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Dólar e Ibovespa operam em queda com foco em inflação e juros no Brasil e nos EUA

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O dólar e o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, B3, registraram quedas nesta quinta-feira (12). O cenário econômico, marcado pela preocupação com a inflação e os juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, permanece como o foco dos investidores.

Na última quarta-feira, a moeda americana caiu 0,11%, fechando cotada a R$ 5,6481. Já o Ibovespa teve alta de 0,27%, encerrando o dia aos 134.677 pontos. O mercado financeiro segue atento aos novos dados de atividade econômica divulgados recentemente, além de continuar a analisar indicadores de inflação divulgados ao longo da semana.

Nos Estados Unidos, o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego subiu para 230 mil na semana passada, superando as expectativas e o resultado anterior de 228 mil. Além disso, a inflação ao produtor subiu 0,2% em agosto, em contraste com o comportamento estável registrado em julho.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que as vendas no varejo em julho apresentaram uma alta mensal de 4,4%, superando as expectativas e acelerando em relação ao crescimento de 4,0% registrado no mês anterior.

Esses indicadores são observados com grande atenção pelos investidores, especialmente em função das próximas reuniões do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve (Fed), que discutirão as taxas de juros em seus respectivos países.

Dólar e Ibovespa em baixa

Às 10h20 desta quinta-feira, o dólar registrava leve queda de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,6450. Na véspera, a moeda americana havia fechado em baixa de 0,11%, a R$ 5,6481. Até o momento, a moeda acumula um avanço de 1,04% na semana, 0,28% no mês e 16,40% no ano.

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No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,23%, marcando 134.362 pontos. O índice acumulava alta de 0,08% na semana, queda de 0,98% no mês e ganho de 0,37% no ano.

Expectativas com inflação e juros

As atenções do mercado seguem voltadas para o comportamento da inflação e dos juros, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Ontem, o Departamento de Comércio dos EUA divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que indicou uma inflação anual de 3,2% até agosto, excluindo itens voláteis como energia e alimentos. Esse dado confirma a expectativa do mercado e será fundamental para a decisão do Fed na próxima semana.

O mercado já considera certo que o Fed iniciará um ciclo de cortes nas taxas de juros, mas ainda há dúvidas quanto à intensidade dessa redução. Parte dos analistas prevê um corte de 0,25 ponto percentual, enquanto outros apostam em uma redução de 0,50 ponto percentual.

Nos Estados Unidos, a inflação está no menor patamar desde fevereiro de 2021, mas ainda acima da meta de 2% estabelecida pelo Fed. Com o mercado de trabalho americano mostrando sinais de desaceleração — a taxa de desemprego subiu para 3,2% no último mês —, a expectativa é de que o Fed promova até três cortes nas taxas de juros até o final de 2024.

Cenário brasileiro

No Brasil, o destaque está nos novos dados do IBGE, que apontaram um crescimento de 1,2% no setor de serviços em julho, levando o setor a 15,4% acima do nível pré-pandemia, o maior patamar já registrado. Esse desempenho fortalece a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, com o setor de serviços compensando as perdas na agropecuária.

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Contudo, o crescimento dos serviços gera incertezas sobre seu impacto na inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado ontem apontou uma queda de 0,02% em agosto, marcando a primeira deflação do ano. No entanto, a inflação anual segue próxima do teto da meta do Banco Central, com alta de 4,24% em 12 meses, abaixo da projeção de 4,30%, mas ainda perto do limite de 4,50%.

A meta de inflação para 2024 é de 3%, com uma tolerância entre 1,5% e 4,5%. Apesar da deflação de agosto, o mercado especula que o BC possa elevar a taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana, para conter pressões inflacionárias.

Atualmente, a Selic está em 10,50% ao ano, um nível já considerado alto. A expectativa no mercado, refletida no Boletim Focus, é de que a Selic atinja 11,25% até o fim de 2024, sinalizando um possível aumento de juros já na próxima reunião.

Mesmo com as projeções de elevação da Selic, as expectativas para a inflação seguem em alta, marcando a oitava semana consecutiva de aumento. Os economistas agora preveem um IPCA de 4,30% para 2024, acima dos 4,26% projetados na semana anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja sustentável gera R$ 6 milhões em bônus e impulsiona agricultura regenerativa em Mato Grosso

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A produção de soja sustentável em Mato Grosso vem ganhando força e gerando retorno direto ao produtor. Na safra 2024/2025, agricultores vinculados à Associação Clube Amigos da Terra devem receber cerca de R$ 6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja certificada, consolidando o avanço da agricultura regenerativa no estado.

A certificação da Round Table on Responsible Soy assegura que a produção segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, agregando valor ao produto brasileiro no mercado global.

Certificação exige alto padrão de sustentabilidade

Para obter o selo RTRS, os produtores precisam atender a 108 critérios, que incluem:

  • Cumprimento da legislação ambiental
  • Preservação de áreas sensíveis
  • Condições adequadas de trabalho
  • Relacionamento com comunidades
  • Uso responsável de insumos
  • Rastreabilidade total da produção

Cada tonelada de soja certificada gera um crédito negociado internacionalmente. Na última safra, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos comercializados para empresas da Europa e da América do Sul.

Prêmio financeiro amplia acesso a mercados

Segundo a coordenação da entidade, o principal diferencial está na conexão com compradores que valorizam cadeias sustentáveis e remuneram melhor o produtor.

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A bonificação é definida pelo próprio mercado internacional, que reconhece práticas produtivas alinhadas a padrões ESG, fortalecendo a competitividade da soja brasileira.

Recursos são revertidos em melhorias nas propriedades

Parte significativa dos valores obtidos com a certificação tem sido reinvestida nas fazendas, especialmente em ações voltadas ao bem-estar dos trabalhadores rurais.

Entre os investimentos estão:

  • Melhoria em alojamentos e estruturas de convivência
  • Modernização de cantinas
  • Aquisição de uniformes e equipamentos
  • Condições mais seguras e adequadas de trabalho

Além disso, a certificação contribui para aprimorar a gestão das propriedades, promovendo maior organização e controle das atividades.

Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes

O avanço da soja sustentável é refletido no crescimento das propriedades certificadas. Em dez anos, o número de fazendas vinculadas ao CAT Sorriso com selo RTRS saltou de 9 para 53.

Esse crescimento é sustentado por suporte técnico contínuo, que inclui:

  • Consultoria especializada
  • Organização documental
  • Monitoramento de práticas agrícolas
  • Apoio na comercialização dos créditos

O acompanhamento é permanente, com registros detalhados das operações realizadas nas propriedades ao longo da safra.

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Agricultura regenerativa ganha espaço no campo

As fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, com foco na sustentabilidade e na eficiência produtiva. Entre as principais técnicas estão:

  • Plantio direto
  • Rotação de culturas
  • Sistemas agroflorestais
  • Uso racional de insumos
  • Essas práticas contribuem para:
  • Melhoria da saúde do solo
  • Maior retenção de água
  • Redução da erosão
  • Sequestro de carbono
Sustentabilidade se consolida como estratégia de crescimento

O avanço da certificação RTRS reforça o papel de Mato Grosso como referência global na produção de soja sustentável. A expectativa do setor é ampliar o número de produtores participantes, consolidando um modelo produtivo que alia rentabilidade, responsabilidade ambiental e acesso a mercados premium.

Com isso, a agricultura brasileira avança na direção de sistemas mais resilientes, eficientes e alinhados às exigências do consumidor global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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