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Pecuária: Sinal de virada no ciclo pecuário com preços em alta

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O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 voltou a superar a marca dos R$ 300,30 nesta quarta-feira, 16 de outubro, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Essa faixa de preço não era alcançada há 20 meses, desde fevereiro de 2023, em valores nominais, sem ajuste pela inflação.

Pesquisadores do Cepea apontam que essa recuperação está diretamente relacionada à escassez de oferta de animais prontos para o abate. No lado da demanda, as exportações continuam aquecidas, impulsionadas por um cenário global de oferta limitada de carne bovina. No entanto, as vendas no mercado interno começam a dar sinais de enfraquecimento devido à recente valorização da carne. Mesmo assim, com a oferta ainda restrita, os preços no atacado se mantêm firmes.

Mudanças no ciclo pecuário

O Cepea destaca que o atual cenário marca uma mudança importante no ciclo da pecuária brasileira. O aumento consistente nos preços da carne e do boi, além de outras categorias animais, tem surpreendido analistas do setor. Essa elevação impacta diretamente as margens da indústria frigorífica, que, apesar da alta nos preços da carne, vê suas margens reduzidas.

Os preços futuros negociados na B3 também ilustram essa mudança. Em agosto, o contrato para outubro de 2024 estava sendo negociado em torno de R$ 241. Contudo, nesta semana, o ajuste já atingiu R$ 308,65, o que representa uma alta de 28% em dois meses.

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Movimento de alta no mercado físico

No mercado físico, o aumento foi semelhante. Entre agosto e outubro, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 subiu 29%, refletindo negócios em São Paulo que passaram de uma média de R$ 233 para os atuais R$ 300. No mesmo período, a carne com osso no atacado na Grande São Paulo registrou alta de 28,1%, com o preço do quilo da carcaça casada saltando de R$ 16,40 para R$ 21,01 à vista.

Até o dia 16 de outubro, a arroba do boi gordo no estado de São Paulo registrou média de R$ 292,19, uma alta de 14,4% em relação à média de setembro. A carcaça casada bovina negociada na Grande São Paulo apresentou aumento de 11,7%, com o preço médio do quilo em R$ 20,05.

Impacto nas margens dos frigoríficos

Com a alta nos preços da carne e da arroba do boi, a diferença entre o valor do “boi casado” (15 quilos de carcaça casada) e o preço da arroba paga ao pecuarista em São Paulo diminuiu, pressionando as margens dos frigoríficos. Na primeira quinzena de outubro, essa diferença foi de apenas R$ 8,10, comparada aos R$ 15,19 observados em setembro.

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De janeiro a setembro de 2024, a diferença média entre o preço da carne e o da arroba em São Paulo foi de R$ 12,76, com picos de até R$ 15,23 em junho e mínimas de R$ 7,93 em janeiro, valores próximos ao atual cenário.

Estratégias dos frigoríficos para aliviar a pressão

Para lidar com o aumento dos custos, frigoríficos têm adotado estratégias como adquirir gado em regiões mais distantes, abater fêmeas em vez de bois para atender às exigências do mercado chinês, além de negociar novos lotes de confinamento antecipadamente. Ainda assim, a oferta restrita de animais prontos para abate é um fator decisivo para as recentes elevações de preços.

Na última quarta-feira, em São Paulo, os negócios oscilaram entre R$ 294 e R$ 312, já descontado o Funrural. Em outras regiões como Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, as cotações também ultrapassam os R$ 290, chegando a R$ 300 em alguns estados. No mercado de carne, a carcaça casada bovina com osso na Grande São Paulo acumula alta de 12,4% no mês, com preço médio de R$ 21,01 o quilo à vista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Arroz no RS registra produtividade acima do esperado e colheita atinge mais de 98% da área

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A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul avança para a etapa final e já atinge mais de 98% da área cultivada, segundo o mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Restam apenas cerca de 2% das lavouras em fase de maturação, com previsão de conclusão nos próximos dias.

O desempenho da safra tem sido considerado positivo em diversas regiões produtoras, com produtividade acima do esperado em parte do estado e boa qualidade dos grãos colhidos, mesmo diante de desafios financeiros enfrentados por produtores ao longo do ciclo.

Condições climáticas favorecem avanço da colheita e manutenção da produtividade

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições climáticas ao longo da safra foram, de modo geral, favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de arroz irrigado, contribuindo para bons resultados produtivos.

Apesar de interrupções pontuais causadas por chuvas registradas em maio, o ritmo de colheita se manteve acelerado na maior parte das regiões produtoras. A boa disponibilidade hídrica e o manejo adequado das áreas irrigadas foram fatores determinantes para o desempenho positivo da cultura.

Mesmo com a redução no uso de insumos em função de limitações financeiras, as lavouras apresentaram produtividade próxima ou superior às projeções iniciais, além de bom rendimento industrial dos grãos.

Produtividade média supera projeções em diversas regiões do estado

A área cultivada com arroz no Rio Grande do Sul nesta safra é de 891.908 hectares, segundo o IRGA. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg por hectare.

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Na regional de Bagé, o avanço da colheita foi favorecido pelo clima, apesar de registros de ventos fortes que causaram acamamento em parte das lavouras. A produtividade média da região ficou próxima de 9.000 kg/ha, acima da estimativa inicial de 8.400 kg/ha.

Em Caçapava do Sul, o rendimento atingiu 8.500 kg/ha, superando a projeção inicial de 7.620 kg/ha. Segundo técnicos regionais, o desempenho foi favorecido pelas condições climáticas e pela rotação de culturas com soja em áreas de várzea.

Região Sul lidera desempenho com produtividade acima de 9,6 toneladas por hectare

Na regional de Pelotas, a colheita alcançou 99% da área cultivada, restando apenas pequenas áreas em municípios como Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Tavares.

A produtividade média regional chegou a 9.647 kg/ha, um dos melhores resultados da safra. Além da colheita, produtores avançam no preparo antecipado das áreas, com sistematização, nivelamento, construção de taipas e implantação de plantas de cobertura.

A estratégia tem como objetivo antecipar a semeadura da próxima safra dentro da janela ideal e reduzir riscos associados a possíveis impactos climáticos, como a influência do fenômeno El Niño.

Manejo pós-colheita ganha força para próxima safra de arroz

Em diversas regiões do estado, os produtores já intensificam o manejo pós-colheita, com foco na organização das áreas para o próximo ciclo produtivo.

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Na regional de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída, com produtividade média próxima de 8.000 kg/ha. Na 4ª Colônia, agricultores realizam gradagens em áreas sem cultivo para reduzir o banco de sementes de arroz-vermelho e outras plantas invasoras, além da incorporação da resteva para acelerar a decomposição da palhada.

Em Soledade, a colheita também alcançou 98% da área, com lavouras apresentando bom padrão produtivo e elevada qualidade de grãos, além de bom rendimento industrial.

Já na regional de Santa Rosa, a elevada umidade do solo e as chuvas frequentes dificultaram a implantação de pastagens e operações de nivelamento em áreas de integração lavoura-pecuária, impactando o planejamento de manejo para o próximo ciclo.

Safra de arroz confirma eficiência produtiva no Rio Grande do Sul

Com a colheita praticamente finalizada e produtividades acima do esperado em diversas regiões, a safra de arroz no Rio Grande do Sul reforça o papel do estado como principal polo produtor da cultura no Brasil.

Os resultados positivos são atribuídos à combinação de manejo técnico, condições climáticas favoráveis em boa parte do ciclo e uso eficiente dos sistemas de irrigação, consolidando um cenário de boa produtividade e qualidade dos grãos nesta temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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