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Mercados chineses recuam diante da ausência de novos estímulos ao setor imobiliário

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Os principais índices acionários da China e de Hong Kong encerraram em baixa nesta quinta-feira, refletindo a decepção dos investidores com a ausência de novos estímulos econômicos durante uma entrevista do governo sobre o setor imobiliário. A falta de anúncios relevantes pressionou o mercado, levando o índice CSI300, de Xangai e Shenzhen, a uma queda de 1,13%, enquanto o índice SSEC, de Xangai, recuou 1,05%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng também registrou baixa, caindo 1,02%.

Durante o briefing, o ministro da Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rural, Ni Hong, informou que a China ampliará a lista de projetos habitacionais elegíveis para financiamento e aumentará o volume de empréstimos bancários para esses empreendimentos, totalizando 4 trilhões de iuanes (cerca de 562 bilhões de dólares). No entanto, essas medidas já haviam sido amplamente discutidas anteriormente, conforme destacado por Shi Jiangwei, analista da Shanghai Minority Asset Management, deixando muitos investidores insatisfeitos com a ausência de novidades.

O plano governamental de construir 1 milhão de residências em “vilas urbanas” também foi considerado insuficiente pelos analistas, em comparação com o esquema de renovação de favelas lançado em 2015, o que contribuiu para a queda nas ações do setor imobiliário. Como resultado, as ações de empresas do setor caíram 7,9% na China e 6,7% em Hong Kong, revertendo os ganhos obtidos na sessão anterior.

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A incerteza em torno do setor imobiliário chinês tem sido um fator de grande influência sobre o sentimento dos investidores, já que a segunda maior economia do mundo enfrenta uma crise significativa nesse setor.

Desempenho de outros mercados asiáticos

Em outros mercados da Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, recuou 0,7%, fechando em 38.911 pontos. O índice Kospi, de Seul, teve leve desvalorização de 0,04%, terminando a 2.609 pontos. Já o índice Taiex, de Taiwan, apresentou uma alta de 0,19%, atingindo 23.053 pontos.

Na região do Sudeste Asiático, o índice Straits Times, de Cingapura, registrou valorização de 0,96%, encerrando a 3.625 pontos, enquanto o índice S&P/ASX 200, de Sydney, avançou 0,86%, alcançando 8.355 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Granja mineira é a primeira do Brasil a conquistar certificação de alto padrão em bem-estar animal na suinocultura

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Certificação inédita marca avanço do bem-estar animal na suinocultura brasileira

A granja de suínos da Auma Agronegócios, localizada em Patos de Minas (MG), tornou-se a primeira do Brasil a receber a certificação de bem-estar animal da Produtor do Bem. O reconhecimento abrange todas as etapas da produção — gestação, maternidade, creche e terminação — e considera critérios técnicos amplos relacionados à ambiência, sanidade, manejo, alimentação e gestão operacional.

O selo possui validade de um ano e representa a primeira certificação concedida pela entidade no setor suinícola brasileiro, estabelecendo um novo marco de exigência técnica no país.

Protocolo mais rigoroso redefine práticas de manejo no país

O diferencial do modelo está no nível de exigência superior aos protocolos tradicionais utilizados no Brasil e em parte dos sistemas internacionais.

Um dos principais destaques é a adoção do sistema “cobre-solta”, em que as matrizes são inseminadas e, na sequência, alojadas em grupo. A prática elimina o período de permanência em gaiolas após a inseminação — etapa que ainda é comum em diversos sistemas, onde as fêmeas podem permanecer confinadas por até 35 dias.

Segundo especialistas, o modelo favorece maior liberdade de movimento e expressão de comportamentos naturais, sendo considerado uma das práticas mais avançadas em bem-estar animal na suinocultura moderna.

Empresa reforça estratégia de produção responsável e sustentável

Para a CEO da Auma Agronegócios, Lucimar Silva, a certificação consolida o posicionamento da empresa em relação à sustentabilidade e à responsabilidade produtiva.

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O bem-estar animal é tratado como pilar estratégico, diretamente ligado à eficiência produtiva, qualidade dos alimentos e sustentabilidade da cadeia. A executiva destaca que o reconhecimento valida práticas já incorporadas à cultura organizacional e fortalece a governança dos processos.

A Auma já possui outras certificações socioambientais em diferentes atividades agrícolas, e a nova conquista reforça o histórico de produção consciente do grupo.

Melhorias operacionais impactam diretamente os indicadores produtivos

De acordo com o gerente de produção do Ecossistema Auma, Baltazar Vieira, o bem-estar animal é tratado como valor estrutural da operação, com implementação iniciada em 2022.

Entre os resultados já observados estão:

Redução da taxa de natimortos de 8% para 3% após três meses de adoção de enriquecimento ambiental

  • Fim do uso de ocitocina há dois anos
  • Eliminação do corte de dentes
  • Redução do corte de cauda sem aumento de canibalismo

Segundo o gestor, as melhorias em nutrição, sanidade, infraestrutura e capacitação das equipes refletem diretamente no desempenho zootécnico e no valor agregado da produção.

Mercado pressiona por padrões mais elevados de bem-estar animal

A certificação ocorre em um cenário de crescente exigência de mercados nacionais e internacionais por padrões mais rigorosos de bem-estar animal, especialmente em cadeias voltadas à exportação e ao varejo institucional.

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Embora o Brasil ainda adote amplamente sistemas híbridos, a transição para modelos com soltura precoce de matrizes vem avançando, em linha com práticas já consolidadas em mercados europeus.

Soluções como alimentação individualizada em sistemas coletivos também têm sido incorporadas para reduzir disputas e melhorar o desempenho produtivo.

Certificação inédita traz modelo técnico e transparente para o setor

Segundo o diretor-executivo da Produtor do Bem, José Ciocca, o modelo de certificação é estruturado em critérios multinível, com avaliação independente, acompanhamento técnico e apoio ao produtor durante a implementação das melhorias.

O sistema busca garantir não apenas a conformidade, mas também a evolução contínua das práticas de manejo.

“A conquista demonstra que é possível conciliar produtividade com manejo tecnicamente fundamentado. O Grupo Auma avançou além do convencional e se torna referência para o setor”, destacou Ciocca.

Suinocultura brasileira entra em nova fase de exigência técnica

A certificação da Auma Agronegócios sinaliza uma mudança relevante na suinocultura nacional, com maior integração entre produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal.

O avanço reforça a tendência de profissionalização do setor e aproxima o Brasil de padrões internacionais cada vez mais exigentes, especialmente em mercados premium e cadeias exportadoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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