AGRONEGÓCIO
Indústria Avança em Direção à Automação Avançada com a Redução de Custos Tecnológicos
Publicado em
22 de outubro de 2024por
Da Redação
Segundo análise de Jaime Perroti, especialista em produtos da Mitsubishi Electric Brasil, os robôs estão se consolidando como protagonistas na revolução industrial. Além de otimizarem tarefas repetitivas, a robótica se posiciona como um dos pilares da automação avançada, um modelo que utiliza tecnologias de ponta para automatizar processos industriais complexos.
A adoção de tecnologias avançadas de automação continua a se expandir globalmente, à medida que as empresas buscam automatizar processos, elevar a produtividade e, consequentemente, aumentar suas receitas. Analistas da consultoria BCG indicam que os sistemas robóticos avançados estão preparados para transformar as operações industriais, proporcionando sistemas de visão, maior integração, adaptabilidade e mobilidade aprimoradas. Essas melhorias resultam em maior agilidade na configuração, comissionamento e reconfiguração, além de operações mais eficientes e precisas.
O custo de robôs sofisticados tem diminuído, impulsionado pela redução nos preços de sensores e no poder de computação. Nesse cenário, o software passa a ser o principal motor das funcionalidades, superando o hardware. Esses avanços tecnológicos permitem que robôs inovadores realizem uma variedade de tarefas de maneira mais econômica do que as gerações anteriores.
O estudo da BCG também revela que líderes empresariais reconhecem o potencial da robótica na automação avançada: 52% deles acreditam que a robótica será um dos principais motores de melhoria da produtividade até 2025.
Estratégias para Implementar a Automação Avançada
Para uma implementação bem-sucedida da automação avançada, com suporte robótico e rápida adoção das novas tecnologias, o setor industrial deve estabelecer três facilitadores fundamentais: definir a configuração da futura fábrica, desenvolver competências organizacionais e conceber a arquitetura do sistema.
Uma equipe multifuncional deve colaborar na definição do layout e das áreas operacionais onde a robótica pode agregar mais valor, considerando as implicações dessas operações no projeto da fábrica e nos processos, como logística, manutenção e gestão da qualidade. A liderança empresarial deve comunicar de maneira clara como os robôs transformarão as operações, redefinindo funções e responsabilidades conforme necessário. É crucial que toda a organização compreenda as oportunidades, limitações e riscos associados à implementação da automação avançada. O gerenciamento de sistemas robóticos avançados exigirá que os funcionários adquiram novas habilidades funcionais e interpessoais.
Para maximizar os benefícios da automação avançada, a empresa deve reavaliar a arquitetura do sistema que sustenta seus processos operacionais. Isso inclui estabelecer uma gama abrangente de capacidades, como análise, gerenciamento de dados e fluxo de trabalho, redes industriais, segurança cibernética, software, equipamentos de automação e infraestrutura.
A certeza é clara: o futuro da indústria está intrinsecamente ligado à automação avançada e à robótica, com humanos colaborando harmoniosamente com diversas inteligências artificiais. Preparar-se para esse cenário permitirá que as empresas se destaquem frente à concorrência.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
17 minutos agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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