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Desempenho do frango abatido na 40ª semana de 2024, passagem de setembro para outubro

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À primeira vista, o resultado do frango abatido no encerramento da 1ª semana de outubro não chegou a ser muito expressivo, pois, início de novo mês, o produto foi negociado por valor apenas 0,27% superior ao de uma semana antes, no penúltimo dia de negócios de setembro. No entanto, a 40ª semana de 2024, passagem de setembro para outubro, foi encerrada (dia 4/10) com a melhor cotação de 2024: R$7,55/kg.

As expectativas, agora, ficam depositadas nesta segunda semana de outubro, habitualmente a de melhor desempenho em cada mês, por concentrar as vendas mensais. Supõe-se, pois, que a média mensal ora registrada, relativa aos quatro primeiros dias de negócios de outubro, seja superada.

Independentemente disso, ela já alcança o melhor resultado dos últimos 22 meses, ficando aquém, apenas, dos R$7,890/kg alcançados em dezembro de 2022. Encontrando-se, atualmente, em R$7,548/kg, supera em 0,95% e 7,25% o que foi registrado em, respectivamente, setembro passado e outubro de 2023.

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Nestes últimos exemplos, a diferença entre os dois índices apontados (0,95% e 7,25%) é significativa. Mas o que não escapa é que, em ambos os casos, a cotação registrada se encontra na casa dos R$7,00/kg – faixa de preços na qual o frango abatido navega há exatos doze meses, ou seja, desde os primeiros dias de outubro de 2023.

O fato, se não inédito, é absolutamente raro. Assim, por exemplo, nos dois anos anteriores, no mesmo espaço de tempo, as variações entre preço mínimo e máximo superaram os 40% (desde R$5,81/kg até R$8,34/kg em 2021/2022; e de R$5,66/kg a R$8,12/kg em 2022/2023). Agora, não chegam a 6,5% (de R$7,09/kg a R$7,55/kg).

De toda forma a torcida maior, doravante, será pela permanência futura dos preços na atual faixa, pelo menos. É que vem se tornando quase habitual (seis dos últimos 10 anos) a cotação de outubro superar a registrada em dezembro. Uma ocorrência, aparentemente, relacionada à menor oferta no período devido à retenção das aves no campo por mais tempo, visando a obtenção dos frangões de Natal. A conferir.

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Mercado da ave viva

Mesmo o mercado paulista do frango abatido reagindo bem aos negócios iniciais do mês, o frango vivo disponibilizado em São Paulo pelos produtores independentes permaneceu negociado em mercado calmo, a cotação máxima de R$5,50/kg prevalecendo há quase 60 dias.

Em Minas, o mercado, firme há bom tempo, propiciou na semana um reajuste de cinco centavos e, assim, o período foi encerrado com o frango vivo negociado a R$5,40/kg, valor 8% superior ao de um ano atrás, na mesma data.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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