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Santa Catarina aposta no fortalecimento da ovinocaprinocultura

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Santa Catarina possui um rebanho de 348,1 mil ovinos e cerca de 15 mil criadores, além de 33,9 mil caprinos, distribuídos entre aproximadamente 3,8 mil caprinocultores. Esses números, divulgados pela Epagri/Cepa (2023), foram destacados por José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar, durante o Seminário Regional de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), realizado na última sexta-feira (18), em Chapecó, no Parque Dr. Valmor Lunardi, paralelo à EXPOCHAPECÓ 2024.

Durante o evento, promovido pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com os Sindicatos Rurais, Pedrozo sublinhou a importância da ovinocaprinocultura para a diversificação da agropecuária catarinense e seu grande potencial de expansão. “Queremos estimular o setor com base em três pilares: produção, indústria e mercado. Para isso, lançamos, em parceria com o Sebrae/SC e a Secretaria de Agricultura e Pecuária, o projeto de Desenvolvimento da Ovinocaprinocultura. A partir de 2025, atenderemos mais de 300 empreendimentos rurais, impulsionando o crescimento dessa cadeia produtiva essencial”, afirmou Pedrozo, na abertura do seminário que reuniu produtores, lideranças, técnicos e especialistas do setor.

Luiz Carlos Travi, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó e vice-presidente regional da Faesc, reforçou a importância das iniciativas para o fortalecimento da ovinocaprinocultura no estado. Já Paula Coimbra Nunes, coordenadora estadual da ATeG, celebrou os avanços obtidos, mencionando que, entre 2016 e 2023, mais de 1.330 propriedades rurais foram atendidas na cadeia de ovinocultura de corte.

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Caso de sucesso na ovinocultura

Um dos momentos mais esperados do seminário foi a apresentação de um caso de sucesso na ovinocultura de corte, protagonizado por Orestes Martinelli e Terezinha Martinelli, produtores de Ponte Serrada. Acompanhados pelo supervisor técnico Fernando da Silveira e pelo técnico de campo Tiago Cazella, o casal compartilhou sua trajetória de transformação após a aposentadoria.

Orestes, que iniciou sua vida profissional em empresas, e sua esposa, professora aposentada, realizaram o sonho de adquirir um sítio e investir na criação de ovelhas, caprinos e bovinos de leite. “Sempre gostei de trabalhar com animais, por isso decidimos apostar nessa atividade”, contou Orestes.

A adesão ao grupo da ATeG ocorreu devido ao conhecimento prévio do trabalho realizado pelo Senar/SC, o que resultou em uma experiência altamente positiva. “Foi uma experiência excelente, e hoje contamos com uma renda considerável”, ressaltou o produtor, que atualmente possui 150 ovelhas e outros animais na propriedade. O objetivo agora é expandir o rebanho para 200 ovelhas e plantar grama perene em parte do terreno.

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Palestras técnicas

A programação do evento incluiu uma série de palestras técnicas. O consultor Paulo Gregianin abriu as apresentações com o tema “Ovinocultura em SC”, seguido pelo médico veterinário Ricardo Rocha, da Salus Nutrição Animal, que ofereceu dicas sobre como a nutrição pode melhorar o desempenho dos rebanhos ovinos.

Outros palestrantes incluíram o médico veterinário e produtor rural Daniel Barros, da Supra, que discutiu “O impacto da reprodução no resultado econômico da fazenda”, e a zootecnista Letieri Griebler, professora e pesquisadora da Udesc e Unoesc Xanxerê, que apresentou o projeto “Cooperovinos: produtos cárneos inovadores”.

O seminário encerrou com otimismo, destacando as oportunidades de crescimento e desenvolvimento sustentável da ovinocaprinocultura em Santa Catarina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.

Mercado acompanha limite da cota chinesa

Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.

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Preço da arroba do boi gordo por estado

Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado

No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.

Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.

A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.

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Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:

  • Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
  • Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril

Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.

A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.

Na comparação com abril de 2025, os números mostram:

  • Alta de 29,4% na receita média diária;
  • Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
  • Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.

O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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