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Entidades se credenciam para indicar seções eleitorais que terão urnas submetidas ao Teste de Integridade

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Entidades fiscalizadoras e demais pessoas interessadas participaram da reunião de credenciamento para indicação/sorteio das seções eleitorais que terão urnas eletrônicas submetidas ao Teste de Integridade nestas Eleições Municipais de 2024. O encontro foi realizado nesta quarta-feira (18.09), na Sala de Reuniões do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), oportunidade em que foram entregues os formulários às entidades para preenchimento das informações.

Os formulários devem ser entregues à Justiça Eleitoral na cerimônia de escolha das seções eleitorais, que ocorrerá na véspera da eleição, dia 05 de outubro, às 8h, no Plenário do TRE-MT. Na reunião desta quarta-feira também foram abordadas as principais etapas de fiscalização do processo eleitoral e esclarecidas dúvidas dos e das participantes.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, destacou a importância desta etapa na demonstração da confiabilidade das urnas eletrônicas. “Principalmente para nós, que trabalhamos com as urnas de lona, quando os votos eram colocados ali e depois tinham que ser transferidos para um boletim, então, temos que reforçar a segurança e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação”, afirmou.

O presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), juiz Alexandre Elias Filho, ressaltou que a participação dos órgãos fiscalizadores é fundamental e explicou como é realizado o Teste de Integridade. “É como uma eleição paralela à eleição oficial, na qual será feita a votação com papel em urna de lona e o registro na urna eletrônica, e o resultado das duas tem que ser o mesmo número de votos. Isso demonstra que a urna eletrônica é segura e não erra, o ser humano pode errar, mas a máquina não, e todo o procedimento é filmado e gravado, porque se tiver alguma divergência, é possível saber o que houve”.

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A representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Rayssa, Castilho, disse que é uma satisfação o órgão estar entre as entidades fiscalizadoras do Teste de Integridade. “É um procedimento que avaliza a democracia do nosso país e a participação da OAB é essencial, desde o início das preparações, até este momento, bem como a participação de todos eleitores também, pois é o que fomenta a integridade do pleito”.

As entidades fiscalizadoras poderão indicar seções contempladas em 10 rotas traçadas pela CAVE. Serão sorteadas 20 urnas para o Teste de Integridade e três urnas para o Teste de Autenticidade, que consiste na verificação dos resumos digitais dos sistemas eleitorais de uma urna eletrônica instalada na seção eleitoral, antes de iniciar a votação.

O Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas será realizado no dia 06 de outubro, a partir das 6 horas, na Arena Pantanal, (salas de aula 5, 6 e 7 do 1º andar), na Av. Agrícola Paes de Barros, s/n, bairro Verdão, em Cuiabá.

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Ficam convidados os partidos políticos, as federações, as coligações, a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público, o Congresso Nacional, a Controladoria-Geral da União, a Polícia Federal, a Sociedade Brasileira de Computação, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público, o Tribunal de Contas da União, a Confederação Nacional da Indústria, demais integrantes do Sistema Indústria e entidades corporativas pertencentes ao Sistema S, entidades privadas brasileiras, sem fins lucrativos, com notória atuação em fiscalização e transparência da gestão pública, credenciadas junto ao TSE; e os departamentos de Tecnologia da Informação de universidades credenciadas junto ao TSE para, havendo interesse, indicarem representantes para acompanhar os trabalhos da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica do TRE-MT. A fiscalização poderá ser feita por entidades de âmbito estadual congêneres.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto da sala de reunião, com homens e mulheres sentados em volta de uma grande mesa. Ao fundo, aparece parte de uma projeção na parede, com o assunto da reunião.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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