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Brasil Consolida Liderança Mundial na Exportação de Algodão e Busca Expansão no Mercado Europeu

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Nesta terça-feira (3), o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou, durante a abertura do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), em Fortaleza, Ceará, a liderança do Brasil na exportação de algodão e revelou planos para ampliar a presença do produto no mercado europeu. Viana ressaltou o papel fundamental da ApexBrasil na promoção do algodão brasileiro, que é reconhecido mundialmente pela sua qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade. “Vocês já fizeram a parte de vocês. Agora, nós, da Apex, vamos fazer a nossa, com autoridade, para consolidar o Brasil como o maior exportador de algodão do mundo e conquistar cada vez mais espaço na Europa”, afirmou.

Promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o CBA é o principal evento do setor, reunindo especialistas e autoridades para discutir os desafios e as perspectivas do mercado de algodão. Este ano, o congresso foca em quatro pilares essenciais: rastreabilidade, sustentabilidade, qualidade e promoção do algodão no Brasil e no exterior.

O Brasil recentemente superou os Estados Unidos, tornando-se o maior exportador mundial de algodão. Para Jorge Viana, essa conquista é um marco histórico que reforça a posição do país no mercado global e abre novas oportunidades para o setor. Ele lembrou os desafios superados, como a praga do bicudo-do-algodoeiro nos anos 1980, que devastou a produção nacional, e as disputas comerciais na Organização Mundial do Comércio (OMC), que culminaram em uma vitória brasileira.

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De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), entre agosto de 2023 e julho de 2024, as exportações brasileiras de algodão beneficiado devem atingir 2,7 milhões de toneladas, superando os 2,57 milhões de toneladas previstas para os Estados Unidos. Esse resultado, segundo a Abrapa, é fruto de mais de 25 anos de investimentos em tecnologia, pesquisa e promoção comercial.

Além de ocupar a liderança nas exportações, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de algodão, atrás apenas de China e Índia. A qualidade do algodão brasileiro, aliada à sua sustentabilidade e rastreabilidade, tem sido um diferencial competitivo no mercado internacional. Cerca de 82% da produção brasileira possui certificação socioambiental, e 100% do algodão exportado pode ser rastreado, conforme destacou o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus.

Dentro das estratégias de expansão internacional, o projeto Cotton Brasil, criado em 2020 em parceria com a ApexBrasil, tem desempenhado um papel crucial. O projeto visa consolidar a posição do Brasil no mercado global e intensificar a presença do algodão brasileiro em dez países prioritários, incluindo China, Bangladesh, Vietnã e Turquia. Esses países representam 95% das exportações brasileiras de algodão e 90% do mercado global.

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Desde o seu lançamento, o Cotton Brasil promoveu 52 eventos internacionais e trouxe mais de 500 compradores e stakeholders para conhecer o modelo brasileiro de produção. O projeto também tem levado produtores nacionais ao exterior para entender as demandas da indústria têxtil internacional.

A história do algodão no Brasil é marcada por desafios e superações. Desde o seu cultivo pelos indígenas até os dias de hoje, o algodão passou por ciclos de prosperidade e crise, mas, graças a investimentos em tecnologia e sustentabilidade, o Brasil se consolidou como uma potência mundial no setor. A disputa comercial com os Estados Unidos na OMC foi uma das batalhas mais significativas, resultando em uma vitória que fortaleceu ainda mais a posição do Brasil no mercado global.

Com o avanço das técnicas de produção e a abertura de novos mercados, o Brasil continua a expandir sua influência no comércio internacional de algodão, garantindo que a fibra brasileira seja reconhecida mundialmente por sua qualidade, sustentabilidade e competitividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto esportivo em Cuiabá aposta no futebol para transformar vidas de crianças

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O projeto Bom de Bola, Bom de Escola realizou, no início da noite desta sexta-feira, o lançamento das atividades no miniestádio do bairro Pedregal, em Cuiabá. O encontro reuniu alunos, familiares, professores e coordenadores para apresentar o funcionamento das aulas, os critérios de participação e a equipe responsável pelo acompanhamento de cerca de 600 alunos-atletas atendidos pelo programa, distribuídos em quatro polos da capital: Pedregal, Pedra 90, CPA IV e Três Barras, nesta sexta-feira (3).

Os treinamentos no Pedregal começam na próxima segunda-feira (6). A primeira semana será destinada à entrega de uniformes, organização das turmas, conferência de horários e dos tamanhos dos materiais esportivos. Durante o período de férias escolares, a coordenação informou que não haverá cobrança de frequência dos participantes que estiverem viajando ou impossibilitados de comparecer.

A comunicação com os alunos e responsáveis será feita exclusivamente por grupos de WhatsApp, onde serão repassadas informações sobre horários, eventuais alterações nas atividades e demais orientações do projeto.

Coordenador de projetos do Instituto Dourado e do Cuiabá Esporte Clube, Roney Schultze explicou que o projeto alia a prática esportiva à formação educacional e cidadã, tendo como principal objetivo promover inclusão social por meio do futebol.

“O futebol é uma importante ferramenta para alcançarmos objetivos sociais. Ele promove inclusão, integração e desenvolvimento, além de despertar o interesse das crianças. Nosso foco principal é formar cidadãos, sem deixar de oferecer oportunidades para que talentos sejam identificados e possam seguir carreira no esporte”, afirmou.

Segundo Schultze, o Instituto Dourado atua como braço social do Cuiabá Esporte Clube, sendo responsável pela gestão dos projetos sociais desenvolvidos em parceria com o clube.

Durante a reunião com pais e alunos, o coordenador também destacou que a permanência no projeto dependerá do comprometimento dos participantes tanto nos treinamentos quanto na escola. A frequência mínima exigida é de 75%, além da apresentação do boletim escolar e do acompanhamento da assiduidade nas aulas.

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“O talento é importante, mas a disciplina também. Vamos acompanhar a frequência escolar, o rendimento dos alunos e o comprometimento dentro do projeto. Queremos formar cidadãos e atletas responsáveis”, ressaltou.

Ele informou ainda que os participantes receberão uniforme completo, bolas e squeezes fornecidos por parceiros do projeto. Os materiais permanecerão com os alunos que cumprirem os critérios de participação e frequência estabelecidos.

Formação dentro e fora de campo

Professor do projeto, Yuri Melo explicou que a metodologia vai além do ensino dos fundamentos do futebol.

“O trabalho começa pelo desenvolvimento socioafetivo e motor dos alunos. Também acompanhamos o desempenho escolar, a frequência e o comportamento, sempre em parceria com as escolas e com as famílias. Nosso objetivo é formar cidadãos disciplinados. O desenvolvimento técnico acontece como consequência desse processo”, afirmou.

Segundo o professor, as categorias mais novas terão prioridade no desenvolvimento psicomotor, enquanto os alunos mais velhos passarão gradativamente pelo ensino dos fundamentos do futebol.

Também integrante da equipe técnica, o professor Odil Soares, ex-jogador profissional, destacou a importância da participação das famílias.

“Esperamos construir uma boa parceria entre professores, pais e alunos para contribuir na formação desses jovens. Nosso compromisso é oferecer o melhor trabalho possível durante todo o projeto”, disse.

O professor Moisés, formado em Educação Física, reforçou que o acompanhamento familiar será fundamental para a evolução dos participantes.

“Queremos que os pais acompanhem de perto o desenvolvimento dos filhos. Vamos trabalhar com dedicação, respeitando os sonhos de cada criança e incentivando seu crescimento dentro e fora do esporte”, afirmou.

Sonho de crescer no futebol

Entre os alunos, a expectativa para o início das atividades é grande. O estudante Pedro Henrique, que atua como zagueiro, afirmou que pretende aproveitar a oportunidade para buscar uma vaga nas categorias de base.

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“Meu sonho é entrar em um clube de base. Vou continuar estudando e treinando para isso”, disse.

O aluno Enzo Gabriel espera evoluir tecnicamente durante as aulas.

“Quero jogar bola e melhorar”, resumiu.

Já Davi Armando, de nove anos, acredita que o projeto poderá ajudá-lo a alcançar o sonho de atuar no futebol profissional.

“Quero crescer no futebol e um dia jogar na Europa. Acho que o projeto pode me ajudar porque tem professores bons e disciplina”, afirmou.

Expectativa das famílias

A servidora pública Edileide Vânia de Almeida Santos, mãe de um dos participantes, vê na iniciativa uma oportunidade de desenvolvimento para as crianças.

“A expectativa é muito grande. Esperamos que daqui saiam jovens com um futuro melhor e que o projeto ajude a desenvolver o potencial deles”, disse.

A diarista Ivonete Pereira de Lima, avó de um dos alunos, contou que incentiva o neto a participar de projetos esportivos.

“Ele sonha em ser jogador de futebol, e nós acreditamos que essas oportunidades podem abrir caminhos para o futuro dele”, afirmou.

Esporte como ferramenta de inclusão

Presente no lançamento, a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento social de crianças e adolescentes.

“O esporte ajuda a afastar crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade e incentiva a permanência na escola. O próprio nome do projeto reforça essa proposta: ser bom de bola, mas também ser bom de escola. Nosso objetivo é contribuir para a formação de cidadãos preparados para o futuro”, afirmou.

O lançamento no Pedregal foi o terceiro realizado pelo projeto. A programação será concluída neste sábado (4), às 9h, com o encontro de apresentação no polo do bairro Três Barras.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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