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Inteligência Artificial da JBS Revoluciona a Segurança no Trânsito e Salva Vidas

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A JBS está liderando uma inovação no setor de transporte ao implementar um sistema de Inteligência Artificial (IA) que tem se mostrado crucial para a segurança no trânsito. Adotado pela TRS, transportadora da divisão de Novos Negócios da Companhia, o sistema utiliza três câmeras instaladas nos caminhões para monitorar e analisar o comportamento dos motoristas, identificando sinais de distração, sonolência e outros fatores de risco. Desde sua implementação em 2022, a tecnologia ajudou a evitar mais de mil potenciais acidentes.

Um exemplo notável do impacto da tecnologia foi o caso de Jhon Lenon da Silva Patrício, que teve sua vida salva graças à intervenção do sistema. Durante uma viagem, Patrício apresentou sinais de sonolência, o que acionou um alerta automático. A equipe da TRS entrou em contato com ele e descobriu que estava sofrendo de dores no peito e mal-estar. O resgate foi imediatamente acionado, e Patrício, que estava tendo um infarto, recebeu atendimento a tempo. “Posso afirmar que o sistema salvou minha vida. Eu estava infartando e não sei se conseguiria pedir ajuda sozinho. A ligação da empresa e a rápida chegada do resgate foram cruciais”, relatou Patrício.

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Leandro Ferraz, gerente de riscos da TRS, destaca que a implementação do sistema de câmeras inteligentes é apenas uma parte das diversas iniciativas da Companhia para promover a segurança e a qualidade de vida dos motoristas. “Estamos comprometidos com a segurança do nosso time e, além dos treinamentos e ações preventivas, a introdução dessas câmeras tem sido fundamental para identificar e evitar situações de risco”, explica. Ferraz também ressalta que os veículos são bloqueados para garantir o cumprimento do tempo de descanso obrigatório dos motoristas.

O sistema de IA é composto por três câmeras: uma na cabine, voltada para o comportamento do motorista; uma segunda, direcionada aos olhos do condutor; e uma terceira, focada na rodovia. A tecnologia analisa em tempo real sinais como distração, fadiga, uso de celular e cinto de segurança, bem como comportamentos como bocejos e piscar dos olhos, para identificar sinais de sonolência ou outros comportamentos anormais. Em caso de risco, um alerta é emitido na cabine e a central de monitoramento é acionada. Profissionais qualificados analisam os dados e, se necessário, entram em contato com o motorista para realizar uma verificação detalhada e auxiliar na parada segura do veículo.

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Motoristas que apresentam reincidência de alertas de sonolência são encaminhados para exames médicos para detectar possíveis problemas relacionados à qualidade do sono.

Entre junho de 2022 e junho de 2024, a frota da JBS, que conta com cerca de 1.500 veículos equipados com o sistema, registrou uma redução de 20% no número de alertas de fadiga por quilômetro rodado. Essa inovação representa um avanço significativo na segurança rodoviária e no bem-estar dos motoristas, evidenciando o compromisso da JBS com a segurança e a eficácia no transporte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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