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Dólar tem leve alta enquanto investidores analisam IPCA e aguardam dados de inflação dos EUA

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Nesta terça-feira, o dólar apresentou uma leve alta em relação ao real, refletindo a cautela dos investidores que avaliavam os dados recentes do IPCA e aguardavam o relatório de inflação dos Estados Unidos. Às 9h57, a moeda americana subia 0,25%, cotada a R$ 5,5957 na venda, enquanto o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento na B3 registrava alta de 0,27%, a R$ 5,616.

Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou o dia com uma leve baixa de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,5817. O mercado global se mantinha atento à divulgação do relatório de inflação ao consumidor dos EUA, programado para quarta-feira, o último antes da reunião do Federal Reserve (Fed) nos dias 17 e 18 de setembro. Os dados podem influenciar a decisão do banco central americano sobre a política de juros.

Analistas consultados pela Reuters esperam que o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA registre uma alta de 0,2% em agosto, mantendo-se estável em relação ao mês anterior. Em termos anuais, a expectativa é de que a inflação desacelere para 2,6%, frente a 2,9% em julho.

O Fed é amplamente esperado para reduzir a taxa de juros, atualmente na faixa de 5,25% a 5,50%, na próxima reunião, após declarações do presidente Jerome Powell sobre a necessidade de ajustar a política monetária para evitar um esfriamento do mercado de trabalho. No entanto, os operadores ainda avaliam a magnitude do possível corte, especialmente após o último relatório de emprego, que apresentou dados mistos e não consolidou as expectativas em torno de uma redução de 25 ou 50 pontos-base.

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Os resultados da inflação poderão ajudar a definir se o Fed precisará manter algum nível de restrição monetária para garantir que a inflação se mantenha próxima da meta de 2%. Enquanto isso, o dólar se manteve relativamente estável frente à maioria de suas divisas pares, tanto fortes quanto emergentes.

“No exterior, a véspera da divulgação do CPI gerou aversão ao risco e predominou um clima de cautela, diante das incertezas sobre uma possível recessão ou um ajuste suave na economia americana”, observou Marcio Riauba, gerente da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio.

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, caiu 0,03%, para 101,620. A moeda americana mostrou pouca variação em relação ao peso colombiano, peso chileno e rand sul-africano.

No cenário nacional, os investidores estavam atentos aos novos dados do IPCA para agosto, que podem indicar a trajetória futura dos preços no Brasil e influenciar as decisões do Banco Central em relação à taxa Selic. O IBGE informou que o IPCA registrou uma queda de 0,02% em agosto na comparação mensal, ligeiramente abaixo da expectativa de alta de 0,01% dos economistas consultados pela Reuters. Em termos anuais, o índice desacelerou para 4,24%, frente a 4,50% em julho.

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Apesar da desaceleração em relação ao mês anterior, a inflação ainda está distante do centro da meta de 3% estabelecida pelo Banco Central, o que tem gerado preocupações entre os membros da instituição. Com dados robustos do PIB brasileiro para o segundo trimestre, há expectativa de que o Copom eleve a Selic, atualmente em 10,50% ao ano, já na próxima reunião de setembro.

“Diante de uma atividade econômica mais forte do que o esperado, uma inflação que, apesar do dado benigno de agosto, deve terminar o ano próxima da banda superior da meta, expectativas de inflação desalinhadas e uma taxa de câmbio acima de R$ 5,50, o Banco Central deverá iniciar um ciclo gradual de ajuste na taxa de juros na próxima reunião”, afirmou Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

Operadores estimam em 98% a chance de um aumento de 25 pontos-base na Selic na próxima semana, com possíveis elevações adicionais nas reuniões seguintes. O aumento projetado para a Selic, aliado à perspectiva de cortes de juros nos EUA, tende a ser positivo para o real, tornando a moeda brasileira mais atrativa devido ao diferencial de juros entre as duas economias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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