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Compradores Cautelosos Iniciam Semana de Negociações no Mercado de Feijão

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Na abertura da semana, o mercado de feijão mostrou uma postura de cautela entre os compradores. Um empacotador mineiro, com vasta experiência no setor, indicou que, caso seja necessário pagar preços mais elevados, o fará somente após a quarta-feira. Em Minas Gerais, o preço máximo registrado para o Feijão-carioca extra nota 9, peneira 90 de 12, foi de R$ 225. Feijões de qualidade inferior apresentam variações de preços mais amplas. No Mato Grosso, a referência de preço é de R$ 210, embora não tenham sido reportados negócios. Em Goiás, foram realizados negócios de feijões com escurecimento rápido, com preços variando entre R$ 200 e R$ 210. Os últimos preços para Feijão-preto foram de R$ 290 a R$ 300 para lotes de feijões maquinados em cerealistas.

Um dado relevante para o setor foi a recente divulgação do Índice de Atividade Econômica Stone Varejo, que avalia o desempenho do setor de hipermercados e supermercados, além dos produtos alimentícios e bebidas, referente ao mês de julho. O índice revelou uma queda de 5,8% em julho, atribuída aos efeitos da inflação. Este cenário evidencia as dificuldades em repassar os custos para os produtos devido à alta inflação, o que tem pressionado as margens das empresas e reduzido o poder de compra dos consumidores. Os brasileiros estão buscando alternativas para economizar, o que tem impactado negativamente as vendas nos supermercados.

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Embora o segundo semestre geralmente apresente um desempenho mais favorável, com o ingresso do 13º salário e uma maior atividade econômica, a queda nas vendas em julho pode ser parcialmente explicada por esses fatores econômicos adversos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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