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Mapa Revela Marcas de Azeite de Oliva Impróprias para Consumo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou uma lista contendo marcas e lotes de azeite de oliva considerados impróprios para consumo, totalizando 11 marcas: Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa.

Esses produtos foram submetidos a análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária e foram desclassificados por não atenderem aos parâmetros estabelecidos pela Instrução Normativa nº 01/2012. Ademais, as empresas responsáveis por esses azeites estão com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) baixado junto à Receita Federal, o que reforça a suspeita de fraudes.

As marcas Serrano e Cordilheira, por sua vez, foram recentemente proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e as análises físico-químicas conduzidas pelo Mapa confirmam a adulteração dos produtos.

O Ministério alerta que supermercados e atacadistas que comercializarem produtos desclassificados ou de origem desconhecida também poderão ser responsabilizados conforme estipulado pelo Decreto nº 6.268/2007. Outras marcas ainda estão em fase de análise, e uma nova lista será divulgada assim que os resultados forem concluídos.

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Os consumidores que adquiriram esses produtos devem suspender seu uso e solicitar a troca conforme as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor. Para isso, podem contatar o Mapa pelo canal oficial Fala.BR, informando o estabelecimento e o endereço onde o produto foi adquirido.

Dicas ao Consumidor

O azeite de oliva é considerado o segundo produto alimentar mais suscetível a fraudes no mundo, ficando atrás apenas do pescado. Para evitar enganos, recomenda-se adotar alguns cuidados ao escolher os produtos:

  • Desconfie de preços abaixo da média.
  • Verifique, se possível, se a empresa está registrada no Mapa.
  • Consulte a lista de produtos irregulares apreendidos em ações do Mapa.
  • Evite a compra de azeite a granel.
  • Fique atento à data de validade e aos ingredientes.
  • Prefira produtos com a data de envase mais recente.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo de pastagens antes da seca pode reduzir custos e garantir ganho de peso na pecuária

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Manejo antecipado das pastagens é decisivo para enfrentar a seca

A aproximação da estação seca exige atenção redobrada dos pecuaristas no manejo das pastagens. Com a redução das chuvas, há queda na produção e na qualidade da forragem, o que impacta diretamente o desempenho dos rebanhos.

Esse período de transição é considerado estratégico, pois ainda permite a formação de reserva de pasto e ajustes no sistema produtivo para reduzir perdas ao longo dos meses de menor crescimento das plantas.

Oferta de forragem pode cair até 70% na seca

De acordo com o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, o manejo adequado nesse momento é determinante para evitar prejuízos.

Segundo ele, a redução das chuvas desacelera o crescimento das pastagens e compromete sua qualidade nutricional.

“Um manejo adequado pode garantir uma oferta de matéria seca entre 2% e 3% do peso vivo dos animais, evitando déficits que comprometem o ganho de peso e geram perdas econômicas importantes”, explica.

Além da redução na oferta, a qualidade da forragem também cai significativamente, com aumento da fibra e redução de proteína e digestibilidade.

Falta de planejamento aumenta custos e degrada pastagens

Entre os principais erros cometidos por produtores nesse período estão:

  • Superlotação das áreas
  • Ausência de pastejo rotacionado
  • Falta de adubação estratégica
  • Não monitoramento da altura do pasto
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Essas práticas aceleram a degradação das áreas e reduzem a capacidade de suporte.

“Quando o produtor não mede a oferta de pasto e mantém a lotação elevada, ele consome a reserva antes do período crítico. O resultado é aumento dos custos e menor produtividade”, alerta Dantas.

Ajuste de lotação é chave para preservar forragem

Uma das principais estratégias recomendadas é o ajuste gradual da taxa de lotação.

A redução planejada do número de animais por hectare ajuda a preservar a reserva de forragem para a seca.

“É possível preservar até 50% a mais de pasto quando a lotação é ajustada de forma estratégica”, afirma o especialista.

O manejo também deve priorizar áreas de descanso e organização do pastejo rotacionado.

Adubação no fim das águas ainda traz ganhos produtivos

Mesmo no fim do período chuvoso, a adubação pode contribuir para aumentar a produção de forragem.

A aplicação de nitrogênio, em áreas com bom potencial produtivo, pode elevar a produção entre 20% e 40%, favorecendo a formação de reservas.

Essa prática melhora o aproveitamento da área e ajuda a sustentar o rebanho durante a seca.

Planejamento garante desempenho e reduz perdas na seca

Com planejamento adequado, é possível manter ganhos de peso entre 0,5 kg/dia e 0,8 kg/dia, mesmo com suplementação mínima.

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Segundo Dantas, a antecipação das decisões reduz impactos produtivos e reprodutivos no rebanho.

Quando não há planejamento, os prejuízos podem ser significativos, incluindo queda de desempenho e aumento de custos operacionais.

Boas práticas ajudam a atravessar o período crítico

Entre as recomendações práticas para o produtor estão:

  • Monitoramento semanal da altura do pasto
  • Planejamento da lotação futura
  • Adubação nitrogenada em áreas prioritárias
  • Implantação de pastejo rotacionado

Essas medidas ajudam a preservar tanto a quantidade quanto a qualidade da pastagem.

Falta de manejo pode gerar perdas de até R$ 500 por hectare

A ausência de planejamento pode resultar em perdas econômicas expressivas, incluindo:

  • Redução do ganho de peso
  • Maior necessidade de suplementação
  • Aumento da mortalidade
  • Queda na produtividade do abate

“Sem planejamento, os prejuízos podem chegar a R$ 500 por hectare”, destaca o especialista.

Soluções para manejo eficiente das pastagens

A Nossa Lavoura oferece insumos e soluções voltadas ao manejo estratégico, incluindo:

  • Adubos NPK balanceados
  • Sementes de pastagens mais resistentes
  • Corretivos de solo

Segundo Dantas, o uso combinado dessas ferramentas permite ampliar a reserva de forragem e reduzir custos.

“Com planejamento e tecnologia, o produtor atravessa a seca com mais segurança e produtividade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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