AGRONEGÓCIO

O Mercado Brasileiro de Café Encerra a Semana com Baixa Movimentação

Publicado em

O mercado físico de café no Brasil deve concluir a semana com um volume reduzido de negócios. Apesar da alta registrada na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), a desvalorização do dólar frente ao real tem levado os produtores a adotar uma postura mais cautelosa, realizando vendas apenas quando estritamente necessário.

Na quinta-feira, dia 17, os preços do café no mercado físico brasileiro apresentaram uma queda. As perdas observadas no fechamento para o café arábica em Nova York e para o robusta em Londres exerceram pressão sobre as cotações no Brasil.

Conforme a Safras Consultoria, o mercado inicialmente mostrou maior procura e atividade comercial durante a alta em Nova York, especialmente para os cafés finos. Entretanto, com a gradual queda nos preços, as transações passaram a envolver cafés de menor qualidade, como o café rio e o duro riado. À medida que as perdas se consolidavam nas bolsas, as negociações acabaram por estagnar ao longo do dia.

No Sul de Minas Gerais, o preço do café arábica bebida boa com 15% de catação ficou em R$ 1.510,00 a R$ 1.515,00, uma leve queda em relação ao dia anterior, que variava entre R$ 1.520,00 e R$ 1.525,00. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura também teve uma diminuição, com preços entre R$ 1.520,00 e R$ 1.525,00, comparado aos R$ 1.530,00 a R$ 1.535,00 da jornada anterior.

Leia Também:  Leilão da Marca CV Nelore Mocho Fatura R$ 3,97 Milhões com Comercialização de 360 Animais

O café arábica “rio” tipo 7, na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, foi cotado a R$ 1.230,00 a R$ 1.235,00 a saca, em contraste aos R$ 1.235,00 a R$ 1.240,00 do dia anterior. No Espírito Santo, o conilon tipo 7 em Vitória apresentou preço de R$ 1.410,00 a R$ 1.415,00 a saca, comparado a R$ 1.425,00 a R$ 1.430,00 da véspera. O conilon 7/8 foi cotado a R$ 1.405,00 a R$ 1.410,00, enquanto no dia anterior os preços variavam entre R$ 1.420,00 e R$ 1.425,00.

Estoques Certificados

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), com dados até 17 de outubro de 2024, totalizam 837.519 sacas de 60 quilos, com um aumento de 521 sacas em relação ao dia anterior, conforme informações da ICE Futures.

Nova York

Os contratos com entrega em dezembro de 2024 registraram uma alta de 0,70% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), sendo cotados a 256,95 centavos de dólar por libra-peso. A posição de dezembro/2024 fechou na quinta-feira a 255,15 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma queda de 2,85 centavos, ou 1,1%.

Leia Também:  Campinas Expande Mercado de Produtos Cárneos com Integração ao Sistema de Inspeção Nacional
Câmbio

O dólar comercial apresentou uma queda de 0,26%, sendo cotado a R$ 5,6444. O Dollar Index também registrou uma diminuição de 0,19%, alcançando 103,63 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas asiáticas encerraram a jornada em alta, com Xangai avançando 2,91% e o Japão 0,18%. Na Europa, os mercados operam em movimento misto, com Paris em alta de 0,71%, Frankfurt 0,33% e Londres em baixa de 0,20%. O petróleo, por sua vez, apresenta alta, com o WTI para novembro negociado a US$ 70,79 o barril, uma variação positiva de 0,16%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Câmbio mais favorável ao agronegócio pode impulsionar exportações no segundo semestre, aponta Rabobank

Published

on

O comportamento do câmbio segue como um dos principais fatores de atenção para o agronegócio brasileiro em 2026. Após um primeiro semestre marcado pela valorização do real frente ao dólar, o cenário para os próximos meses pode trazer mudanças importantes para a competitividade das exportações do país.

A análise faz parte do relatório AgroInfo 2026, divulgado pelo Rabobank, que avalia os impactos do ambiente macroeconômico sobre as principais cadeias produtivas do agronegócio nacional.

Valorização do real reduziu ganhos dos exportadores

Segundo o Rabobank, a apreciação da moeda brasileira ao longo da primeira metade do ano teve efeitos distintos entre os setores do agro.

Embora alguns segmentos tenham sido beneficiados pela redução dos custos de insumos importados, diversas cadeias exportadoras enfrentaram compressão das margens devido à menor conversão das receitas obtidas em dólar.

O efeito foi percebido principalmente em commodities como soja, milho, algodão e celulose, cujos preços internacionais não se refletiram integralmente nos valores recebidos pelos produtores brasileiros.

No mercado da soja, por exemplo, mesmo com as cotações internacionais alcançando patamares elevados em Chicago durante o primeiro trimestre, os preços em reais permaneceram relativamente estáveis devido à combinação entre valorização do real e redução dos prêmios de exportação.

Leia Também:  Corregedoria Participativa encerra atividades em Lucas e segue para Nova Mutum
Cenário externo segue pressionando o mercado cambial

O relatório aponta que o ambiente internacional continua sendo determinante para o comportamento das moedas emergentes.

Conflitos geopolíticos, tensões comerciais, inflação global e as decisões de política monetária das principais economias do mundo permanecem influenciando diretamente o fluxo de capitais e a cotação do dólar.

Além disso, a desaceleração econômica em diversos mercados consumidores e as incertezas relacionadas ao comércio internacional mantêm elevado o nível de cautela dos investidores.

Exportadores podem ganhar competitividade

Para o segundo semestre de 2026, o Rabobank avalia que existe a possibilidade de enfraquecimento do real frente ao dólar, movimento que tende a favorecer setores fortemente dependentes das exportações.

A expectativa é especialmente positiva para segmentos como celulose, soja, algodão, carnes e demais commodities agrícolas, que podem ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

No caso da celulose, o banco destaca que preços internacionais ligeiramente mais altos, combinados a uma possível desvalorização do real, podem impulsionar as receitas dos exportadores brasileiros ao longo da segunda metade do ano.

Impactos variam entre as cadeias produtivas

Apesar dos possíveis benefícios para as exportações, o efeito cambial não é uniforme entre todos os segmentos do agronegócio.

Leia Também:  Inscrições para programa de apoio à inovação terminam esta semana

No milho, por exemplo, a valorização do real já vem sendo apontada como um fator que limita a competitividade das vendas externas brasileiras diante da concorrência de países como Estados Unidos e Argentina.

Já no mercado da soja, o câmbio continua sendo um dos principais componentes da formação de preços ao produtor, juntamente com os prêmios de exportação e as cotações da Bolsa de Chicago.

Gestão de risco será fundamental

Diante de um ambiente marcado por volatilidade cambial e incertezas geopolíticas, o Rabobank reforça a importância do monitoramento constante dos mercados e da adoção de estratégias de gestão de risco.

Para produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias, a combinação entre câmbio, preços internacionais, logística e demanda global continuará sendo determinante para a rentabilidade dos negócios nos próximos meses.

O banco avalia que o segundo semestre deverá ser marcado por maior sensibilidade dos mercados às condições macroeconômicas globais, exigindo atenção redobrada dos agentes do agronegócio na tomada de decisões comerciais e financeiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA