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Cade Mantém Moratória da Soja até o Fim de 2025 e Produtores de Mato Grosso Reagem

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta terça-feira (30/09) manter em vigor a Moratória da Soja até 31 de dezembro de 2025. A partir de 1º de janeiro de 2026, a medida será efetivamente suspensa. O pacto, criado em 2006 entre tradings e organizações não governamentais, tem como objetivo impedir a comercialização de soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia após aquela data.

A decisão do Tribunal suspende a medida preventiva da Superintendência-Geral do Cade, que havia classificado a moratória como acordo anticompetitivo, alegando que ela restringia a livre iniciativa e poderia causar prejuízos ao mercado ao impor condições paralelas às normas brasileiras.

Produtores comemoram, mas pedem fim definitivo

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) recebeu a decisão com alívio. A entidade avalia que a manutenção temporária da moratória evita insegurança no curto prazo, mas reforça a necessidade de sua suspensão definitiva para restabelecer a segurança jurídica dos produtores rurais.

Segundo o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a moratória não deve ser confundida com certificação ambiental.

“Trata-se de um acordo privado, sem respaldo legal, que cria uma dupla penalização ao produtor rural. O Brasil já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, com instrumentos como o Código Florestal, que garantem preservação e conferem segurança jurídica ao setor produtivo”, afirmou.

Impactos sobre a competitividade do agronegócio

Na avaliação da Famato, a permanência da moratória enfraquece a competitividade do agronegócio brasileiro e transmite ao mercado internacional a impressão equivocada de que a sustentabilidade nacional depende de regras privadas, quando, na realidade, já está assegurada por legislação oficial e mecanismos auditáveis.

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A entidade defende que a verdadeira proteção ambiental deve se basear no combate ao desmatamento ilegal e na fiscalização efetiva pelo Estado, e não em restrições impostas por acordos privados.

Produtores defendem cumprimento das leis nacionais

O setor produtivo rural reforça que a moratória penaliza agricultores que abriram novas áreas legalmente após 2008 e que já cumprem o Código Florestal. Para a Famato, o caminho para conciliar produção e sustentabilidade está no cumprimento rigoroso da legislação nacional, garantindo soberania, segurança jurídica e o fortalecimento do agronegócio brasileiro, responsável por sustentar a economia e alimentar o mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vacinação in ovo impulsiona produtividade e sustentabilidade na avicultura e já imuniza 20 bilhões de frangos por ano

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Vacinação in ovo consolida avanço tecnológico na avicultura moderna

A vacinação in ovo vem se consolidando como uma das principais inovações da avicultura mundial ao permitir a imunização dos embriões ainda dentro do incubatório, antes da eclosão. A tecnologia alia produtividade, precisão sanitária e sustentabilidade, com impacto direto no desempenho das aves ao longo do ciclo produtivo.

Segundo dados técnicos da Embrapa, os primeiros dias de vida dos pintinhos representam uma fase crítica na avicultura, exigindo rigor no manejo, ambiência, nutrição e sanidade. Qualquer falha nesse período pode comprometer o desenvolvimento das aves e reduzir a eficiência produtiva do lote.

Tecnologia já imuniza cerca de 20 bilhões de frangos por ano

A vacinação in ovo é utilizada há mais de 30 anos e já está presente em mais de 90% dos incubatórios comerciais dos Estados Unidos. Atualmente, a tecnologia é responsável pela imunização de aproximadamente 20 bilhões de frangos por ano em todo o mundo.

Ao antecipar a proteção imunológica, o sistema fortalece a sanidade desde o início da vida das aves, reduzindo a incidência de doenças e contribuindo para melhor desempenho zootécnico durante todo o ciclo de produção.

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Automação reduz manejo e melhora uniformidade dos lotes

Além dos ganhos sanitários, a tecnologia também traz benefícios operacionais relevantes para a cadeia produtiva. Ao substituir a vacinação manual após a eclosão, o processo reduz a manipulação dos pintinhos, diminui o estresse e contribui para maior uniformidade dos lotes.

Equipamentos automatizados, como o Inovoject® NXT, permitem alto nível de eficiência, com capacidade de vacinação de até 50 mil ovos por hora, garantindo precisão e padronização do processo no incubatório.

Redução de custos e ganhos de eficiência na produção

De acordo com levantamentos técnicos do setor, a adoção da vacinação in ovo pode reduzir em até 10% os custos operacionais das granjas, principalmente pela diminuição da necessidade de mão de obra na etapa de vacinação manual.

A automação do processo também elimina variabilidades humanas, aumentando a consistência dos resultados e contribuindo para melhor aproveitamento do potencial genético das aves.

Sustentabilidade e eficiência caminham juntas na avicultura

A tecnologia também contribui para sistemas produtivos mais sustentáveis, ao otimizar recursos, reduzir perdas e melhorar a conversão alimentar. Esses fatores tornam a vacinação in ovo uma solução alinhada às novas exigências do agronegócio global, que busca eficiência com menor impacto ambiental.

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Segundo especialistas do setor, a integração entre automação e sanidade é um dos principais caminhos para aumentar a competitividade da avicultura moderna.

Zoetis destaca inovação como estratégia para o futuro da produção

A Zoetis, líder global em saúde animal, reforça que o investimento em tecnologias como a vacinação in ovo faz parte de uma estratégia voltada à inovação e à sustentabilidade da produção animal.

Para a companhia, o avanço da saúde animal é essencial para garantir maior eficiência produtiva, bem-estar e resultados consistentes no campo, integrando tecnologia e responsabilidade na cadeia avícola global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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