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Brasil e EUA lideram a produção global de etanol, mas hegemonia é norte-americana

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O Brasil é amplamente reconhecido como um dos maiores produtores de etanol do mundo, biocombustível que desempenha um papel crucial na sua matriz energética, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis. Junto com os Estados Unidos, o país domina o cenário global, respondendo por cerca de 80% da produção mundial de etanol. Só em 2024, o Brasil já produziu aproximadamente 35,5 bilhões de litros.

Entretanto, os Estados Unidos lideram esse mercado, com uma produção ainda mais expressiva. Em 2023, o país atingiu a marca de 58 bilhões de litros de etanol, consolidando sua posição à frente do Brasil, que tradicionalmente é associado à produção do biocombustível a partir da cana-de-açúcar.

Diferença na matéria-prima impulsiona modelos distintos de produção

Uma das principais distinções entre a produção de etanol no Brasil e nos Estados Unidos está na matéria-prima utilizada. Enquanto o Brasil tem na cana-de-açúcar sua principal fonte, os EUA baseiam sua produção no milho. Essa diferença impacta a tecnologia empregada nas usinas, a logística de produção e os efeitos ambientais.

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No Brasil, a cana-de-açúcar historicamente sustenta a produção de etanol, mas nos últimos anos o milho tem ganhado destaque. Em 2018, o milho representava apenas 2% da produção nacional de etanol, mas em 2023 essa participação saltou para cerca de 20%, refletindo a busca por diversificação da produção e o crescimento da demanda global, especialmente nos Estados Unidos.

Expansão do etanol de milho no Brasil

O crescimento da produção de etanol a partir do milho no Brasil é resultado de uma combinação de fatores, como o avanço tecnológico e o aumento da demanda internacional. Essa mudança tem sido particularmente visível no Centro-Oeste do país, uma região com vastas áreas de cultivo de milho. Em 2023, o Centro-Oeste foi responsável por cerca de 44% da produção nacional de etanol, dos quais 66% ainda derivados da cana-de-açúcar.

Por outro lado, o Sudeste, onde predominam os canaviais, lidera a produção nacional, respondendo por aproximadamente 46% do etanol brasileiro, consolidando o uso da cana-de-açúcar como principal matéria-prima na região.

Perspectivas para o setor de etanol

A produção de etanol, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, é um setor estratégico, com ambos os países desempenhando um papel central no abastecimento do mercado global. Enquanto os Estados Unidos continuam a expandir sua produção de etanol a partir do milho, o Brasil investe na diversificação, fortalecendo a presença do milho na sua matriz produtiva.

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Essa adaptabilidade, especialmente no caso brasileiro, reflete a capacidade do setor de se ajustar às demandas de mercado e à evolução tecnológica, garantindo a posição do país entre os principais produtores globais de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

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Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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