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Deere Reporta Redução de 42% no Lucro do 3º Trimestre Fiscal de 2024

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A Deere & Co., fabricante norte-americana de máquinas agrícolas, anunciou um lucro líquido de US$ 1,734 bilhão, ou US$ 6,29 por ação, no terceiro trimestre do ano fiscal de 2024, encerrado em 30 de julho. Esse resultado representa uma redução de 42% em comparação com o lucro do mesmo período do ano anterior, que foi de US$ 2,978 bilhões, ou US$ 10,20 por ação. A receita no trimestre totalizou US$ 13,152 bilhões, uma queda de 17% em relação aos US$ 15,801 bilhões registrados no ano fiscal anterior. No entanto, os números superaram as previsões dos analistas consultados pela FactSet, que esperavam um lucro por ação de US$ 5,68 e uma receita de US$ 10,935 bilhões.

As vendas líquidas da Deere & Co. diminuíram de US$ 14,284 bilhões no terceiro trimestre do ano fiscal passado para US$ 11,387 bilhões no período atual. No setor de Construção e Silvicultura, as vendas caíram 13%, para US$ 3,235 bilhões. O segmento de Equipamentos de Agricultura e Jardinagem também viu uma redução de 18% nas vendas, totalizando US$ 3,053 bilhões, enquanto a Agricultura de Precisão sofreu uma queda de 25% na receita, alcançando US$ 5,099 bilhões.

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John C. May, CEO da Deere & Co., comentou sobre os resultados, destacando a resposta da empresa às condições adversas nos setores agrícola e de construção: “Os resultados do terceiro trimestre mostram nossa execução disciplinada em um cenário desafiador. Tomamos medidas para reduzir custos e alinhar nossa produção com as necessidades dos clientes, decisões que, embora difíceis, são essenciais para nosso sucesso e competitividade contínuos.”

A companhia revelou que realizou demissões para se adaptar às condições desafiadoras nos setores agrícola e de construção, embora não tenha especificado o número de funcionários afetados. A Deere & Co. espera incorrer em aproximadamente US$ 150 milhões em custos relacionados às demissões, com uma economia anual estimada em cerca de US$ 230 milhões. Além disso, a empresa sediada em Moline, Illinois, concordou em vender metade de sua participação no Banco John Deere, uma subsidiária brasileira.

Para o restante do ano fiscal de 2024, a Deere prevê um lucro líquido na faixa de aproximadamente US$ 720 milhões. A empresa espera que os resultados superem os do ano fiscal de 2023, impulsionados por receitas mais elevadas com saldos médios mais altos no portfólio, apesar de uma maior provisão para perdas de crédito e spreads de financiamento menos favoráveis. A Deere projetou uma redução nas vendas de Agricultura de Precisão entre 20% e 25%, com queda semelhante esperada para Equipamentos de Agricultura e Jardinagem. As vendas da divisão de Construção e Silvicultura devem cair entre 10% e 15%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Proteína da soja ganha valor no mercado e reforça importância da qualidade na armazenagem de grãos no Brasil

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A soja começa a deixar de ser avaliada apenas pelo volume produzido e passa a ganhar atenção crescente por seus atributos de qualidade, como teor de proteína, óleo e aminoácidos. Esse movimento, já consolidado em mercados como Estados Unidos e Canadá, começa a avançar gradualmente no Brasil e pode alterar a forma como o grão é valorizado na cadeia produtiva.

A tendência reforça a importância da pós-colheita e da armazenagem adequada como fatores determinantes para a manutenção do valor industrial da soja, especialmente no segmento de nutrição animal.

Qualidade da soja ganha peso na indústria e pode influenciar remuneração do produtor

Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, indicam que atributos como proteína e óleo impactam diretamente o rendimento industrial do farelo de soja, um dos principais insumos utilizados na nutrição animal.

A Embrapa Suínos e Aves destaca que o farelo de soja pode representar entre 65% e 70% da proteína utilizada em formulações para aves e suínos, evidenciando sua relevância estratégica na cadeia de proteína animal.

Em países como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com maior teor de proteína, com variações que podem chegar a 15% conforme contratos específicos. No Brasil, esse modelo ainda não está consolidado, mas especialistas indicam tendência de valorização progressiva da qualidade do grão.

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Armazenagem adequada passa a ser fator estratégico na rentabilidade

Para o setor, a mudança de percepção sobre a soja também amplia o papel da armazenagem como etapa decisiva na preservação de atributos de qualidade.

Segundo o CEO da Provent Brasil, Elton Stadler, a armazenagem deixa de ser apenas uma etapa de conservação de volume e passa a ter impacto direto na estratégia econômica do produtor.

Ele destaca que, à medida que o mercado passa a considerar atributos como proteína e aminoácidos na formação de preços, a manutenção da qualidade do grão se torna um diferencial competitivo.

Estudo aponta perdas de qualidade em armazenamento inadequado

Um estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas mostrou que silos sem controle adequado de ambiente podem gerar perdas significativas após seis meses de armazenagem.

Os principais impactos observados foram:

  • Aumento de 58,4% nos grãos ardidos
  • Crescimento de 14,5% nos grãos fermentados
  • Redução do teor de proteína
  • Maior perda de massa dos grãos

Os resultados reforçam a importância do controle de temperatura, umidade e ventilação na preservação da qualidade da soja armazenada.

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Tecnologia de exaustão ganha espaço em unidades armazenadoras

Nesse cenário, sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, têm sido adotados em unidades armazenadoras há mais de três décadas.

A tecnologia atua na redução do calor interno, da condensação e do excesso de umidade nos silos, fatores diretamente associados à deterioração da qualidade dos grãos ao longo do tempo.

Mudança de mercado pode impactar renda do produtor rural

A tendência de valorização de atributos intrínsecos da soja, como teor de proteína e qualidade do farelo, pode alterar gradualmente a dinâmica de remuneração no campo.

Especialistas apontam que produtores que investirem em boas práticas de pós-colheita e armazenagem tendem a estar mais bem posicionados em um cenário de maior exigência da indústria.

Segundo o setor, a preservação da qualidade após a colheita pode se tornar tão relevante quanto a produtividade na definição do resultado econômico da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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