BRASIL

Israel e Hezbollah trocam ataques e aumentam receio de uma guerra no Oriente Médio

Publicado em

Israel e Hezbollah trocam ataques e aumentam receio de uma guerra no Oriente Médio
ESTADÃO CONTEÚDO

Israel e Hezbollah trocam ataques e aumentam receio de uma guerra no Oriente Médio

As Forças de Defesa de Israel (FDI) e a milícia xiita libanesa Hezbollah trocaram ataques com bombardeios e drones na madrugada deste domingo (25), aumentando os receios de uma guerra regional no Oriente Médio, que já conta com o conflito entre Tel-Aviv e o grupo terrorista Hamas, em Gaza. O Exército de Israel afirmou que cerca de 100 caças israelenses bombardearam mais de 40 alvos no sul do Líbano, em um ataque descrito como preventivo para reduzir as chances de uma ofensiva mais extensa que o Hezbollah supostamente estava planejando.

Tel-Aviv afirmou que frustrou grande parte dos mísseis da milícia xiita libanesa e que os bombardeios visaram os lançadores de foguetes superfície-superfície no Líbano. Segundo Israel, muitos destes lançadores estavam programados para serem disparados às 5h (23h no horário de Brasília) na direção da capital do país. Após contato do jornal The New York Times , um funcionário de inteligência de um país do Ocidente apontou que todos os lançadores visados foram destruídos.

De acordo com o ministério da Saúde do Líbano, duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas nos ataques no sul do país. Separadamente, um combatente do grupo Amal, aliado do Hezbollah, foi morto em um bombardeio aéreo em um carro.

Leia Também:  Estreantes promissores: conheça dois atletas brasileiros que buscam medalhas nas Paralimpíadas

Hezbollah nega ataque frustrado
O Hezbollah nega que Israel tenha prejudicado os seus planos de ataque. A milícia xiita afirmou que disparou 320 foguetes e “um grande número” de drones contra bases e posições militares israelenses em retaliação ao assassinato de Fuad Shukr, oficial do Hezbollah que morreu em um bombardeio aéreo de Israel no final de julho.

Não ficou claro se algum dos foguetes atingiu seus alvos. A milícia xiita libanesa afirmou que os ataques atingiram todos os seus alvos, sem dizer quantos. Antes dos ataques, o grupo havia listado 11 bases e posições israelenses no norte do país e nas Colinas do Golan como alvos. O Hezbollah afirmou que as operações militares do grupo foram concluídas após os ataques deste domingo.

Sargento israelense morre no combate
O exército israelense anunciou que um soldado da marinha morreu e outros dois ficaram feridos no norte do país. “O sargento David Moshe Ben Shitrit, de 21 anos (…) caiu em combate no norte de Israel” , declarou o exército em um comunicado, acrescentando que outros dois soldados ficaram feridos. Tanto os ferimentos quanto a morte podem ter sido causados por um interceptador de fogo inimigo ou por estilhaços que se dispersaram após a interceptação de um míssil ou foguete.

Tanto Israel quanto o Hezbollah disseram que miraram apenas em alvos militares. Ambos os lados interromperam a troca intensa de ataques por volta do meio da manhã, sinalizando que não haveria uma escalada imediata. Isso ocorreu enquanto o Egito sediava conversas com o objetivo de um cessar-fogo na guerra de 10 meses entre Israel e o Hamas em Gaza, que diplomatas esperam aliviar as tensões regionais.

Leia Também:  TRE-SP mantém condenação a Boulos e Lula, mas diminui valor da multa

Netanyahu: “não é o fim”
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o ataque do exército israelense contra o grupo terrorista libanês Hezbollah marcou “um passo no caminho” para mudar a situação ao longo da fronteira. “O que aconteceu hoje não é o fim da história. O Hezbollah tentou atacar o Estado de Israel com foguetes e prejudicar nossos cidadãos com o objetivo estratégico no centro do país” , disse Netanyahu, em vídeo transmitido no sistema televisivo.

“Eles deveriam saber que este é outro passo no caminho para mudar a situação no norte e devolver nossos residentes às suas casas. Repito: este não é o fim da história.”

=

O presidente do país, Isaac Herzog, defendeu o direito do país de se defender, em publicação na rede social X, antigo Twitter. “A ação decisiva que testemunhamos esta manhã simboliza o direito e o dever de Israel de se defender e defender seus cidadãos contra a ameaça do terrorismo” , escreveu.

The post Israel e Hezbollah trocam ataques e aumentam receio de uma guerra no Oriente Médio first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Lula: 'Ato terrorista do Hamas não autoriza Israel a matar inocentes'

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  TRE-SP mantém condenação a Boulos e Lula, mas diminui valor da multa

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA