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Indústria Avança em Direção à Automação Avançada com a Redução de Custos Tecnológicos

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Segundo análise de Jaime Perroti, especialista em produtos da Mitsubishi Electric Brasil, os robôs estão se consolidando como protagonistas na revolução industrial. Além de otimizarem tarefas repetitivas, a robótica se posiciona como um dos pilares da automação avançada, um modelo que utiliza tecnologias de ponta para automatizar processos industriais complexos.

A adoção de tecnologias avançadas de automação continua a se expandir globalmente, à medida que as empresas buscam automatizar processos, elevar a produtividade e, consequentemente, aumentar suas receitas. Analistas da consultoria BCG indicam que os sistemas robóticos avançados estão preparados para transformar as operações industriais, proporcionando sistemas de visão, maior integração, adaptabilidade e mobilidade aprimoradas. Essas melhorias resultam em maior agilidade na configuração, comissionamento e reconfiguração, além de operações mais eficientes e precisas.

O custo de robôs sofisticados tem diminuído, impulsionado pela redução nos preços de sensores e no poder de computação. Nesse cenário, o software passa a ser o principal motor das funcionalidades, superando o hardware. Esses avanços tecnológicos permitem que robôs inovadores realizem uma variedade de tarefas de maneira mais econômica do que as gerações anteriores.

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O estudo da BCG também revela que líderes empresariais reconhecem o potencial da robótica na automação avançada: 52% deles acreditam que a robótica será um dos principais motores de melhoria da produtividade até 2025.

Estratégias para Implementar a Automação Avançada

Para uma implementação bem-sucedida da automação avançada, com suporte robótico e rápida adoção das novas tecnologias, o setor industrial deve estabelecer três facilitadores fundamentais: definir a configuração da futura fábrica, desenvolver competências organizacionais e conceber a arquitetura do sistema.

Uma equipe multifuncional deve colaborar na definição do layout e das áreas operacionais onde a robótica pode agregar mais valor, considerando as implicações dessas operações no projeto da fábrica e nos processos, como logística, manutenção e gestão da qualidade. A liderança empresarial deve comunicar de maneira clara como os robôs transformarão as operações, redefinindo funções e responsabilidades conforme necessário. É crucial que toda a organização compreenda as oportunidades, limitações e riscos associados à implementação da automação avançada. O gerenciamento de sistemas robóticos avançados exigirá que os funcionários adquiram novas habilidades funcionais e interpessoais.

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Para maximizar os benefícios da automação avançada, a empresa deve reavaliar a arquitetura do sistema que sustenta seus processos operacionais. Isso inclui estabelecer uma gama abrangente de capacidades, como análise, gerenciamento de dados e fluxo de trabalho, redes industriais, segurança cibernética, software, equipamentos de automação e infraestrutura.

A certeza é clara: o futuro da indústria está intrinsecamente ligado à automação avançada e à robótica, com humanos colaborando harmoniosamente com diversas inteligências artificiais. Preparar-se para esse cenário permitirá que as empresas se destaquem frente à concorrência.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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