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Arco Destaca Qualidade da Carne Ovinina e Promove Oficinas para Jovens na Expointer

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A Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco) está organizando uma programação diversificada para a 47ª edição da Expointer, que ocorrerá no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, de 24 de agosto a 1º de setembro. Entre os destaques da programação, está o Cabanheiro do Futuro, uma iniciativa da Comissão Jovem da Arco marcada para o dia 29 de agosto. O evento visa incentivar jovens envolvidos com a ovinocultura, promovendo uma maior aproximação das novas gerações com o setor.

Durante o período da feira, de 24 a 30 de agosto, ocorrerão cinco edições da Vitrine Gaúcha, um projeto que valoriza a qualidade da carne ovina. A iniciativa apresentará a origem dos cortes e subcortes tradicionais, além de receitas relacionadas. Este ano, a tradicional degustação de pratos preparados por chefs não será realizada devido à falta de tempo para a montagem da cozinha. Também estão programados vários leilões de ovinos, com destaque para o curso sobre julgamentos de ovinos, que ocorrerá no dia 29 de agosto e abordará todo o processo, desde a entrada do exemplar até a premiação, geralmente conduzida por um inspetor técnico da Arco.

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Na área de julgamentos e leilões, 871 ovinos estarão presentes nas pistas durante a Expointer. De acordo com a Arco, esse número tem se mantido acima de 800 desde 2021. O presidente da Arco, Edemundo Gressler, detalha a logística dos julgamentos: “A entrada dos animais no parque será encerrada no dia 22 de agosto. Nos dias 23 e 24, serão realizados os julgamentos de admissão, que incluem a verificação individual dos animais, pesagem e conferência de tatuagem. Os julgamentos de classificação começam no dia 25 e vão até o dia 28.”

Gressler destaca a importância da 47ª Expointer, referindo-se a ela como a “feira da reconstrução”, em função das recentes enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em maio. “É um momento de reencontro para expositores e criadores. A Expointer oferece uma plataforma para mostrar o trabalho de seleção realizado ao longo do ano. Estamos indo para esta edição com grandes expectativas”, afirma. Ele acrescenta que o elevado número de ovinos inscritos reflete o trabalho das associações de raças em incentivar a participação dos associados, independentemente da raça.

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A programação da Arco na Expointer promete não apenas exibir a excelência da carne ovina, mas também envolver a próxima geração e fomentar a continuidade e o desenvolvimento do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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