas adotadas estão:

  • venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar;
  • hibernação da usina MB, paralisada desde novembro de 2024 e sem operação durante a safra 2025/26;
  • hibernação da usina Santa Elisa, que interrompeu as atividades em julho de 2025.

De acordo com a companhia, desconsiderando esses efeitos extraordinários, a moagem teria alcançado 69,2 milhões de toneladas, o que representaria uma retração mais moderada, de 3,9% em relação à safra anterior.

Mix priorizou açúcar para aumentar rentabilidade

Mesmo diante da menor moagem, a Raízen manteve sua estratégia de direcionar uma parcela maior da cana para a fabricação de açúcar, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.

Na safra 2025/26, o mix de produção ficou em:

  • 53% destinado ao açúcar
  • 47% destinado ao etanol

No ciclo anterior, a divisão havia sido equilibrada, com 50% para açúcar e 50% para etanol.

Segundo a companhia, a alteração do mix acompanhou sua estratégia de maximização de rentabilidade, sustentada pelos preços previamente fixados para o açúcar e pela qualidade da matéria-prima disponível durante a safra.

Produção de etanol de segunda geração avança

Outro destaque apresentado pela empresa foi a evolução da produção de etanol de segunda geração (E2G).

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A Raízen informou que os volumes produzidos cresceram na comparação anual, impulsionados pela estabilização operacional das unidades de:

  • Bonfim;
  • Univalem;
  • Barra.

O desempenho dessas plantas reforça a estratégia da companhia de ampliar a produção de biocombustíveis de maior valor agregado, utilizando resíduos da cana-de-açúcar como matéria-prima e contribuindo para a expansão da oferta de combustíveis renováveis de baixa emissão de carbono.

Perspectivas para o setor sucroenergético

O resultado da safra 2025/26 evidencia os desafios enfrentados pelo setor sucroenergético brasileiro diante das oscilações climáticas, que vêm afetando a produtividade dos canaviais em diversas regiões do país.

Ao mesmo tempo, a decisão da Raízen de ampliar a participação do açúcar no mix de produção demonstra a busca por maior rentabilidade em um cenário de preços internacionais mais atrativos, enquanto os investimentos em etanol de segunda geração reforçam a estratégia de diversificação e fortalecimento da matriz de biocombustíveis.

Mesmo com a redução na moagem, a companhia mantém o foco na eficiência operacional, na otimização de ativos industriais e na expansão de tecnologias voltadas à produção de energia renovável, consolidando sua posição entre as principais empresas do agronegócio e do setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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