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Entidades do Agro Gaúcho e Conab discutem Pepro e Pep de Trigo

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Na última sexta-feira, representantes da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs) estiveram reunidos com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para tratar dos leilões relacionados ao Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e ao Prêmio para Escoamento de Produto (Pep) para a cultura do trigo.

As corretoras associadas à BBM têm mais de 15 anos de experiência na condução dos leilões da Conab. Durante o encontro, corretores, especialmente os do Rio Grande do Sul, destacaram questões importantes como os preços de mercado, a armazenagem e o tempo de lançamento dos editais. Christiano Erhart, vice-presidente do Conselho Administrativo da BBM, avaliou positivamente o diálogo: “Tivemos uma boa conversa com a Conab sobre os leilões”.

Erhart mencionou que muitos produtores ainda não receberam os pagamentos dos prêmios referentes às operações do ano passado. Além dele, participaram da reunião o presidente da Câmara Setorial das Culturas de Inverno, Hamilton Jardim, e o gerente de Relações Institucionais e Sindicais da Ocergs, Tarcisio Minetto. De acordo com o relato da Conab, a demora nos pagamentos é consequência da falta de pessoal e de problemas no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican), utilizado para o registro das áreas produtoras.

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Após o encontro, a Conab comprometeu-se a acelerar os pagamentos, informando que o processo já se encontra em fase de reanálise. No próximo dia 7 de novembro, uma nova reunião da Câmara Setorial das Culturas de Inverno do Rio Grande do Sul será realizada com a Conab, para avaliar futuros leilões de Pep e Pepro de trigo. A preocupação atual é garantir que a diferença de R$ 13 entre o preço mínimo de R$ 78,51 e o preço médio de mercado de R$ 65,00 seja coberta pelo governo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz ganha sustentação com safra menor e oferta controlada, aponta Itaú BBA

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O mercado brasileiro de arroz iniciou o segundo trimestre de 2026 em trajetória de recuperação, sustentado pela menor disponibilidade do cereal, avanço moderado da colheita e postura mais cautelosa dos produtores. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta um cenário de preços mais firmes, porém sem espaço para disparadas expressivas no curto prazo.

Segundo o levantamento, o Indicador CEPEA/IRGA do Rio Grande do Sul registrou média de R$ 62,4 por saca de 50 kg em abril, alta de 6% frente ao mês anterior. O movimento prolonga a recuperação iniciada em fevereiro, após um longo período de pressão sobre as cotações.

Oferta limitada sustenta preços do arroz

Mesmo com o avanço da colheita da safra 2025/26, os preços permaneceram firmes devido à redução da oferta efetiva no mercado. O relatório destaca que muitos produtores seguem retraídos nas negociações, evitando comercializar grandes volumes diante das margens ainda consideradas apertadas.

A baixa liquidez marcou o mercado doméstico em abril. Enquanto produtores adotaram postura defensiva, a indústria operou com compras pontuais e cautelosas, limitando o ritmo dos negócios.

Nesse contexto, a paridade de exportação continua sendo a principal referência para a formação dos preços internos.

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Exportações perdem ritmo com valorização do real

O relatório do Itaú BBA aponta que as exportações brasileiras de arroz perderam força ao longo de abril, impactadas pela valorização do real frente ao dólar.

Com o câmbio menos favorável, a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional diminui, reduzindo margens de exportação e limitando o escoamento do excedente da safra.

Os embarques seguiram concentrados em arroz quebrado destinado principalmente a países africanos, mas ainda sem capacidade de absorver integralmente o aumento da oferta gerado pelo avanço da colheita.

Safra menor reduz pressão sobre o mercado

Apesar da ampliação da disponibilidade no curto prazo, o Itaú BBA avalia que a safra brasileira de arroz será menor em comparação ao ciclo anterior.

A redução da área plantada e produtividades apenas regulares ajudam a conter uma pressão mais intensa de baixa sobre os preços. Ao mesmo tempo, o comportamento cauteloso dos produtores tende a distribuir melhor a oferta ao longo dos próximos meses.

Com isso, o mercado deve permanecer relativamente equilibrado, sustentando as cotações sem gerar movimentos explosivos de alta.

Mercado internacional segue confortável

No cenário externo, o arroz negociado na bolsa de Chicago apresentou leve valorização em abril, encerrando o período em US$ 11,15/cwt. Ainda assim, os preços permanecem cerca de 15% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio trouxeram algum suporte às cotações internacionais, mas os fundamentos globais ainda apontam para um balanço confortável de oferta e demanda na safra 2025/26.

O relatório também destaca que a entrada de novas safras em grandes países exportadores e a maior presença dos Estados Unidos no mercado internacional devem ampliar a concorrência global nos próximos meses.

Mercado deve seguir estável nos próximos meses

A expectativa da Consultoria Agro do Itaú BBA é de um mercado mais estável ao longo do restante de 2026, com preços sustentados principalmente pela menor oferta brasileira e pela comercialização mais lenta por parte dos produtores.

Por outro lado, a demanda doméstica segue moderada, com a indústria atuando sem necessidade urgente de recomposição de estoques.

O desempenho das exportações continuará diretamente ligado ao comportamento do câmbio e à competitividade do arroz brasileiro diante da concorrência internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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