AGRONEGÓCIO

John Deere anuncia startups selecionadas para programa global de aceleração

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A John Deere, empresa global de tecnologia que fornece software e equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal, anunciou as seis startups que participarão do Startup Collaborator Program, iniciativa em vigor desde 2019, que aprofunda a interação com empresas iniciantes que possam agregar valor para os clientes, complementando o ecossistema John Deere com suas soluções inovadoras. Entre as escolhidas está a logtech brasileira goFlux, uma plataforma digital para o mercado de fretes, com soluções de inteligência preditiva de dados, neutralização de carbono, antecipação de recebíveis e gestão da cadeia.

Para selecionar a goFlux para seu programa global de aceleração, a John Deere contou com a indicação do AgTech Innovation, maior hub de inovação no agronegócio na América Latina, que conta com mais de mil jovens empresas brasileiras da área de agronegócio em sua comunidade. Desde 2022, a John Deere é Innovation Partner do AgTech Innovation e, com isso, passou a promover novos projetos de inovação aberta junto ao hub e a participar ativamente do seu principal programa de potencialização de startups, o Startup Intensive Connection.

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“O Startup Collaborator é um importante programa global para identificarmos novas oportunidades e aprimorarmos ideias que possam agregar valor para os nossos clientes. É uma chance valiosa tanto para a John Deere como para as startups selecionadas, pois aprendemos juntos a desbloquear um potencial ainda maior nas operações dos produtores de maneiras que eles nunca haviam pensado”, comenta Heather van Nest, diretora de Inovação da John Deere para a América Latina.

Além da goFlux, o programa contará com a participação das seguintes empresas em 2024:

  • Constellr – companhia alemã que mede a temperatura da superfície terrestre e da água a partir dos seus próprios satélites, com níveis de precisão sem precedentes, para permitir insights em busca de um futuro mais sustentável.
  • Geminos – interface americana de inteligência artificial que capacita as empresas a compreender e aproveitar a causalidade para melhorar a tomada de decisões.
  • SBQuantum – empresa canadense de detecção quântica focada em navegação baseada em um novo magnetômetro quântico.
  • Fermata Energy – líder em tecnologia de plataforma de carregamento bidirecional para “veículos-para-tudo” (vehicles-for-everything em inglês, ou V2X).
  • Cloudscape Labs – empresa australiana de software de gerenciamento de produção, focada em fornecer visibilidade do local de trabalho para toda a equipe de construção e ajudar a cumprir as metas de produção, custo e segurança.
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“As startups participantes deste ano trazem um conjunto diversificado de soluções, com potencial de apoiar diversos desafios que nossos clientes enfrentam, tanto na agricultura quanto na construção. Estamos muito ansiosos para trabalhar conjuntamente em mais um ano de sucesso do Startup Collaborator Program”, finaliza Heather.

Fonte: John Deere

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do setor batem recorde e reforçam protagonismo mundial

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O algodão brasileiro segue ampliando sua relevância no comércio internacional e alcançou mais um resultado histórico em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o país embarcou 291,2 mil toneladas da fibra no mês, o maior volume já registrado para maio. As vendas renderam cerca de R$ 2,25 bilhões, reforçando a força de uma cadeia que se consolidou como uma das mais competitivas do agronegócio nacional.

O desempenho ganha ainda mais relevância diante da expansão do mercado algodoeiro brasileiro nos últimos anos. O país disputa a liderança mundial das exportações da fibra e tem ampliado sua participação em mercados estratégicos da Ásia, principal destino da produção nacional. Com tecnologia, produtividade elevada e ganhos logísticos, o algodão deixou de ser uma cultura regional para se transformar em uma importante fonte de geração de renda e divisas para o país.

Na comparação com maio de 2025, os embarques cresceram 51,5% em volume, enquanto o faturamento avançou 45,3%. Embora o resultado tenha ficado abaixo das 370,4 mil toneladas exportadas em abril, o setor considera o movimento compatível com a sazonalidade do mercado e sem impacto sobre o excelente desempenho da temporada.

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Com o resultado de maio, o Brasil ultrapassou a marca de 3,1 milhões de toneladas exportadas no acumulado da temporada 2025/26, iniciada em julho do ano passado. O volume representa um novo recorde para a cotonicultura nacional e confirma a crescente demanda internacional pela fibra produzida no país.

Além dos números expressivos, o setor comemora a diversificação dos mercados compradores. Bangladesh liderou as importações em maio, absorvendo 21,1% dos embarques brasileiros. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por aproximadamente 40% de todo o algodão exportado pelo Brasil no período.

A mudança no perfil dos compradores também chama atenção. Tradicionalmente um dos principais destinos da fibra brasileira, a China respondeu por 9,6% das compras em maio, participação inferior à observada ao longo da temporada. A Índia também reduziu suas aquisições após alterações em sua política de importação. Para o setor, a capacidade de ampliar vendas para diferentes mercados demonstra a competitividade do produto brasileiro e reduz a dependência de poucos compradores.

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O algodão já ocupa posição de destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio. Em maio, a fibra respondeu por 1,41% de todas as exportações brasileiras e figurou entre os principais produtos agropecuários embarcados pelo país. O resultado reflete os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia, qualidade da fibra, sustentabilidade e rastreabilidade, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados internacionais.

Com a safra em expansão e a demanda global permanecendo aquecida, a expectativa do setor é de continuidade do bom desempenho nos próximos meses. O cenário reforça o protagonismo do algodão brasileiro no comércio mundial e consolida a cultura como uma das atividades mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio nacional.

Fonte: Pensar Agro

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