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Doenças Respiratórias de Bovinos: Desafios para a Produtividade Pecuária

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A pecuária brasileira, responsável por fornecer carne para mais de 150 países e comercializando mais de 2 milhões de toneladas anualmente, segundo o Beef Report 2023 da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), enfrenta desafios significativos em termos de saúde animal. Apesar do grande potencial produtivo do país, com um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, a questão das Doenças Respiratórias de Bovinos (DRB) se destaca como um problema crucial.

Felipe Pivoto, médico veterinário e gerente de serviços técnicos de bovinos e equinos da Vetoquinol Saúde Animal, alerta que a intensificação dos sistemas de produção, especialmente no confinamento, cria condições ideais para a proliferação desses patógenos. “O agrupamento de bovinos em espaços reduzidos facilita a disseminação de infecções contagiosas. Além disso, o estresse associado à mudança de ambiente pode comprometer significativamente a imunidade dos animais”, explica Pivoto.

O problema é agravado por fatores como viagens longas e a introdução de bovinos de reposição com diferentes origens, que podem carregar agentes infecciosos. “As DRBs têm causas multifatoriais, podendo resultar tanto da infecção por patógenos externos quanto do aproveitamento de bactérias comensais que, quando a imunidade está baixa, causam infecções oportunistas”, completa o especialista.

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Para mitigar os impactos dessas doenças, Antônio Coutinho, gerente de marketing e serviços técnicos da Vetoquinol, recomenda a avaliação periódica da saúde dos bovinos. “Identificar rapidamente problemas de saúde nos animais aumenta a eficácia do tratamento e reduz os prejuízos econômicos associados à doença, como a queda no ganho de peso”, destaca Coutinho.

Com o objetivo de auxiliar os pecuaristas no manejo da saúde dos bovinos, a Vetoquinol Saúde Animal oferece o Acura Max®. Este produto combina antibiótico e anti-inflamatório, com ceftiofur e meloxicam, que combate os principais agentes causadores de doenças respiratórias e reduz simultaneamente o processo inflamatório. O Acura Max® é eficaz na recuperação rápida dos animais tratados, contribuindo para a melhoria da produtividade pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

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