AGRONEGÓCIO

Feedlot Summit Brazil 2024: Perspectivas e Inovações para a Pecuária de Corte

Publicado em

O Feedlot Summit Brazil, o principal encontro anual de confinadores e produtores de gado de corte do país, será realizado esta semana, de 18 a 20 de setembro, no Espaço dos Ipês, em Goiânia (GO). Com o tema central “O uso de tecnologias estratégicas e práticas de gestão na construção de resultados”, o evento se destaca por apresentar casos internacionais e conectar pecuaristas com as melhores práticas de gestão técnica e econômica.

Rogerio Coan, diretor do Feedlot Summit Brazil, destaca a magnitude da programação deste ano: “Nunca oferecemos tanta estratégia e conexão em um único evento. Estamos consolidando o Feedlot Summit como uma referência em conteúdo atualizado internacionalmente na produção de bovinos de corte”. A edição de 2024 contará com palestrantes dos Estados Unidos, Austrália e Argentina, que compartilharão estratégias e tecnologias inovadoras focadas em eficiência e rentabilidade.

O evento contará com mais de 10 horas de conteúdo distribuídas ao longo de três dias, com 18 palestrantes abordando temas técnicos, de mercado e de gestão. Após blocos de 3 a 4 palestras, serão realizadas mesas-redondas mediadas por especialistas convidados.

Leia Também:  Milho mantém volatilidade no Brasil: preços superam R$ 65 por saca, mas liquidez segue baixa em diversas regiões

Após 17 edições de sucesso, o Feedlot Summit Brazil se reafirma como uma plataforma crucial para que pecuaristas ajustem suas estratégias e alcancem resultados eficazes. “É um momento ímpar para trocas de experiências com professores, pesquisadores, técnicos e produtores de grandes produções mundiais”, comenta Coan, responsável pela curadoria do evento. “Nossa missão é entregar aos congressistas os melhores conteúdos a cada ano”, acrescenta.

Conteúdo Técnico

A Austrália, conhecida pela eficiência em atender mercados internacionais exigentes, será representada por Matthew George, médico veterinário e sócio proprietário da Bovine Dynamics – FeedLot Veterinary & Nutrition Consultants. Também participará Juan Elizalde, engenheiro agrônomo e sócio proprietário da Elizalde y Riffel – Consultora em Producción Ganadera da Argentina.

Dos Estados Unidos, Edmar Conceição de Freitas, médico veterinário da Van Beek Nutrition, apresentará dados sobre o aproveitamento do macho leiteiro, uma prática com potencial significativo para o Brasil, apesar dos desafios sanitários e nutricionais.

O Feedlot Summit contará ainda com uma forte participação de especialistas brasileiros, abordando atualizações de mercado, gestão de dados, manejo de pastagens, integração lavoura-pecuária, e cruzamentos. Entre os presentes estarão Marcos Fava Neves, Rogerio Goulart, Antônio Chaker, Maurício Palma Nogueira, Flávio Dutra Rezende, Anderson Lopes, Leandro Martins Barbero, Paulo César de Faccio Carvalho, Rodrigo Patussi e William Marchió.

Leia Também:  Setor Sucroenergético Rumo a um Novo Recorde: Manejo Integrado Impulsiona Produção de Cana

O evento também marcará o lançamento do Beef Insights, um novo produto da Coan Consultoria, e promoverá o networking e a integração entre participantes e empresas parceiras. “Este é o momento para gestores aproveitarem oportunidades, fortalecerem relacionamentos, compartilhar experiências e discutir estratégias que influenciarão na melhoria dos resultados operacionais”, conclui Coan.

Inscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

Published

on

Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

Leia Também:  Histórica etapa do Circuito Nelore de Qualidade avalia mais de 3 mil animais em Mato Grosso

No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

Leia Também:  VLI alcança recordes históricos em outubro com forte crescimento nas ferrovias e portos

A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA