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Mercado de Café Inicia a Terça-Feira com Pouca Atividade

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Nesta terça-feira, o mercado físico brasileiro de café deve registrar poucos negócios. A queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) está pressionando os preços no mercado doméstico, enquanto o dólar avança em relação ao real. Com essa dualidade de fatores, os produtores tendem a adotar uma postura mais cautelosa, realizando vendas apenas conforme a necessidade.

Na segunda-feira (2), o mercado brasileiro de café apresentou estabilidade nos preços do arábica e queda nas cotações do conilon. O dia foi marcado por uma calmaria nas transações, uma vez que a Bolsa de Nova York não operou devido ao feriado nos Estados Unidos, deixando o arábica sem uma referência de preço.

A lentidão nas negociações resultou em movimentação apenas de pequenos lotes. No caso do conilon, as cotações foram impactadas pela forte desvalorização do robusta em Londres, o que acabou travando as negociações.

No Sul de Minas Gerais, o café arábica de bebida boa, com 15% de catação, foi negociado entre R$ 1.420,00 e R$ 1.425,00 por saca, mantendo-se estável. No Cerrado Mineiro, o arábica de bebida dura, também com 15% de catação, teve preços entre R$ 1.430,00 e R$ 1.435,00, sem variações.

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O café arábica tipo “rio” (tipo 7) na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, foi cotado entre R$ 1.200,00 e R$ 1.205,00 por saca, sem alterações.

Já o conilon tipo 7, em Vitória, Espírito Santo, apresentou uma leve alta, sendo negociado entre R$ 1.470,00 e R$ 1.475,00 por saca, em comparação aos R$ 1.430,00 e R$ 1.435,00 do dia anterior. O conilon tipo 7/8 foi vendido entre R$ 1.460,00 e R$ 1.465,00, também registrando uma leve elevação em relação aos valores de segunda-feira.

Exportações Globais – OIC

As exportações de café dos países membros e não-membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 11,29 milhões de sacas de 60 quilos em julho, o décimo mês da safra mundial 2023/24, representando um aumento de 12,2% em relação às 10,06 milhões de sacas exportadas no mesmo mês de 2023.

Nos primeiros dez meses da temporada 2023/24, as exportações globais de café cresceram 10,5%, totalizando 115,01 milhões de sacas, em comparação com 104,05 milhões de sacas no mesmo período da safra anterior.

As exportações de café arábica somaram 82,26 milhões de sacas nos doze meses até julho, um aumento em relação aos 74,37 milhões de sacas exportadas no período anterior. Já os embarques de robusta atingiram 51,62 milhões de sacas, comparados a 49,75 milhões no período anterior.

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Nova York

Os contratos de café com entrega para dezembro de 2024 registraram uma baixa de 0,36% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), sendo cotados a 243,15 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial apresentou uma leve alta de 0,16%, sendo cotado a R$ 5,6261. O Dollar Index, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de moedas, também registrou alta de 0,19%, atingindo 101,85 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia encerraram o dia em queda: Xangai registrou uma baixa de 0,29% e o Japão, de 0,04%. Na Europa, as principais bolsas também operam em baixa: Paris com queda de 0,24%, Frankfurt com 0,33%, e Londres com 0,59%.

O mercado de petróleo também apresentou queda, com o contrato de outubro do WTI em Nova York cotado a US$ 72,68 o barril, uma baixa de 1,19%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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