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Cooperativas da Agricultura Familiar em Minas Gerais Recebem Capacitação para Superar Desafios

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Duas cooperativas tradicionais da agricultura familiar de Minas Gerais têm a oportunidade de aprimorar seus processos de gestão por meio do Edital de Chamada Pública 01/2024, lançado em julho pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado (Seapa). A Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (Coopfam), localizada em Poço Fundo, e a Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas (Coopemapi), de Bocaiúva, receberão apoio técnico do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg).

O superintendente de Abastecimento Alimentar e Cooperativismo da Seapa, Gilson Sales, esclarece que este edital é uma das iniciativas do Programa Estadual do Cooperativismo da Agricultura Familiar e Agroindústria Familiar de Minas Gerais (Cooperaf). “Trata-se de um instrumento essencial para o fortalecimento do cooperativismo na agricultura familiar e na agroindústria do estado. Com o suporte da Ocemg, buscaremos impactar positivamente as cooperativas, especialmente na sua operação. Ao aperfeiçoar os processos, elas terão condições de melhorar a gestão e aumentar suas vendas”, afirma.

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As ações serão realizadas por meio de uma série de encontros entre consultores e representantes das cooperativas. Com um diagnóstico detalhado em mãos, serão promovidas capacitações técnicas adaptadas aos desafios específicos de cada cooperativa beneficiada pelo edital.

Para Thaís Eduarda de Oliveira, coordenadora do Departamento da Indústria da Coopfam, as capacitações contribuirão para aprimorar a gestão dos processos, a capacidade de torrefação e as estratégias para fortalecer a marca e toda a cadeia produtiva. “Essas melhorias gerarão mais oportunidades de mercado para o nosso café industrializado. Com o aumento nas vendas, conseguiremos agregar valor à matéria-prima e expandir a saída em maior volume do café dos nossos cooperados”, ressalta.

No que se refere à Coopemapi, o presidente da cooperativa, Luciano Fernandes Souza, destaca que as capacitações serão extremamente benéficas nas áreas de gestão e governança. “Essas iniciativas também nos permitirão conhecer melhor nossos cooperados, o que facilitará seu desenvolvimento”, acrescenta.

Luciano também aponta um desafio importante que a Coopemapi busca enfrentar por meio dessas capacitações: a obtenção de parcerias e capital de giro para aprimorar a comercialização de mel e seus derivados. “O mercado do mel é complexo. Contar com a parceria da Ocemg nos auxilia na articulação com outros parceiros e instituições financeiras, fortalecendo nossa cooperativa e conferindo credibilidade à nossa gestão e capacidade de entrega”, analisa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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