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Adecoagro Investe na Expansão da Produção de Biometano e Aumentará sua Capacidade em Até Cinco Vezes em MS

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A Adecoagro, pioneira na produção de biogás e biometano a partir da vinhaça em Mato Grosso do Sul, anunciou um significativo investimento de R$ 225,7 milhões na expansão de sua planta em Ivinhema. O projeto visa aumentar a capacidade de produção de biometano em até cinco vezes até 2027, com a construção de dois novos biodigestores. Este avanço permitirá a substituição de aproximadamente 8 milhões de litros de diesel por ano na frota da empresa.

O anúncio foi feito em um evento realizado na unidade de Ivinhema, que marcou o início da nova fase de ampliação da usina. Segundo Renato Junqueira Santos Pereira, vice-presidente de Açúcar, Etanol e Energia da Adecoagro no Brasil, “Esta expansão reafirma nosso compromisso com a sustentabilidade e inovação, alinhados à transição energética do país. O projeto utiliza tecnologia própria, desenvolvida através de extensas pesquisas para garantir a estabilidade da produção. O biogás extraído da vinhaça será integrado à nossa produção de etanol, açúcar e energia, com a prioridade de abastecer nossa frota de forma crescente.”

Atualmente, cerca de 130 equipamentos da Adecoagro, incluindo veículos leves, caminhões, tratores e motobombas, são abastecidos com biometano. No momento, a produção do biocombustível utiliza apenas 5% da vinhaça disponível, mas com a expansão planejada, esse percentual deve aumentar para 20%. A expectativa é que, a partir de 2028, a frota movida a biometano da empresa reduza as emissões de CO2 em cerca de 38 mil toneladas por ano, resultando em uma economia de aproximadamente R$ 50 milhões anuais na compra de diesel.

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Além dos benefícios ambientais, a nova linha de produção criará cerca de 120 novos postos de trabalho durante a fase de expansão e operação. O governador Eduardo Riedel, presente na cerimônia, destacou o impacto positivo do projeto: “É gratificante ver o desenvolvimento dos negócios em Ivinhema e o impacto positivo na comunidade local. Projetos como o da Adecoagro demonstram que Mato Grosso do Sul está preparado para participar ativamente da transição energética no Brasil e no mundo.”

Neste ano, o Estado concedeu um incentivo inédito para o biogás e o biometano, reduzindo a base de cálculo do ICMS de 17% para 12% e oferecendo crédito outorgado de 85% para saídas internas e 90% para saídas interestaduais.

Amaury Pekelman, presidente da Biosul, elogiou o investimento: “Este é mais um importante passo para o setor de bioenergia e reflete o crescimento contínuo de Mato Grosso do Sul. A Adecoagro, uma das maiores empregadoras do Estado, continua investindo e promovendo o desenvolvimento local com responsabilidade e inovação.”

A Adecoagro iniciou seus projetos de pesquisa em biogás e biometano em 2010, com o primeiro biodigestor entrando em operação em 2018, em parceria com a Methanum e apoio da Finep. Em 2021, a empresa se tornou a primeira usina no Brasil a emitir Certificados de Gás Natural Renovável (GAS-REC).

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A expansão da Adecoagro também atraiu a Atvos, uma das maiores produtoras de biocombustíveis do Brasil, que anunciou um investimento de R$ 350 milhões para construir sua primeira unidade de biometano em Nova Alvorada do Sul.

A cerimônia de lançamento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo Rodrigo Perez e Jaime Verruck, Secretários de Governos (Segov e Semadesc, respectivamente); Pedro Caravina, Deputado Estadual; Rodolpho Mangialardo, diretor regional do SENAI MS; autoridades locais, colaboradores da usina e parceiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Portos brasileiros avançam em sustentabilidade e ganham protagonismo com acordo Mercosul-União Europeia

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A agenda de sustentabilidade dos portos brasileiros ganha importância estratégica diante da expectativa de implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia. Além de ampliar o fluxo comercial entre os blocos, o pacto reforça a necessidade de adequação das cadeias logísticas às exigências ambientais cada vez mais rigorosas do mercado europeu.

Com compromissos voltados à proteção ambiental, combate às mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável, o acordo coloca a infraestrutura portuária no centro das discussões sobre competitividade internacional e acesso a mercados.

Nesse cenário, os investimentos realizados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em descarbonização, transição energética e modernização da infraestrutura logística passam a representar não apenas uma agenda ambiental, mas também um diferencial estratégico para o comércio exterior brasileiro.

Exigências ambientais da Europa pressionam cadeias logísticas

Nos últimos anos, a União Europeia ampliou significativamente as regras ambientais que impactam o transporte marítimo e o comércio global. Entre as principais medidas estão:

  • Metas progressivas de redução das emissões de carbono dos navios;
  • Inclusão do setor marítimo em sistemas de precificação de carbono;
  • Incentivo ao uso de energia elétrica para embarcações atracadas;
  • Exigências de rastreabilidade ambiental em diversas cadeias produtivas;
  • Estímulo à utilização de combustíveis de baixo carbono.

A adaptação a essas normas tornou-se um requisito fundamental para países exportadores que desejam manter competitividade nos mercados internacionais.

Sustentabilidade se torna fator de competitividade

Para o ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a sustentabilidade deixou de ser apenas uma questão ambiental para se consolidar como um elemento estratégico para o crescimento econômico.

Segundo ele, a transformação da logística global exige investimentos em eficiência energética, inovação tecnológica e redução de emissões, fatores que fortalecem a infraestrutura nacional e ampliam a capacidade do Brasil de atender às demandas do comércio internacional.

Política de Sustentabilidade acelera transição energética

Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos instituiu sua Política de Sustentabilidade, estabelecendo diretrizes voltadas à redução de gases de efeito estufa, promoção da transição energética e fortalecimento da resiliência climática nos setores portuário, hidroviário e aeroportuário.

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Como parte dessa estratégia, foi criado o Pacto pela Sustentabilidade, programa que incentiva empresas do setor de transportes a adotarem práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

Empresas participantes podem obter certificações oficiais e benefícios institucionais, incluindo prioridade na análise de projetos, acompanhamento de processos de licenciamento ambiental e reconhecimento das boas práticas implementadas.

Além disso, o planejamento portuário nacional contempla:

  • Eletrificação de equipamentos;
  • Ampliação do uso de energias renováveis;
  • Gestão e monitoramento de emissões;
  • Inclusão de critérios ESG em concessões e projetos de infraestrutura.
Corredores verdes ganham espaço na logística internacional

Outro destaque da agenda brasileira é o desenvolvimento dos chamados corredores marítimos sustentáveis, modelo que busca integrar infraestrutura moderna, combustíveis limpos e soluções tecnológicas para reduzir a pegada de carbono do transporte marítimo.

O tema vem sendo debatido em fóruns internacionais como G20, BRICS e COP30, consolidando-se como uma das principais estratégias globais para a descarbonização do setor.

Nesse contexto, Brasil, Noruega e Países Baixos avançam na construção de um corredor marítimo verde ligando a América do Sul à Europa. Desde a assinatura de um memorando de entendimento em 2025, equipes técnicas realizam estudos de viabilidade e definem possíveis rotas para a iniciativa.

Portos brasileiros já implementam projetos sustentáveis

Diversos portos do país já desenvolvem ações concretas alinhadas à transição energética e à redução das emissões de carbono.

Suape terá primeiro terminal de contêineres 100% elétrico da América Latina

No Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, está em implantação o primeiro terminal de contêineres totalmente elétrico da América Latina.

O empreendimento recebeu investimentos superiores a R$ 2 bilhões e contará com equipamentos eletrificados, automação operacional e infraestrutura digital integrada. A expectativa é elevar em 55% a capacidade logística do complexo, ao mesmo tempo em que reduz significativamente as emissões.

Porto de Santos reduz consumo de diesel com energia em terra

No Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, foi implantado o sistema Onshore Power Supply (OPS), tecnologia que permite o fornecimento de energia elétrica diretamente da rede terrestre para embarcações atracadas.

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A medida reduz a necessidade de uso de motores movidos a diesel durante as operações portuárias, diminuindo emissões e melhorando a eficiência energética.

Paranaguá aposta em energia solar e ampliação ferroviária

No Paraná, o Porto de Paranaguá fortalece sua estratégia sustentável por meio da expansão da logística ferroviária e da geração de energia solar.

Entre os projetos em andamento está o Moegão, obra que ampliará significativamente a movimentação ferroviária de cargas, reduzindo o fluxo de caminhões e as emissões associadas ao transporte rodoviário.

Pecém busca liderança na economia do hidrogênio verde

No Ceará, o Complexo do Pecém consolida sua posição como um dos principais polos brasileiros de hidrogênio verde.

Além da atração de investimentos internacionais, o complexo desenvolve projetos voltados à produção de amônia verde, combustível considerado fundamental para a descarbonização da indústria e do transporte marítimo.

Porto do Açu investe em combustíveis de baixo carbono

No Rio de Janeiro, o Porto do Açu avança em iniciativas voltadas à criação de corredores verdes e ao desenvolvimento de projetos relacionados ao hidrogênio e combustíveis de baixa emissão de carbono.

Os investimentos reforçam o papel estratégico dos portos brasileiros na transição energética global e na construção de uma logística mais sustentável.

Sustentabilidade fortalece exportações brasileiras

Com a evolução das exigências ambientais internacionais, especialmente no mercado europeu, a modernização sustentável dos portos brasileiros se torna um fator decisivo para ampliar a competitividade das exportações nacionais.

A combinação entre infraestrutura moderna, energia limpa, eficiência operacional e redução de emissões posiciona o Brasil de forma mais favorável para aproveitar as oportunidades comerciais abertas pelo acordo Mercosul-União Europeia e consolidar sua presença nos principais mercados globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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