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Preços dos Fertilizantes Mantêm Estabilidade com Tendências Variadas

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O relatório Agro Mensal de setembro, publicado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, destaca as recentes tendências no mercado de fertilizantes e fornece atualizações sobre as principais commodities agrícolas.

Os preços dos fertilizantes mostraram-se relativamente estáveis. O preço do MAP (fosfato monoamônico) nos portos brasileiros manteve-se próximo dos níveis máximos durante agosto, com uma leve retração nos primeiros dias de setembro. No segmento dos nitrogenados, o preço da ureia sofreu uma queda de 6% em agosto, mas registrou uma alta de 4,5% nos primeiros dez dias de setembro. Em relação aos fertilizantes potássicos, a oferta abundante tem mantido os preços próximos das mínimas do ano.

Para os nitrogenados, a diminuição das exportações de ureia da China e a redução da produção de amônia na Arábia Saudita, devido a manutenções industriais, têm restringido a oferta global desse nutriente. Além disso, o furacão Francine, que atingiu a Flórida, pode ter impactado temporariamente algumas plantas em Tampa.

Por outro lado, a maior oferta de ureia proveniente da Rússia e o aumento da produção doméstica na Índia têm diminuído a necessidade de importações por parte do país asiático. Contudo, espera-se um aumento na demanda nos próximos meses devido ao leilão de aquisições já anunciado pela Índia.

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No mercado de fosfatados, os preços elevados do MAP são atribuídos à limitação da oferta internacional. O cenário para o macronutriente indica um pequeno aumento na oferta nos próximos anos. A relação de troca do MAP com a soja e o milho no Brasil apresentou uma melhora recente após vários meses de deterioração. No entanto, como ilustrado no gráfico ao lado, a relação piorou consideravelmente desde maio de 2024, o que pode atrasar ou até reduzir a demanda por esse fertilizante entre os produtores brasileiros.

Em relação ao potássio, os preços permanecem próximos das mínimas do ano e mostraram-se praticamente estáveis durante 2024. A oferta elevada, tanto da Rússia quanto da América do Norte, é suficiente para atender à demanda dos consumidores. Apesar da demanda estar aquecida, especialmente na China, não há sinais de que isso altere o cenário de oferta abundante.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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