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Mercado Imobiliário Impulsiona Ações em Hong Kong Antes de Decisão do Fed

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Nesta terça-feira, as ações de Hong Kong registraram alta expressiva, impulsionadas principalmente pelas grandes empresas do setor imobiliário, em meio à expectativa de um corte significativo na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos. A estreia da fabricante chinesa de eletrodomésticos Midea Group no mercado local também contribuiu para o otimismo dos investidores.

O índice Hang Seng encerrou o dia com alta de 1,37%, refletindo o desempenho positivo da Midea Group, cujas ações subiram 7,8% em sua primeira sessão de negociações em Hong Kong. A oferta pública inicial (IPO) da Midea foi a maior realizada na cidade nos últimos quatro anos, levantando cerca de 4 bilhões de dólares.

O setor imobiliário de Hong Kong foi destaque, com os investidores apostando que as empresas do segmento serão as maiores beneficiadas caso o Fed confirme o corte de juros, esperado para ser anunciado na quarta-feira.

Enquanto isso, os mercados da China continental permaneceram fechados devido a um feriado, com as operações programadas para serem retomadas na quarta-feira.

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Em outras praças da Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, registrou queda de 1,03%, fechando em 36.203 pontos. Já em Cingapura, o índice Straits Times avançou 0,64%, alcançando 3.593 pontos. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 também apresentou alta, com valorização de 0,24%, fechando a 8.140 pontos.

Por outro lado, os mercados de Xangai, Shenzhen, Seul e Taiwan não operaram devido ao feriado, e as negociações serão retomadas no decorrer da semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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