BRASIL

Brasil: setor de franquias cresce 12,8% no 2ª trimestre, impulsionado por saúde e beleza

Publicado em

Brasil: setor de franquias cresce 12,8% no 2ª trimestre, impulsionado por saúde e beleza
Caio Barbieri

Brasil: setor de franquias cresce 12,8% no 2ª trimestre, impulsionado por saúde e beleza

O setor de franquias no Brasil registrou um crescimento nominal de 12,8% no segundo trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

O levantamento indica que o faturamento das franquias no período aumentou de R$ 54,253 bilhões para R$ 61,205 bilhões, refletindo a recuperação econômica pós-pandemia e o aumento do consumo. No acumulado do semestre, o crescimento foi ainda mais expressivo, atingindo 15,8%, com uma receita total de R$ 121,766 bilhões.

Os segmentos que mais contribuíram para esse desempenho foram Saúde, Beleza e Bem-Estar, que cresceram 21,7%, seguidos por Alimentação – Food Service, com 16,4%, e Casa e Construção, que registrou um aumento de 15,1%.

Segundo Tom Moreira Leite, presidente da ABF, “o crescimento nominal do setor de franquias, mantido na casa dos dois dígitos neste segundo trimestre, além de reafirmar a resiliência e confiança no mercado brasileiro por parte das redes, é um reflexo da recuperação econômica pós-pandemia e do aumento do consumo, além da capacidade de adaptação das franquias às novas demandas do mercado, como a digitalização e a oferta de serviços diversificados.”

Expansão

Leia Também:  Planos de saúde prometem reverter cancelamento unilateral de contratos

Além do aumento no faturamento, o número de empregados no setor de franquias também cresceu, com a força de trabalho passando de 1,612 milhão para 1,674 milhão, representando uma alta de 3,85%.

O número de operações de franquias no país também registrou crescimento, com 4.273 novas operações sendo abertas, totalizando 193.151 operações ao final do segundo trimestre.

De acordo com a ABF, mesmo com o impacto pontual das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul durante o período, o setor conseguiu manter sua trajetória de crescimento. “As redes nos relataram que o impacto mais severo se deu no mês de maio, com sinais de recuperação se iniciando em junho”, comentou Moreira Leite.

Destaques

O estudo também apontou que os segmentos de Saúde, Beleza e Bem-Estar foram impulsionados pelo aumento do investimento em produtos personalizados e o uso da inteligência artificial (IA), além do crescimento das vendas de produtos farmacêuticos, que tiveram alta de 10,7% no primeiro semestre, segundo a Abifarma.

O setor de Alimentação, por sua vez, se beneficiou da busca dos consumidores por refeições com melhor custo-benefício e da consolidação do mercado de delivery. Já o segmento de Casa e Construção se destacou devido ao aumento do crédito imobiliário e programas de financiamento mais acessíveis.

Leia Também:  Helicóptero em SP: FAB diz que investigação terá menor prazo possível

A análise regional da ABF mostrou que o Sudeste lidera em faturamento, apesar de uma leve redução no número de operações, reflexo de uma busca por maior eficiência e uso intensivo de tecnologia.

A Região Sul, impactada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, viu uma queda no faturamento, mas um aumento no número de operações, puxado pela expansão em outros estados da região. Nas demais regiões, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, houve estabilidade com alta progressiva no faturamento.

Tom Moreira Leite destacou que “a expansão do setor de franquias para cidades menores Brasil afora permanece, mesmo que seja um movimento paulatino, pavimentando o desenvolvimento das regiões.”

The post Brasil: setor de franquias cresce 12,8% no 2ª trimestre, impulsionado por saúde e beleza first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Profissionais da saúde de VG serão capacitados para atendimento

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Desembargador José Luiz Leite Lindote participa do 1º Encontro de Saúde e e Controle Externo

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA