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Dólar se aproxima dos R$ 5,50 em meio a tensões no Oriente Médio; Ibovespa registra forte queda

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O dólar voltou a subir nesta quinta-feira (3), aproximando-se do patamar de R$ 5,50, impulsionado pela maior aversão ao risco no cenário global, motivada pelo aumento das tensões no Oriente Médio. O Ibovespa, principal índice acionário da B3, opera em forte queda, refletindo o impacto dessas incertezas no mercado financeiro.

Enquanto investidores aguardam atentamente uma possível retaliação de Israel ao Irã, após ataques com mísseis na última terça-feira (1), o preço do petróleo continua em alta, alimentando receios inflacionários. A valorização da commodity, que já subiu 6% desde a última sexta-feira (27), pressiona os custos energéticos e pode intensificar a inflação global, especialmente em um momento de ajustes nas taxas de juros pelos Estados Unidos.

O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, que recentemente iniciou um ciclo de cortes em suas taxas de juros, vê a escalada dos preços do petróleo como um fator que pode influenciar a redução do ritmo dessas quedas. Atualmente, as taxas nos EUA estão entre 4,75% e 5,00% ao ano, após um corte de 0,50 ponto percentual em setembro.

Cotação do dólar e Ibovespa

Às 10h40, o dólar registrava alta de 0,75%, sendo cotado a R$ 5,4849, após atingir a máxima de R$ 5,4899 no dia. Na véspera, a moeda havia caído 0,36%, encerrando a sessão cotada a R$ 5,4441. No acumulado da semana, o dólar apresenta alta de 0,14%, enquanto no mês há uma leve queda de 0,05%. No ano, a valorização é expressiva, com ganhos de 12,19%.

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Por outro lado, o Ibovespa registrava uma queda de 1,25%, aos 131.847 pontos, no mesmo horário. No pregão anterior, o índice havia avançado 0,77%, encerrando aos 133.515 pontos. Mesmo com o desempenho positivo na semana, com alta de 0,59%, o Ibovespa acumula queda de 0,50% no ano.

Conflitos no Oriente Médio e seus impactos nos mercados

A intensificação dos conflitos no Oriente Médio tem gerado um aumento na aversão ao risco entre os investidores. Após os ataques do grupo extremista Hezbollah, apoiado pelo Irã, a Israel, o cenário na região se agravou, levando Israel a responder com uma série de bombardeios no Líbano. A ameaça de uma guerra mais ampla eleva os temores sobre o impacto no fornecimento de petróleo, uma vez que a região é crucial para a exportação global da commodity.

Com a escalada das tensões, investidores buscam refúgio no dólar, considerada a moeda mais segura em momentos de incerteza. Esse movimento de aversão ao risco impacta negativamente os mercados de ações e moedas de países emergentes, como o Brasil, que tendem a ser mais voláteis nesses períodos.

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Além disso, os dados de emprego divulgados nos Estados Unidos nesta semana também influenciam o comportamento dos mercados. O número de pedidos de seguro-desemprego subiu para 225 mil na semana passada, acima das expectativas de 222 mil. O relatório de empregos (payroll), que será divulgado nesta sexta-feira, é aguardado com grande expectativa pelos investidores, que projetam uma manutenção da taxa de desemprego em 4,2% em setembro, com a criação de 144 mil novos postos de trabalho.

Perspectivas para o Brasil

No cenário interno, a elevação da nota de crédito do Brasil pela agência Moody’s, de Ba2 para Ba1, com perspectiva positiva, trouxe otimismo. Isso coloca o país a um passo de recuperar o grau de investimento, o que poderia aumentar a confiança dos investidores estrangeiros. No entanto, o déficit primário registrado em agosto, de R$ 21,4 bilhões, ainda gera preocupações, apesar do crescimento do PIB e da melhoria da situação fiscal dos estados e municípios.

As perspectivas para o Brasil são positivas, segundo analistas, mas ainda há desafios no radar, principalmente em relação aos riscos fiscais, que continuarão a ser monitorados de perto pelos investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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