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Conflito no Oriente Médio afasta perspectiva de redução no preço da gasolina no Brasil

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Até a semana passada, o mercado de combustíveis dava como certa uma redução no preço da gasolina vendida pela Petrobras, uma vez que os valores praticados pela estatal apresentavam prêmios elevados em relação às cotações internacionais. No entanto, o agravamento dos conflitos no Oriente Médio alterou esse cenário, gerando incertezas no mercado global de petróleo. Fontes familiarizadas com o assunto afirmam que a Petrobras deve adiar qualquer decisão sobre o tema.

Na última quarta-feira (2), a gasolina nas refinarias da Petrobras era vendida a R$ 0,13 por litro acima da paridade de importação, segundo dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). No caso do diesel, o prêmio era de R$ 0,09 por litro. Em ambos os casos, essa diferença chegou a se aproximar de R$ 0,20 por litro antes da escalada dos conflitos.

Nesta semana, o preço do barril de petróleo Brent, referência internacional negociada em Londres, subiu 3%, alcançando novamente a marca de US$ 74, após uma queda no valor na semana anterior. Analistas preveem grande volatilidade nos próximos dias, dependendo da evolução dos confrontos entre Israel, Irã e Líbano.

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Em relatório divulgado também na quarta-feira, especialistas do Goldman Sachs destacaram que os preços estão sensíveis a uma possível redução nas exportações de petróleo do Irã, além de potenciais cortes no fluxo de petróleo pelo Mar Vermelho e a ainda improvável interrupção do comércio pelo Estreito de Ormuz.

Esse aumento nos preços reverte uma tendência de queda, que havia sido impulsionada por um cenário de excesso de capacidade produtiva e expectativas reduzidas quanto ao crescimento da demanda, especialmente da China, que recentemente anunciou um pacote de estímulo econômico.

Diante desse contexto, a Petrobras vinha operando com prêmios elevados em relação às cotações internacionais, o que gerou grande expectativa no mercado sobre uma possível redução nos preços dos combustíveis, principalmente da gasolina.

Na semana passada, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a empresa estava monitorando o cenário e que ajustaria os preços “quando considerarmos apropriado”. Chambriard declarou ainda que, se a estatal visse “espaço para uma redução [de preços], vamos reduzir”. Naquele mesmo dia, a Petrobras anunciou uma queda de 9,1% no preço do querosene de aviação, produto cujo preço é reajustado mensalmente com base nas cotações internacionais, reforçando as expectativas de uma possível redução no valor da gasolina.

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Entretanto, a empresa tem reiterado que sua nova política de preços busca evitar o repasse imediato da volatilidade do mercado internacional ao consumidor brasileiro. Mesmo antes dos ataques entre Israel e Líbano, o diretor de Logística, Comercialização e Produtos da Petrobras, Claudio Schlosser, já havia destacado a grande volatilidade do mercado. Com informações da Folha de São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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