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Aumento da Produção de Cana e Etanol Hidratado no Início da Safra do Norte e Nordeste

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Até o dia 15 de setembro, as regiões Norte e Nordeste do Brasil já haviam completado aproximadamente 19% da safra de cana-de-açúcar 2024-2025. Dados compilados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) apontam um crescimento de 5,8% na produção de cana e um expressivo aumento de 23,4% na fabricação de etanol hidratado. Das 12,31 milhões de toneladas de cana processadas até a metade do mês passado, foram extraídos 376 milhões de litros de etanol, que está disponível para abastecimento de veículos flex.

Em contrapartida, a produção de etanol anidro, utilizado como aditivo à gasolina, apresentou uma queda de 28,7%, totalizando 250 milhões de litros, em comparação com os 351 milhões de litros do ciclo 2023-2024. Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio, que representa 35 usinas e destilarias de etanol em 11 estados brasileiros, destaca que, apesar da redução na produção de etanol anidro nesta fase inicial, é esperado um processo de recuperação ao longo da safra.

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“Projeções indicam que, até o final da moagem 2024-2025, haverá um aumento de até 2,6% na produção total de etanol, o que representaria um acréscimo de mais de 2,28 bilhões de litros, com um crescimento de 5,6% para o etanol hidratado e uma retração de 0,7% para o anidro”, ressalta Cunha, que também preside o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE).

Produção de Açúcar

Até 15 de setembro, a produção de açúcar aumentou 31,5% em relação ao mesmo período da safra anterior, com as usinas do Norte e Nordeste produzindo pouco mais de 422 mil toneladas do produto. Renato Cunha informa que, se as condições climáticas, mercadológicas e regulatórias se mantiverem favoráveis, o setor projeta que a moagem 2024-2025 será finalizada com uma produção total de 3,64 milhões de toneladas, representando um crescimento de 5,2% em comparação ao ciclo anterior.

O estoque físico de etanol, que inclui tanto o anidro quanto o hidratado, atingiu 260 milhões de litros, um volume 18,29% superior aos 220 milhões de litros armazenados na segunda quinzena de fevereiro da safra 2023-2024.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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