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Conselheiro do CNJ participa de Encontro de Juízes Coordenadores e Gestores de Centros Judiciários

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Teve início nesta quinta-feira (29 de agosto) o Encontro Estadual de Juízes Coordenadores e Gestores dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) de Mato Grosso, na sede do Tribunal de Justiça. O evento, que vai até sexta-feira (30), tem como principal finalidade promover a troca de experiências e o alinhamento de práticas entre os magistrados e gestores responsáveis pelos Cejuscs no estado.
 
O encontro também busca fortalecer as políticas de autocomposição de conflitos, aprimorar a eficiência dos serviços prestados por esses centros, discutir desafios e inovações na implementação de métodos adequados de solução de conflitos, como mediação e conciliação. Além disso, os participantes têm a oportunidade de se capacitar, por meio de palestras e oficinas.
 
A abertura do encontro contou com a participação do conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha, que destacou a felicidade em estar pela primeira vez em Mato Grosso, atendendo a um convite pessoal da presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva.
 
“É uma felicidade que, a rigor, começa com um convite muito especial, quando eu recebi o telefonema da presidente do Tribunal, a desembargadora Clarice. Foi ela quem me ligou. Eu achei isso tão bonito e tão verdadeiro! Todos nós, quando chegamos na magistratura, temos muitos anteparos, temos muitos intermediários. Até o jurisdicionado, que é nossa razão de ser, conseguir falar com um juiz e poder falar o que ele pensa, é difícil. E quando a presidente do Tribunal liga pra mim, ela se apresentou e a gente conversou como se já nos conhecêssemos. E já me senti acolhido naquele momento e não tive como recusar estar aqui com vocês”, relatou.
 
O conselheiro do CNJ afirmou ainda que o gesto ao ser convidado demonstrou que algo diferente está sendo desenvolvido no Judiciário mato-grossense. “Foi realmente um chamado e que me deu a entender, naquele momento, que algo especial estava sendo feito aqui. E eu quero parabenizar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso por estar realmente fazendo algo diferente, algo especial e algo que se propõe a recompor aquilo que a sociedade espera do Poder Judiciário, que é entregar justiça ou entregar aquilo que seja o mais próximo da justiça possível. Nessas condições tão especiais de um Tribunal que acolhe, de um Tribunal que tem escuta e um Tribunal que se abre à sociedade, meu desejo é que esses dois dias sejam de engrandecimento”, disse.
 
Em seu pronunciamento de abertura, a presidente Clarice Claudino rememorou a trajetória do TJMT na implantação dos Cejuscs, ressaltando as sete unidades especializadas em temas diversos, como Fazenda Pública, Infância e Juventude, Saúde Pública, Superendividamento, Ambiental, Empresarial, Cejusc de 2º Grau). Além do Cejusc Virtual e das unidades nas comarcas que, segundo a magistrada, têm quebrado paradigmas. “Quebram os paradigmas com essa inserção da cidadania mais proeminente nas nossas atividades”, disse.
 
A desembargadora elogiou a todos os gestores que atuam nessas unidades, que visam a resolução consensual de conflitos. “É realmente um segmento de servidores vocacionados, voltados para essa visão humanitária da Justiça, uma visão que nos permite sentir mais de perto a dor dos nossos semelhantes e com ela, então, fazer um elemento de conexão e nos colocamos a serviço da vida para efetivamente sermos um elo e um ponto de apoio, um ponto de escuta qualificada. Recebam os nossos agradecimentos por essa dedicação porque vocês executam tudo aquilo que nos gostaríamos que fosse feito”, declarou.
 
Aos magistrados, a presidente do TJMT se disse emocionada em ver, a cada dia, o esforço em prestar o melhor serviço. “Se sintam reconhecidos, muito valorizados por cada uma das ações que desenvolvem nas suas comarcas e que fazem a diferença não só pelas boas notícias que alimentam a nossa comunicação, mas também fazem a diferença lá na comunidade”.
 
O presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TJMT (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, enfatizou que o grande desejo da organização do encontro é que seja um espaço para troca de ideias e experiências que resultem no aprimoramento dos serviços que são realizados nos Cejuscs em todo estado. “Muitas vezes, a gente aprende muito mais conversando com o colega, seja um servidor ou magistrado, sobre o que desenvolve na comarca, que problemas está enfrentando, de que forma está resolvendo, que iniciativa está tendo naquela comarca”, exemplificou.
 
O magistrado pontuou ainda o viés da Cidadania que é trabalhado nos centros judiciários. “Cejusc não é só solucionar processos. Ele tem fases e todas elas importantes. A prevenção é uma delas”, disse, ressaltando a importância de o juiz coordenador de Cejusc estar alinhado com outros poderes e órgãos públicos na busca pela resolução de conflitos.  
 
Por fim, o desembargador Mário Kono chamou a todos os participantes para vivenciar o Encontro de forma integral. “Vamos aproveitar esses dois dias para integralizar e, ao mesmo tempo, aprender e oferecer. Tenho certeza de que cada um tem algo a contribuir. Todas as ideias são boas e viáveis. É importante essa participação, dedicação e interesse de cada um, que nós já conhecemos, mas queremos fomentá-los”.
 
A coordenadora do Nupemec, juíza Helícia Vitti Lourenço, também participou da abertura do Encontro Estadual e abordou sobre a transformação gerada pelos Cejuscs nas comarcas. “Os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania, nos últimos anos, têm se tornado um espaço transformador da Justiça e um espaço transformador da realidade social em cada uma das comarcas onde eles estão inseridos”.
 
Ela afirmou ainda o compromisso com o alinhamento dos Cejusc e do Nupemec com as metas e diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da administração do Tribunal “visando a melhoria dos resultados entregues pelos Cejuscs à nossa sociedade”, disse.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Foto do auditório do TJMT lotado de pessoas, que assistem ao pronunciamento da desembargadora Clarice Claudino, que fala no púlpito. No telão, aparece a logomarca do evento, em tons de azul e com a imagem do mapa de Mato Grosso e, dentro dele, um aperto de mãos. Foto 2: Conselheiro do CNJ, desembargador Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha, fala ao microfone, no púlpito. Ele é um senhor de pele branca, olhos claros, cabelos grisalhos, usando camisa azul clara, terno azul-escuro, gravata listrada verde e azul. 
 
Celly Silva/ Fotos: Alair Ribeiro  
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT  
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Audiência pública reúne centenas de pessoas para discutir lei de combate ao crime organizado

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Foto horizontal em plano aberto que mostra a plateia lotada no auditório do Tribunal de Justiça. A audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades” atraiu mais de 200 pessoas, na tarde desta sexta-feira (12), no auditório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), para debater a Lei nº 15.358/2026 e seus reflexos no sistema de justiça criminal. A nova lei, que desde 24 de março instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, tipifica os crimes de domínio social estruturado e de favorecimento ao domínio social estruturado, altera o Código Penal e o Código de Processo Penal brasileiros, bem como legislações correlatas.

O evento foi promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), em parceria com o Ministério Público do Estado (MPE), a Polícia Judiciária Civil (PJC) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). Houve transmissão ao vivo por meio do canal TJMT Eventos no YouTube.

Foto horizontal que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim, falando ao microfone. Ele é um senhor de pele branca, cabelos e barba brancos, usando terno cor creme e gravata marrom. Ao fundo, um telão com as informações da audiência pública.A abertura da audiência contou com pronunciamento do presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, que apontou a sensibilidade e atualidade do tema. “O crime organizado mudou sua forma de agir. Alcança diferentes áreas da vida social e econômica e exige do Estado respostas firmes, preparadas e responsáveis”, destacou.

Ele ressaltou ainda a importância de refletir sobre investigações, responsabilização, garantias processuais e atuação integrada de todos os órgãos públicos, de forma equilibrada, séria e cuidadosa, por exemplo, com a qualidade da prova, com o uso correto dos instrumentos legais e, acima de tudo, com a preservação da confiança da sociedade na justiça. “O Poder Judiciário recebe esse debate com espírito de escuta e cooperação. A contribuição do Ministério Público, da polícia, da advocacia, da academia, da Defensoria e dos demais participantes é essencial para que possamos aprimorar práticas e construir respostas mais seguras”, declarou.

Foto horizontal que mostra o desembargador José Luiz Leite Lindote do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de cabelos grisalhos, usando camisa branca, gravata rosa e terno azul marinho.O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, responsável pela audiência pública, ressaltou que a CGJ-MT decidiu promover o evento por compreender que o enfrentamento ao crime organizado exige diálogo permanente entre as instituições que integram o sistema de justiça criminal. “A recente Lei nº 15.358, conhecida como Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, trouxe novos instrumentos, novos conceitos e novos desafios para a investigação, o processamento e o julgamento de crimes. Diante dessas mudanças, é fundamental debater seus impactos e refletir sobre sua aplicação prática”.

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Segundo Lindote, a audiência pública é exemplo de uma atuação conjunta entre o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária Civil e a OAB-MT. “Essa integração institucional tem produzido resultados em Mato Grosso, a exemplo da articulação que possibilitou a realização do primeiro leilão de sucatas vinculadas à jurisdição criminal, que resultou na arrecadação de cerca de R$ 675 mil para os cofres públicos”, enfatizou, informando que o resultado foi fruto de evento anterior, o Recupera MT, no qual foi assinada a Resolução Conjunta nº 01/2025 com o Estado.

Foto horizontal que mostra o delegado de polícia Valter de Melo Fonseca Júnior do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, alto, de cabelo e barba pretos, usando camisa branca, gravata azul estampada e terno azul. Ao fundo, um telão com as informações da audiência pública.Representando a Secretaria de Estado de Segurança Pública, o delegado de polícia Valter de Melo Fonseca Júnior afirmou que a audiência pública é o momento oportuno para pensar no atual cenário nacional. “A sociedade tem exigido respostas do Estado e nós acreditamos, enquanto Segurança Pública, que a resposta se faz através da integração. Os desafios são grandes, a legislação nova. Tem vários conceitos que precisam ser interpretados, como o conceito de domínio social. São novas tipificações, novos processos e são temas que temos que enfrentar em conjunto”, disse, enaltecendo a iniciativa do Poder Judiciário.

Foto horizontal que mostra o promotor de justiça Renee do Ó do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de cabelo preto, usando camisa branca, gravata e terno azul marinho e óculos de grau. Atrás dele é possível ver parte de um telão.O promotor de justiça Renee do Ó Souza pontuou que, em todo o país, o crime organizado está estabelecido e notabilizado pelo incremento do lucro e regido pela prática extremamente violenta, características que são o foco da nova lei, também conhecida como Pacote Anti-facção. “Este evento marca o pontapé do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria e da Advocacia, da Polícia Civil e de toda a população brasileira que se destina e que quer enfrentar adequadamente o crime organizado”, disse.

Foto horizontal que mostra o advogado Giovane Santin do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de barba e cabelos castanhos claros, usando camisa branca, gravata púrpura e terno azul marinho e óculos de grau.Vice-presidente da OAB-MT, Giovane Santin classificou o debate como de grande importância não só para o Estado de Mato Grosso, mas para todo o país. “Um momento em que precisamos entender e enfrentar de fato todas as consequências geradas por esse fenômeno que conhecemos e chamamos vulgarmente de facções criminosas”, disse. O advogado agradeceu ao Poder Judiciário pela oportunidade de cada instituição envolvida expor seus entendimentos sobre o tema.

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Foto horizontal que mostra o defensor público Fernando Antunes Soubhia falando ao microfone. ele é um homem branco, calvo, usando camisa branca, gravata laranja, terno azul marinho e óculos de grau.O defensor público e diretor da Escola Superior da Defensoria Pública de Mato Grosso (DPE-MT), Fernando Antunes Soubhia fez uma crítica ao Pacote Anti-facção, afirmando que ele “repete a receita” que o Brasil testa pelo menos desde 1988 e que “fracassa” desde então. “Aumenta a pena, endurece regime, suprime o benefício. A gente fez isso em 90, como a lei dos crimes hediondos. Isso só fez aumentar a população carcerária, aumentar o contingente das facções, que agora se nacionalizaram e tornaram os seus métodos cada vez mais elaborados”, disse.

Ao apontar que “o cárcere historicamente é o maior centro de recrutamento das organizações criminosas”, Soubhia defendeu que este não seria o melhor método para lidar com o problema. Apontou ainda que “o sistema penal é seletivo e vai continuar sendo seletivo”, prendendo majoritariamente pessoas pretas, pobres e periféricas. “Infelizmente, mais uma vez, a resposta que o Estado dá à sua própria ausência nas comunidades vulnerabilizadas é o direito penal”, criticou. Por fim, o defensor público insistiu que segurança pública se constrói com o Estado presente no território, escola, saúde, trabalho e urbanização. “O que essa lei oferece, mais uma vez, é o Estado chegando com o fuzil e algema. Precisamos fazer melhor que isso”, asseverou.

Registro de presenças

Participaram da audiência pública o ouvidor-geral do Poder Judiciário, desembargador Rodrigo Curvo; o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT), desembargador Orlando Perri; os desembargadores Jorge Luiz Tadeu Rodrigues e Wesley Sanchez Lacerda; o juiz auxiliar da Presidência e secretário-geral do TJMT, Agamenon Alcântara Moreno Júnior; os juízes auxiliares da CGJ-MT João Filho de Almeida Portela, Jorge Alexandre Martins Ferreira e Myrian Pavan Schenkel; o delegado Cláudio Álvarez Santana, representando a Polícia Judiciária Civil; o coordenador da CGJ-MT, João Gualberto Neto, além de juízes e juízas, advogados e advogadas, assessores, estudantes de Direito, servidores e servidoras do Poder Judiciário, entre outros interessados no tema da audiência pública.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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