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Topigs Norsvin Reforça Sustentabilidade e Eficiência na Suinocultura em Evento Tecnológico

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No dia 1º de outubro, Cabreúva (SP) sediou o Conexão Tecnológica, evento promovido pela Topigs Norsvin em colaboração com a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS). Realizado no Japy Golf Resort Hotel, o encontro reuniu importantes gestores e decisores da suinocultura paulista para explorar estratégias voltadas à eficiência e sustentabilidade na produção de suínos.

Com um enfoque prático, o evento trouxe à tona as futuras ações da Topigs Norsvin e seu impacto na cadeia produtiva. Djane Dallanora, médica-veterinária e consultora da Atualtech Consultoria, destacou a aplicação de práticas sustentáveis na palestra “Suinocultura Sustentável na Prática”, abordando como métodos avançados de bem-estar animal e eficiência econômica podem não apenas otimizar a produção, mas também reduzir impactos ambientais.

Em seguida, Thiago Bernardino, especialista em economia do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA Esalq/USP), ofereceu uma visão detalhada sobre “Tendências do Mercado de Suinocultura e Grãos”. Ele discutiu as perspectivas econômicas que influenciam o setor, auxiliando os produtores a desenvolverem estratégias para aumentar a competitividade e rentabilidade de suas granjas.

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Inovação Genética e o Programa Connect

Outro ponto alto do evento foi a apresentação do diretor da Topigs Norsvin para América do Sul, América Central e Caribe, André Costa, que abordou o tema “Construindo o Futuro da Suinocultura”. Ele enfatizou como a genética avançada da empresa está transformando o setor ao desenvolver animais mais eficientes e produtivos, que contribuem para a sustentabilidade e competitividade dos produtores. “A genética da Topigs Norsvin molda o futuro da suinocultura, ajudando os produtores a superarem os desafios atuais”, pontuou Costa.

O programa Connect, lançado em 2016, também teve destaque durante o evento. Adauto Canedo, diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin no Brasil, explicou como a iniciativa pioneira no país oferece consultorias, treinamentos, uniformes e viagens técnicas exclusivas aos clientes, fortalecendo a capacitação e a geração de valor para os negócios. “A capacitação contínua dos funcionários nas granjas é um dos nossos pilares essenciais e contribui diretamente para o sucesso da genética Topigs Norsvin”, afirmou Canedo.

Para encerrar, os participantes desfrutaram de uma experiência de golfe, que proporcionou um momento de descontração e interação, enriquecendo ainda mais o encontro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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