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Grupo Potencial Destina R$ 600 Milhões para Expandir Fábrica de Biodiesel

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O Grupo Potencial anunciou, nesta terça-feira, um investimento de R$ 600 milhões para ampliar a capacidade produtiva de sua fábrica de biodiesel localizada em Lapa, no Paraná. Com essa expansão, a unidade se tornará o maior complexo de produção de biodiesel a partir do óleo de soja no mundo.

O anúncio foi feito em decorrência da sanção da lei do Combustível do Futuro, que visa aumentar gradativamente a mistura de biodiesel no diesel, entre outras medidas. Segundo o comunicado da empresa, a capacidade de produção da fábrica paranaense será elevada de 900 milhões de litros por ano para 1,62 bilhão de litros, consolidando sua posição como a maior produtora de biodiesel em uma única planta globalmente.

“A transição energética é um movimento global irreversível. O Brasil está avançando significativamente para garantir a segurança jurídica e a previsibilidade dos investimentos no setor, proporcionando estabilidade na matriz energética”, afirmou Arnoldo Hammerschmidt, presidente do Grupo Potencial, ao comentar os impactos da nova legislação.

A empresa acredita que a produção adicional da planta de Lapa terá mercado garantido, uma vez que a nova lei prevê um aumento gradual da mistura de biodiesel no diesel, passando dos atuais 14% para 25% até 2035. Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente Comercial, Operacional e de Relações Institucionais do grupo, ressaltou essa perspectiva.

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As obras de expansão estão programadas para 2025, com conclusão prevista para 2026. Atualmente, a capacidade da usina, que já é a maior do Brasil, é de 900 milhões de litros de biodiesel.

Este investimento de R$ 600 milhões está inserido em um plano mais amplo do grupo familiar, que, desde 2023, planeja investir R$ 3 bilhões no setor. Como parte de sua estratégia de verticalização, o grupo também pretende implementar uma esmagadora de soja com capacidade de processamento de 1,2 milhão de toneladas por ano, complementando investimentos de R$ 2 bilhões já anunciados.

A empresa, que iniciou a produção de biodiesel há mais de 12 anos, garantirá uma parte da matéria-prima para sua fábrica, mas ainda precisará adquirir óleo de soja de terceiros. “Produziremos aproximadamente 25 milhões de litros de óleo por mês e compraremos cerca de 50 milhões de litros mensalmente para garantir nossa produção de biodiesel”, destacou Arnoldo Hammerschmidt.

O plano de investimentos também inclui a construção de uma nova usina de refino de glicerina, aumentando a capacidade de produção para 100 mil toneladas por ano, com um aporte de cerca de R$ 100 milhões, posicionando o grupo como o maior produtor de glicerina refinada do Brasil.

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Além disso, o projeto contempla a construção de um duto de biodiesel de 55 km, conectando os Polos Industriais de Lapa ao Polo Petroquímico de Araucária (PR), com investimento aproximado de R$ 150 milhões. O grupo também planeja um duto de gás em parceria com o Estado do Paraná e a Compagas, ligando os polos de Araucária e Lapa.

Originado de uma pequena rede de postos de combustíveis no Sul do Brasil na década de 1950, o grupo está atento às oportunidades nos novos mercados de combustíveis sustentáveis para aviação, conforme declarado anteriormente pelo vice-presidente da companhia à Reuters.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá reúne lideranças para debater plano de redução de riscos em comunidades vulneráveis

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Com foco na prevenção de desastres e no planejamento urbano, a Prefeitura de Cuiabá realizou, nesta terça-feira (28), um encontro com lideranças comunitárias para discutir a construção do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A reunião ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME) e integra a etapa inicial de validação das áreas prioritárias a serem trabalhadas pelo projeto.

A iniciativa faz parte de uma política pública articulada entre o município, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades. O objetivo é identificar, mapear e propor medidas para reduzir riscos em áreas vulneráveis a desastres, como deslizamentos, inundações e queimadas.

O professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFMT e coordenador geral do PMRR, Hugo Kamiya Tsutsui, destacou o papel da universidade na execução técnica do projeto e a necessidade de validação junto à população.

“Estamos consolidando a primeira etapa, que é a validação das áreas definidas pela equipe técnica e pelo comitê gestor. A participação das lideranças é essencial para identificar pontos que podem não ter sido mapeados inicialmente”, afirmou.

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Segundo o coordenador, a próxima fase envolve o diagnóstico detalhado das áreas, com uso de tecnologia para levantamento de dados.

“Vamos realizar sobrevoos com drones para mapear essas regiões e, a partir disso, classificar os níveis de risco. Isso permitirá definir quais intervenções são necessárias”, explicou.

O prazo para conclusão do plano é dezembro deste ano, quando o documento deverá ser apresentado e validado em audiência pública. A partir dessa etapa, caberá à gestão municipal a implementação das ações propostas.

O diretor técnico da Defesa Civil de Cuiabá, o capitão Marcelo Cerqueira, ressaltou o papel do órgão no acompanhamento das atividades de campo e na articulação com as comunidades.

“A Defesa Civil atua junto à equipe técnica nas visitas aos bairros e mantém diálogo com lideranças locais para facilitar o acesso às áreas. Esse trabalho conjunto é fundamental para identificar riscos e orientar medidas preventivas”, disse.

Já a representante da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, a engenheira ambiental Bruna Gonçalves Aquino enfatizou o impacto do plano na organização territorial da cidade.

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“O plano é um estudo técnico aprofundado que abrange todo o território urbano. Ele vai contribuir para organizar o crescimento da cidade e promover melhorias nas condições de moradia, com mais segurança e qualidade de vida”, comentou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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