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Desemprego na OCDE se mantém estável em agosto

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A taxa de desemprego entre os países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) permaneceu estável em 4,9% no mês de agosto, segundo o relatório mensal divulgado pela entidade. O índice, que reflete o cenário do mercado de trabalho no bloco, continua em patamares historicamente baixos.

Na União Europeia, o desemprego também se manteve em níveis reduzidos, registrando 5,9%. Na zona do euro, o percentual foi ligeiramente maior, alcançando 6,4%. Em 21 países com dados disponíveis, a taxa permaneceu inalterada em agosto, enquanto quatro registraram aumento e seis apresentaram queda.

Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego também se manteve relativamente estável, encerrando setembro de 2024 em 4,1%, um aumento de 0,4 ponto percentual em relação a janeiro do mesmo ano. No entanto, a situação dos jovens trabalhadores entre 15 e 24 anos apresentou um cenário mais desafiador, com a taxa de desemprego juvenil na OCDE alcançando 11,4% em agosto, um aumento de 0,2 ponto percentual em comparação ao mês anterior. Países como Áustria e Lituânia registraram aumentos significativos, superiores a 1 ponto percentual.

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Além dos dados de desemprego, o relatório da OCDE também destacou a estabilidade nas taxas de emprego e participação na força de trabalho no segundo trimestre de 2024, que se mantiveram em 70,2% e 74%, respectivamente, os mais altos desde 2005 e 2008. Esses níveis recordes ou próximos deles foram observados em 13 dos 38 países membros, incluindo economias de destaque como França, Alemanha, Japão e México.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cortes no seguro rural e disputa por crédito elevam tensão entre governo e bancada do agro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elevou o tom contra o governo federal nesta semana após o bloqueio de recursos do seguro rural e o avanço de discussões sobre financiamento do setor, ampliando a tensão entre o Congresso e o Executivo em torno da política de crédito e proteção da renda no campo.

O principal ponto de conflito é o contingenciamento de cerca de R$ 461 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que reduz a capacidade de subsídio às apólices contratadas por produtores em um momento de maior exposição climática e aumento dos custos de produção.

Para a bancada ruralista, a medida compromete a previsibilidade do setor e pode reduzir a adesão ao seguro agrícola, especialmente em culturas mais sensíveis a variações de clima e produtividade. A avaliação dentro da FPA é de que o corte afeta diretamente a gestão de risco do produtor e encarece o financiamento da próxima safra.

A bancada também acompanha com preocupação a tramitação de propostas de renegociação de dívidas rurais aprovadas no Senado, que ainda aguardam posicionamento do governo. Parlamentares ligados ao agro defendem que as medidas deveriam ser tratadas como parte de um pacote integrado de recomposição da capacidade financeira do setor, diante do aumento do endividamento e da elevação dos custos de crédito.

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Na leitura da FPA, o conjunto das decisões recentes indica uma redução do espaço fiscal para políticas de apoio ao agro, o que pode afetar desde o acesso ao crédito até a contratação de instrumentos de proteção como o seguro rural.

O governo, por sua vez, tem argumentado que as medidas precisam ser avaliadas sob o ponto de vista do impacto fiscal, o que tem resultado em sucessivos vetos, bloqueios e revisões de propostas aprovadas no Congresso.

Diante do impasse, a FPA articula no Congresso a recomposição dos recursos do seguro rural e a manutenção das propostas de renegociação de dívidas, com o objetivo de evitar aumento de custo e perda de competitividade do produtor brasileiro na próxima safra.

O embate deve se intensificar nas próximas semanas e se concentrar justamente nos instrumentos de financiamento e gestão de risco da atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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