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Intercâmbio de Conhecimentos: Delegação Holandesa Conhece Tecnologias Sustentáveis no Brasil

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Uma delegação composta por conselheiros, assessores agrícolas e representantes do Ministério de Assuntos Econômicos do Reino dos Países Baixos esteve na Embrapa Cerrados, em uma visita que reforça a troca de conhecimentos sobre práticas agrícolas sustentáveis. Ramon Gerrit, assessor agrícola da Embaixada dos Países Baixos em Brasília, ressaltou a importância de fornecer informações diretas sobre a agricultura brasileira, uma vez que, segundo ele, “nos Países Baixos, as pessoas são muito interessadas, mas pouco informadas sobre o que acontece no Brasil em termos de agricultura”.

Este foi o terceiro encontro entre os representantes holandeses e o centro de pesquisa neste ano. Durante a visita, o pesquisador Edson Sano apresentou tecnologias que têm garantido a produtividade no Cerrado. Um dos destaques foi o sistema de irrigação, que conta com cerca de 1.800 pivôs centrais na região Centro-Oeste, essencial para garantir a viabilidade das lavouras durante os seis meses de seca que caracterizam o bioma.

Sano também abordou o sistema de plantio direto, que permite a semeadura no solo sem revolvimento, ao contrário do preparo convencional, que envolve aração ou gradagem. Hoje, mais de 50% das áreas agrícolas no Brasil utilizam essa técnica, abrangendo mais de 12 milhões de hectares cultivados com grãos.

Outra tecnologia em destaque foi a integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que oferece conforto térmico aos animais, favorece o sequestro de carbono e diversifica a renda dos produtores. Essa abordagem não apenas aumenta a produtividade da lavoura e da pastagem, mas também reduz a erosão do solo.

Sano explicou que a adoção dessas tecnologias permite que o Brasil amplie sua produção sem a necessidade de abrir novas áreas. Ele enfatizou a importância das ferramentas de sensoriamento remoto para o monitoramento da produção agrícola e do desmatamento no país. “Devido à grande diversidade da flora brasileira, temos dificuldades para mensurar a biomassa da vegetação nativa e contabilizar o sequestro de carbono em caso de sua supressão. A variação nas datas de plantio e os diferentes estádios das culturas dificultam ainda mais os estudos de monitoramento por satélite”, elucidou.

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No entanto, Sano destacou que novos satélites, que estarão disponíveis em breve, aperfeiçoarão essa análise ao permitir a identificação de oito níveis distintos de biomassa e a captura de imagens em qualquer condição climática, incluindo períodos nublados, que atualmente representam um desafio para a pesquisa.

Avaliação biológica dos solos brasileiros

O pesquisador Fábio Bueno também apresentou a BioAS, um resultado de duas décadas de pesquisa da Embrapa Cerrados. Ele destacou a importância da análise dos componentes biológicos do solo, pois esses elementos são os mais sensíveis às mudanças de manejo. A equipe da Embrapa constatou que os solos mais saudáveis, com maior atividade biológica e matéria orgânica, geralmente estão sob manejos mais sustentáveis, como os sistemas integrados de lavoura e pecuária. Essas áreas tendem a apresentar menor quantidade de nematoides, utilizar os nutrientes de forma mais eficiente e produzir alimentos de melhor qualidade.

Anna Gabriella Ferreira, assistente de gestão do Departamento Agrícola da Embaixada em Brasília, mencionou que os visitantes ficaram impressionados com a BioAS, que oferece parâmetros mais avançados e eficientes do que os métodos atualmente utilizados para a avaliação do solo.

Segundo Bueno, solos com baixa atividade enzimática podem estar em processo de adoecimento, mesmo que apresentem níveis adequados de matéria orgânica. “As enzimas atuam como sensores que indicam problemas de manejo que podem impactar a saúde do solo. Essa situação ocorre em áreas onde não há diversificação ou rotação de culturas”, esclareceu. Em contrapartida, solos que mostram alta atividade biológica e baixa matéria orgânica podem ser considerados em recuperação, refletindo boas práticas de manejo que priorizam a conservação do solo após um período de práticas inadequadas.

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A pior situação, que indica baixa capacidade de ciclagem e armazenamento de nutrientes, frequentemente resulta de práticas inadequadas de manejo ao longo dos anos. “Sabemos que solos saudáveis produzem mais e são mais resilientes, por isso é fundamental que os agricultores estejam atentos a esses novos parâmetros que estamos introduzindo”, enfatizou Bueno.

Ele ainda informou que a equipe deve concluir, até 2025, os protocolos da BioAS para cultivos de café, cana-de-açúcar, pastagens e eucalipto, além de expandir a rede de laboratórios credenciados para que mais produtores tenham acesso à tecnologia.

Ao final da programação, os visitantes conheceram a pesquisa sobre trigo irrigado, realizada com o uso de pivô central. Os representantes holandeses notaram que, em sua região, essa forma de irrigação não é utilizada, sendo mais comuns os métodos de gotejamento e aspersão. Jorge Chagas, pesquisador da Embrapa Trigo, abordou a irrigação da cultura, a utilização da água e a produtividade e qualidade do trigo produzido no Cerrado.

Ria Hulsman, gerente regional da América Latina e Caribe da Universidade Wageningen, expressou sua surpresa ao conhecer as inovações apresentadas. “Eu não conhecia esse trabalho de melhoramento do trigo e fiquei muito impressionada com o conhecimento de vocês sobre a biologia do solo”, afirmou.

Ramon Gerrits destacou que a missão da Embaixada é informar os holandeses sobre a agricultura brasileira, uma tarefa essencial diante de muitos mal-entendidos existentes na Europa sobre o que ocorre no Brasil em termos de agricultura e desmatamento. “Para mim, como assessor agrícola, é fundamental mostrar a sustentabilidade da agricultura brasileira, que é realizada com conhecimento e de maneira sustentável. O Brasil é o futuro da agricultura, e este centro de pesquisa exemplifica as boas práticas e o conhecimento gerado aqui”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

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Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

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Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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