AGRONEGÓCIO

Governo Federal destina R$ 1,97 bilhão para aliviar dívidas de produtores rurais no Rio Grande do Sul

Publicado em

O Governo Federal anunciou, nesta quinta-feira (22), a liberação de um crédito extraordinário no valor de R$ 1,97 bilhão, destinado a apoiar produtores rurais do Rio Grande do Sul que foram severamente impactados pelas enchentes deste ano. A Medida Provisória Nº 1.254/24, publicada no mesmo dia, prevê que os recursos sejam utilizados para cobrir os descontos concedidos em operações de crédito rural.

Esse aporte financeiro beneficiará os agricultores gaúchos na liquidação e renegociação de dívidas relacionadas a custeio, investimento ou industrialização, bem como na prorrogação de parcelas de empréstimos, proporcionando um alívio significativo para aqueles que sofreram perdas materiais.

“O Governo Federal está empenhado em garantir a reconstrução do setor agropecuário no Rio Grande do Sul. Queremos assegurar que os produtores tenham a tranquilidade e a segurança necessárias para continuar suas atividades. Este é apenas o começo; continuaremos buscando mais incentivos”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

A medida complementa o Decreto Nº 12.138/24, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 12 de agosto, que regulamenta a concessão de descontos para a liquidação ou renegociação de dívidas contraídas por produtores afetados pelas fortes chuvas. Os descontos e renegociações serão aplicáveis nos municípios onde o estado de calamidade pública ou situação de emergência foi oficialmente reconhecido pelo Poder Executivo Federal.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá abre seleção de voluntários para o Festival Paralímpico Loterias Caixa

A subvenção econômica concedida pelo governo será na forma de descontos para produtores que tenham registrado perdas iguais ou superiores a 30%. Essa medida abrange dívidas contratadas até 15 de abril deste ano, com vencimento entre 1º de maio e 31 de dezembro de 2024.

No caso das operações de crédito rural voltadas à industrialização, os descontos serão concedidos exclusivamente a contratos realizados no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Anteriormente, o Governo já havia editado a Medida Provisória Nº 1.247/24, autorizando a concessão de subvenção econômica a produtores rurais afetados por tragédias, reforçando o compromisso com a recuperação do setor agrícola no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Monitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro

Published

on

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um resultado histórico nas exportações. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor alcançou US$ 169,2 bilhões em vendas externas, consolidando sua posição como um dos principais motores da economia nacional.

Entretanto, a manutenção desse desempenho em mercados estratégicos, especialmente na União Europeia, dependerá da capacidade das cadeias produtivas de se adequarem às novas exigências internacionais de rastreabilidade e sustentabilidade.

A partir de 30 de dezembro deste ano, entra em vigor para grandes operadores o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), legislação que exigirá comprovação técnica de que produtos agrícolas comercializados no bloco não estão associados a áreas desmatadas.

Entre as cadeias mais impactadas estão as de soja e carne bovina, segmentos que possuem grande relevância na pauta exportadora brasileira e que contam com estruturas complexas de fornecimento.

Rastreabilidade digital será obrigatória

Segundo Diogo Bochnia Zuliani, professor do curso de Agronegócio da EAD UniCesumar, a nova regulamentação representa uma mudança significativa nos processos de fiscalização e validação da origem dos produtos.

Atualmente, a comprovação de conformidade é baseada em documentos como Cadastro Ambiental Rural (CAR), notas fiscais e auditorias presenciais. Com a nova norma, a validação passará a exigir evidências digitais associadas à localização exata das propriedades rurais.

“Exportadores de commodities como carne bovina e soja precisarão apresentar provas técnicas e georreferenciadas da origem de seus produtos. Sem uma rastreabilidade robusta, os produtos poderão ser classificados como de risco, comprometendo o acesso ao mercado europeu”, explica o especialista.

O novo modelo prevê o cruzamento de coordenadas geográficas das propriedades com imagens de satélite e bases de dados ambientais. Além disso, toda a movimentação da produção deverá manter um vínculo documental e digital contínuo desde a fazenda até a exportação.

“Na prática, a geolocalização da área produtiva será confrontada com mapas de cobertura florestal e imagens de monitoramento ambiental. A carga precisará manter uma trilha digital completa ao longo de toda a cadeia logística”, detalha Zuliani.

Brasil possui estrutura para atender às exigências

Apesar dos desafios, especialistas avaliam que o Brasil possui condições técnicas para atender às novas demandas internacionais.

Leia Também:  Doenças foliares na soja desafiam controle químico e reforçam a importância do manejo integrado e preventivo

Um estudo realizado em maio de 2026 por universidades norte-americanas, por meio da ferramenta Fields of the World, demonstrou que sistemas de inteligência artificial foram capazes de identificar corretamente 97% das áreas agrícolas brasileiras utilizando dados espaciais e monitoramento remoto.

O resultado reforça a capacidade do país de implementar sistemas de rastreabilidade em larga escala, utilizando tecnologias já disponíveis no mercado.

Além do monitoramento via satélite, ferramentas de inteligência artificial, geoprocessamento e integração de bancos de dados têm ampliado a precisão das informações utilizadas para comprovação da origem da produção agropecuária.

Sustentabilidade se transforma em vantagem competitiva

Para grandes produtores e empresas exportadoras, o processo de adequação já está em andamento. No caso dos pequenos produtores, a implementação dependerá de maior suporte técnico, assistência especializada e atuação das cooperativas para organização das informações exigidas.

Segundo Zuliani, a principal função da tecnologia não é apenas atender às exigências regulatórias, mas proteger os produtores que atuam dentro da legalidade.

“O papel mais estratégico da tecnologia é separar o produtor regular daquele que insere na cadeia produtos de origem duvidosa. A rastreabilidade fortalece a transparência e protege quem produz de forma responsável”, afirma.

Na avaliação do especialista, a integração entre dados públicos, monitoramento ambiental e plataformas digitais pode transformar a sustentabilidade em um diferencial competitivo para o agronegócio brasileiro.

“A garantia de origem transforma a sustentabilidade em uma evidência verificável. Se o Brasil utilizar a integração de dados e o monitoramento ambiental como estratégia nacional, poderá demonstrar ao mercado internacional que produz em escala, com segurança jurídica e responsabilidade ambiental. Mais do que uma exigência regulatória, essa conformidade tende a se consolidar como uma vantagem competitiva para as exportações brasileiras”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Avenida Principal terá bloqueio total para instalação de rede fluvial

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA