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A Importância da Conectividade no Campo para a Produtividade e Qualidade de Vida

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O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), Vanir Zanatta, destaca que a conectividade é uma condição fundamental para o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade de vida no campo. Esse avanço está atrelado a outros fatores essenciais, como infraestrutura viária, educação, unidades de saúde, fornecimento de energia elétrica e programas de capacitação profissional.

Com a crescente demanda por conectividade total e transformação digital, a internet se tornou uma exigência primordial para as áreas rurais. O sucesso no campo é guiado pela ciência, e os avanços em sanidade, produtividade e qualidade nas diversas atividades, como agricultura, pecuária, piscicultura, silvicultura e extrativismo, são resultados diretos da aplicação de tecnologia.

As ferramentas digitais disponíveis, muitas das quais acessadas pela internet, são vitais para ações educativas e instrucionais realizadas remotamente, o que intensifica a necessidade de um serviço de internet de qualidade no meio rural.

As cooperativas, conforme reivindica a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), podem desempenhar um papel ativo nesse cenário. No entanto, a legislação atual apresenta barreiras que dificultam a plena realização dessa atividade. É claro que as cooperativas têm o potencial de se tornar um instrumento eficiente para levar conectividade ao campo, além de facilitar o acesso às novas tecnologias 4.0. Isso permitiria que seus associados colaborassem na instalação da infraestrutura necessária a um custo significativamente menor do que o que seria exigido caso a implantação fosse feita por terceiros.

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Para que isso se torne realidade, é imprescindível assegurar segurança jurídica para que as cooperativas possam oferecer serviços de telecomunicações à população, além de promover políticas públicas que utilizem o cooperativismo como ferramenta de expansão da conectividade rural. Também é crucial que a regulamentação e a Lei Orçamentária Anual assegurem recursos adequados para a implementação efetiva da política de conectividade no campo. De acordo com o último Censo Agropecuário, realizado em 2017, 71,8% das propriedades rurais do Brasil ainda carecem de acesso à internet.

Nesse contexto, as cooperativas se configuram como um arranjo produtivo viável para impulsionar a conectividade no interior, desde que existam condições de financiamento acessíveis e um ambiente regulatório favorável. Um avanço significativo ocorreu com a Lei 14.109/2020, que permite a utilização de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para linhas de crédito, investimentos estatais ou garantias para projetos no setor.

Em Santa Catarina, uma iniciativa promissora foi aprovada em 2021 pela Assembleia Legislativa. Trata-se de um projeto de lei do Poder Executivo que possibilita a instalação de redes de fibra ótica para levar serviços de internet de qualidade ao campo. A lei autoriza as concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica a compartilharem sua infraestrutura para a passagem de cabos de telecomunicação nas áreas rurais, sem custos. Após a sanção da lei, quatro municípios — Pinhalzinho, Vargeão, 13 de Maio e Orleans — foram beneficiados em uma fase experimental de implementação. Contudo, com a mudança de governo, o programa foi interrompido.

Leia Também:  Rezende lembrou ainda que a FPA tem se dedicado a defender a integridade do processo legislativo, afirmando: “A atuação incansável da Frente Parlamentar da Agropecuária na defesa do Marco Temporal e na busca por equilíbrio entre os interesses envolvidos merece destaque. A recente ação da deputada Célia Xakriabá e do deputado Chico Alencar, juntamente com a resposta firme da deputada Silvia Waiãpi na Comissão de Povos Indígenas, evidencia a importância de garantir que as decisões sejam tomadas de acordo com os princípios e normas estabelecidos. A FPA desempenha um papel crucial ao assegurar que o processo legislativo seja conduzido de maneira ética e transparente, respeitando os interesses de todos os setores envolvidos.”

Uma das principais vantagens do programa catarinense é que as empresas de telecomunicações não precisam arcar com tarifas ou taxas para usar os postes de energia elétrica, enquanto as concessionárias podem acessar serviços de internet gratuitamente. É sabido que o aluguel de postes é um dos maiores obstáculos à instalação de fibra ótica em áreas rurais.

Diante disso, a atual administração estadual deve retomar o programa, visto que representa um avanço significativo. Essa iniciativa é uma conquista para os jovens que residem e trabalham no meio rural, proporcionando-lhes acesso a produtos educacionais, culturais e recreativos disponíveis na internet. O Sistema S — com destaque para o Sescoop, Senar e Sebrae — pode utilizar essa estrutura para ampliar a capacitação online dos produtores.

A revolução do conhecimento, mediada pela internet, chega ao campo de forma acelerada. É evidente que a utilização integrada das tecnologias traz impactos transformadores nas cadeias produtivas. No entanto, tudo isso depende de uma conexão à internet de qualidade, ressaltando que a conectividade é uma das faces da cooperação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango ganha força no Brasil e preços se mantêm estáveis com avanço das exportações

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O mercado brasileiro de carne de frango apresentou estabilidade nos preços ao longo da última semana, tanto no segmento atacadista quanto no mercado de aves vivas. O cenário reflete um processo de recuperação gradual da cadeia produtiva, apoiado pelo bom desempenho das exportações e pela competitividade da proteína avícola diante de outras carnes consumidas no país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o setor registra sinais positivos, especialmente na região Nordeste, onde os preços avançaram em função da redução da oferta decorrente dos alojamentos de pintinhos realizados no segundo trimestre.

Segundo o especialista, o momento exige atenção dos produtores para evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.

“Embora as exportações continuem em ritmo forte, o setor precisa manter disciplina na produção. Um aumento excessivo dos alojamentos pode resultar em excesso de oferta e pressionar os preços futuramente”, avalia.

Carne de frango segue como alternativa mais acessível ao consumidor

A proteína avícola continua sendo uma das opções mais competitivas do mercado brasileiro, especialmente em comparação à carne bovina, que permanece em patamares elevados de preço.

Na avaliação de Iglesias, o atual cenário econômico favorece o consumo de proteínas de menor valor agregado, uma vez que o poder de compra das famílias brasileiras ainda enfrenta limitações.

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Com isso, a carne de frango mantém posição estratégica na alimentação dos consumidores, ampliando sua participação na cesta de proteínas e sustentando a demanda doméstica.

Preços dos cortes permanecem estáveis no atacado

Levantamento da Safras & Mercado aponta que os principais cortes congelados comercializados no atacado de São Paulo encerraram a semana sem alterações.

Os preços registrados foram:

  • Peito congelado: R$ 8,80/kg;
  • Coxa congelada: R$ 7,00/kg;
  • Asa congelada: R$ 11,00/kg.

No segmento de distribuição, os valores também permaneceram inalterados:

  • Peito: R$ 9,00/kg;
  • Coxa: R$ 7,20/kg;
  • Asa: R$ 11,30/kg.

O mesmo comportamento foi observado nos cortes resfriados.

  • No atacado:
    • Peito resfriado: R$ 8,90/kg;
    • Coxa resfriada: R$ 7,10/kg;
    • Asa resfriada: R$ 11,10/kg.
  • Na distribuição:
    • Peito: R$ 9,10/kg;
    • Coxa: R$ 7,30/kg;
    • Asa: R$ 11,40/kg.
Mercado de aves vivas registra altas expressivas no Nordeste

Nas principais regiões produtoras do Sul e Sudeste, as cotações do frango vivo permaneceram estáveis.

Os preços registrados foram:

  • São Paulo: R$ 5,20/kg;
  • Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,75/kg;
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,75/kg;
  • Oeste do Paraná (integração): R$ 4,60/kg;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 5,30/kg;
  • Goiás: R$ 5,40/kg;
  • Minas Gerais: R$ 5,40/kg;
  • Distrito Federal: R$ 5,30/kg.

O destaque ficou para o Nordeste, onde a menor disponibilidade de aves impulsionou os preços.

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As principais altas ocorreram em:

  • Ceará: de R$ 6,20 para R$ 6,80/kg;
  • Pernambuco: de R$ 5,50 para R$ 7,00/kg;
  • Pará: de R$ 6,40 para R$ 7,20/kg.
Exportações de carne de frango crescem mais de 35% em receita

O comércio exterior continua sendo um dos principais pilares de sustentação da avicultura brasileira.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 877,66 milhões em maio de 2026, considerando 20 dias úteis.

O volume embarcado alcançou 461,46 mil toneladas no período, enquanto o preço médio da tonelada ficou em US$ 1.901,90.

Na comparação com maio de 2025, os resultados demonstram forte expansão:

  • Crescimento de 35,2% na receita média diária;
  • Avanço de 27,9% no volume médio diário exportado;
  • Valorização de 5,7% no preço médio por tonelada.

O desempenho reforça a competitividade da carne de frango brasileira no mercado internacional e contribui para manter o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico, sustentando as cotações mesmo diante do aumento da produção em algumas regiões do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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