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Expectativa de Alta nos Preços do Milho no Brasil

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O mercado brasileiro de milho pode iniciar a semana com um aumento nos preços, impulsionado pela valorização do dólar, que favorece a paridade de preços nos portos destinados à exportação. A Bolsa de Chicago também apresenta ganhos, o que pode levar os produtores a reajustar suas expectativas de preços. Além disso, a previsão de clima seco em várias regiões do Brasil traz novas preocupações para o setor.

Na última sexta-feira, o mercado de milho brasileiro registrou preços estáveis e negociações limitadas. Segundo a Safras Consultoria, tanto consumidores quanto produtores adotaram uma postura cautelosa nas transações. As atenções estavam voltadas para a valorização do dólar, as movimentações dos futuros do milho na B3 e na CBOT, além da paridade de exportação.

No Porto de Santos, o preço variou entre R$ 66,00 e R$ 67,00 por saca (CIF). Em Paranaguá, a cotação oscilou entre R$ 65,00 e R$ 66,00. No Paraná, em Cascavel, o preço ficou entre R$ 58,00 e R$ 60,00; na região da Mogiana, em São Paulo, a cotação foi similar. Em Campinas, o preço CIF chegou a R$ 65,00 e R$ 66,00 por saca.

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No Rio Grande do Sul, em Erechim, o milho foi negociado entre R$ 66,00 e R$ 68,00 a saca. Em Minas Gerais, em Uberlândia, a cotação ficou entre R$ 62,00 e R$ 63,00. Goiás registrou preços entre R$ 53,00 e R$ 55,00 em Rio Verde (CIF), enquanto em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço também variou entre R$ 53,00 e R$ 55,00.

Mercado Internacional

Os contratos de milho com vencimento em dezembro de 2024 estão cotados a US$ 4,08 por bushel, com uma valorização de 6,25 centavos, ou 1,55% em relação ao fechamento anterior. A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) observou um aumento nos preços antes do intervalo, sustentado por um movimento de compras de fundos especuladores e pela recente redução nas taxas de juros nos Estados Unidos. As preocupações com o clima seco em algumas regiões produtoras do Brasil também têm garantido suporte às cotações.

Na sexta-feira (20), os contratos de milho para entrega em dezembro fecharam a US$ 4,01 3/4 por bushel, uma queda de 4,00 centavos, ou 0,98%, em relação ao fechamento anterior. A posição de março de 2025 encerrou a sessão a US$ 4,20 por bushel, com um recuo de 4,25 centavos, ou 1%.

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Cenário Econômico

O dólar comercial apresenta uma alta de 0,92%, sendo cotado a R$ 5,5709, enquanto o Dollar Index registra uma queda de 0,45%, alcançando 100,325 pontos.

Em relação ao mercado financeiro global, as principais bolsas da Ásia encerraram em alta, com Xangai registrando +0,44%. Na Europa, os índices operam de forma mista: Paris apresenta uma leve queda de 0,09%, Frankfurt avança 0,68% e Londres se mantém estável. O petróleo opera próximo à estabilidade, com o WTI para outubro cotado a US$ 71,06 por barril, apresentando um leve aumento de 0,08%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026

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O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.

Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico

Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.

Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.

Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.

Insumos pressionam custos no Centro-Oeste

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.

Os principais movimentos foram:

  • Volumosos: alta de 21,02%
  • Energéticos: alta de 12,35%
  • Proteicos: estabilidade (-0,30%)

O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.

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Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).

Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos

No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.

Os destaques foram:

  • Energéticos: queda de 8,74%
  • Proteicos: queda de 5,11%
  • Volumosos: alta de 43,75%

Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.

Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.

Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes

A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.

No mercado físico:

  • Centro-Oeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 192,76
    • Preço da arroba: R$ 345,00
    • Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
  • Sudeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 193,50
    • Preço da arroba: R$ 350,00
    • Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça

As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.

Convergência de custos e competitividade entre regiões

Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.

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Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.

No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.

Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026

A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.

Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.

A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.

ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento

O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.

O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.

Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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