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Ibovespa em Alta: Expectativas de Inflação e Estímulos na China Movimentam Mercados

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Nesta quarta-feira, 25 de setembro, o Ibovespa, principal índice acionário da B3, apresenta uma performance positiva, impulsionado pela divulgação de dados de inflação, pelas expectativas relacionadas às taxas de juros e pelo recente pacote de estímulos econômicos da China. Em contrapartida, o dólar também apresenta alta no mercado.

No dia anterior, a moeda americana recuou 1,30%, sendo cotada a R$ 5,4627, enquanto o Ibovespa avançou 1,22%, alcançando 132.156 pontos. Nesta quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, subiu apenas 0,13% em setembro, um resultado abaixo das expectativas do mercado, que era de 0,29%. Essa variação foi impulsionada principalmente pelo aumento nos preços da energia elétrica residencial, destacando-se como o primeiro indicador após o ajuste na bandeira tarifária.

Além disso, o mercado continua repercutindo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, realizada na terça-feira, na qual foi decidida uma elevação de 0,25 ponto percentual na Selic, que agora se encontra em 10,75% ao ano. No documento, os dirigentes do BC não esclareceram o patamar esperado para a próxima alta na taxa de juros, marcada para novembro, mas reafirmaram o compromisso em convergir a inflação para a meta estabelecida pela instituição, indicando que novas elevações devem ocorrer nos próximos meses.

A maior taxa de juros no Brasil tende a atrair investidores em um contexto em que o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos começa a reduzir suas taxas. Essa dinâmica favorece o real frente ao dólar. Adicionalmente, os investidores estão atentos ao cenário externo, especialmente ao pacote de estímulos anunciado pelo Banco Central da China, que visa aumentar o consumo e apoiar o setor imobiliário. A expectativa é que essa medida promova um crescimento na demanda chinesa por produtos brasileiros, especialmente entre empresas exportadoras.

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Movimentação dos Mercados

Às 10h20, o dólar subia 0,07%, cotado a R$ 5,4667. No dia anterior, a moeda havia atingido um mínimo de R$ 5,4469, acumulando uma queda de 1,05% na semana e 3,01% no mês. Por outro lado, o Ibovespa, nesse mesmo horário, avançava 0,58%, atingindo 132.926 pontos, após uma alta de 1,22% no dia anterior.

Os fatores que impactam o mercado incluem a ata do Copom, que sugere novas altas na taxa Selic. No documento, os dirigentes enfatizaram a necessidade de monitorar cuidadosamente os próximos dados econômicos, especialmente em relação à inflação e ao emprego, enquanto as elevações da taxa já começam a impactar o mercado.

Os juros mais altos tendem a elevar o custo do crédito, reduzindo o consumo e os investimentos, com a expectativa de que isso contribua para a diminuição da inflação. A ata também menciona um dinamismo maior nos indicadores de atividade econômica e no mercado de trabalho do que o esperado, além de criticar a falta de progresso nas reformas estruturais e na disciplina fiscal do Governo Federal.

Recentemente, o governo anunciou um bloqueio de R$ 2,1 bilhões no Orçamento de 2024 para manter as metas de gastos. Contudo, também foi revelada a reversão de R$ 3,8 bilhões contingenciados no terceiro bimestre. Analistas apontam que a contenção de despesas é uma medida para controlar o crescimento dos gastos obrigatórios, enquanto o contingenciamento busca responder à falta de receitas.

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Na última sexta-feira, o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias de 2024 evidenciou uma contenção de despesas abaixo do esperado, levando a uma crescente preocupação entre os investidores com o cenário fiscal.

Expectativas Futuras

Em entrevista à GloboNews, Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do BC, comentou que a cautela do mercado em relação à situação fiscal não é exagerada, dado o elevado nível da dívida pública brasileira. Meirelles destacou que o Brasil não possui capacidade infinita de captar recursos no mercado, e que os investidores demandam maior rentabilidade em função do risco associado.

Na sequência, o Banco Central divulgará o Relatório Trimestral de Inflação, e novos dados sobre inflação, mercado de trabalho e contas públicas são aguardados. O Boletim Focus indicou uma alta nas expectativas do mercado financeiro para a inflação de 2024, que passou de 4,35% para 4,37%, distanciando-se da meta central de 3%.

No cenário internacional, o foco permanece sobre os estímulos econômicos da China, que busca elevar o consumo e mitigar a crise no setor imobiliário. O Banco Central Chinês anunciou a redução do Índice de Reservas Obrigatórias e das taxas de juros dos empréstimos hipotecários existentes, medidas que devem beneficiar milhões de famílias.

Os investidores também aguardam novas informações sobre a política de juros do Federal Reserve após a recente redução em 0,5 ponto percentual, a primeira desde março de 2020. Novos dados de inflação nos Estados Unidos também estão previstos para os próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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