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Programa 3S da Cargill recebe reconhecimento global por práticas agrícolas sustentáveis

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O Programa 3S, desenvolvido pela Cargill para promover práticas agrícolas sustentáveis no Brasil, recebeu uma importante validação global da Consumer Goods Forum (CGF), uma coalizão internacional presente em 40 países. O reconhecimento atesta a excelência dos critérios utilizados pelo 3S, reforçando o compromisso da empresa e de seus produtores de soja com o desenvolvimento sustentável das cadeias de abastecimento.

Não é a primeira vez que o programa conquista reconhecimento internacional. Em 2022, o 3S foi considerado equivalente ao nível Prata da norma FSA (Farm Sustainability Assessment), da Sustainable Agriculture Initiative Platform (SAI). Além disso, o programa conta com o endosso da The European Compound Feed Manufacturers’ Federation (FEFAC), que representa associações nacionais em 24 estados-membro da União Europeia.

O Consumer Goods Forum avaliou a produção de commodities essenciais, como óleo de palma, soja, papel, celulose, embalagens à base de fibras e carne bovina, para validar o 3S. Os critérios de boas práticas exigidos pela certificação estão em conformidade com as rigorosas exigências de mercados consumidores, como o europeu.

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Criado em 2010, o Programa 3S visa promover práticas agrícolas que respeitam o meio ambiente e as comunidades locais. Letícia Kawanami, diretora de Sustentabilidade da Cargill na América do Sul, celebrou a conquista. “Este endosso confirma os critérios rigorosos adotados por nós e pelos nossos produtores de soja. O 3S foi criado para fomentar práticas agrícolas sustentáveis, e é gratificante ver que nossos esforços estão alinhados com as demandas de mercados consumidores exigentes, contribuindo para um futuro mais sustentável”, afirmou.

Crescimento e impacto

Na safra 2022/2023, o volume de soja verificada pelo Programa 3S aumentou 17%, abrangendo 253 fazendas inscritas, um crescimento significativo em relação ao período anterior. O programa oferece visitas e assistência técnica, verificando cinco pontos fundamentais nas propriedades: uso sustentável do solo, Boas Práticas Agrícolas (BPAs), relações comunitárias e Direitos Humanos, melhoramento contínuo e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Parcerias globais para a sustentabilidade

O Consumer Goods Forum, comprometido com a sustentabilidade das cadeias de produção, criou roteiros específicos para commodities, focando em práticas de produção que preservem as florestas. A iniciativa é apoiada por parcerias globais com empresas, órgãos governamentais e ONGs que atuam localmente.

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“O Programa 3S demonstrou uma forte afinidade com os objetivos da Consumer Goods Forum. No final, todos compartilhamos o mesmo propósito: garantir uma produção de alimentos sustentável para as gerações atuais e futuras”, completou Kawanami.

Sobre o Consumer Goods Forum

O Consumer Goods Forum (CGF) é uma rede global que reúne mais de 400 empresas de 70 países, incluindo varejistas, fabricantes e outras partes interessadas da indústria de bens de consumo. A organização busca promover mudanças positivas e aumentar a eficiência nas cadeias de suprimentos, enfrentando desafios globais, como sustentabilidade, saúde do consumidor e práticas éticas. Entre suas principais iniciativas está a Global Food Safety Initiative (GFSI), que trabalha pela segurança e qualidade alimentar em todo o mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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