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Governo Define Diretrizes para o Contrato de Opção de Venda de Arroz

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O governo federal estabeleceu novas diretrizes para as operações do Contrato de Opção de Venda (COV) de arroz, visando diversificar e estimular a produção do grão no país. A portaria que regulamenta a ação foi assinada nesta quarta-feira (16), durante o lançamento do Plano Nacional de Abastecimento Alimentar “Alimento no Prato” (Planaab) e do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo).

O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, que também celebrou o Dia Mundial da Alimentação. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de outros ministros e representantes da sociedade civil. O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, também esteve presente, junto a diretores da estatal.

“No Dia Mundial de Alimentação, foi lançado o Plano Nacional de Abastecimento Alimentar, que busca garantir renda e viabilidade econômica aos agricultores que produzem nosso alimento diário. A Conab está comprometida com iniciativas que promovam a diversificação da produção, assegurando que todos, especialmente os mais necessitados, tenham acesso a alimentos de qualidade. Este é um novo momento para a Companhia, que visa garantir o abastecimento alimentar e ajudar no combate à fome”, destacou Pretto.

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A Conab receberá aproximadamente R$ 1 bilhão para adquirir até 500 mil toneladas de arroz longo fino em casca, dos tipos 1 e 2 da safra 2024/25, por meio de leilões públicos. Os contratos serão oferecidos a agricultores e cooperativas que desejam garantir um preço futuro para seus produtos.

Os contratos terão vencimentos distintos: até 30 de julho de 2025 para Minas Gerais e Paraná; até 30 de agosto de 2025 para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina; e até 30 de outubro de 2025 para as demais unidades da federação. Os preços de venda serão estabelecidos conforme os prazos de cada vencimento, com a definição do volume ofertado por estado a ser realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em colaboração com o MDA. A portaria será publicada no Diário Oficial da União.

Programa Arroz da Gente

Outra ação importante para estimular a produção de arroz é o Programa Arroz da Gente, que visa incentivar o cultivo em áreas previamente utilizadas para essa cultura, garantindo acompanhamento técnico e comercialização do produto. “Esta iniciativa tem como foco a ampliação da produção de arroz, especialmente no Nordeste, a partir de comunidades tradicionais, indígenas e da agricultura familiar”, afirmou Sílvio Porto, diretor da Conab.

Na fase inicial, o Programa será implementado em 36 territórios de 148 municípios, abrangendo 17 estados nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. As ações incluem crédito, fomento, estruturação produtiva, distribuição de sementes, apoio à comercialização e assistência técnica, todas orientadas por princípios de agroecologia e tecnologias adaptadas.

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Fortalecimento da Rede Armazenadora

O ministro Paulo Teixeira anunciou também uma parceria entre a Conab e a Itaipu Binacional, com um orçamento de R$ 55 milhões para a reforma e modernização de silos de grãos da estatal no Paraná e Mato Grosso do Sul. As unidades que serão beneficiadas incluem armazéns em Ponta Grossa, Cambé e Rolândia, no Paraná, além de Maracaju, em Mato Grosso do Sul.

Ações no Programa de Aquisição de Alimentos

Durante o evento, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) anunciou um chamamento público, no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), através da Conab, destinado à compra e doação de alimentos a cozinhas solidárias, com investimento de R$ 39 milhões. Também foram apresentados termos de colaboração que totalizam R$ 30 milhões para apoiar cozinhas solidárias na oferta de refeições, beneficiando 23 entidades gestoras e 346 unidades.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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