AGRONEGÓCIO

Diretor do IICA Defende Políticas Agrícolas Sustentáveis e Inovadoras no Congresso da AAPRESID

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Em seu discurso no Congresso da Associação Argentina de Produtores de Semeadura Direta (AAPRESID), realizado em Buenos Aires, Manuel Otero, Diretor Geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), abordou o avanço da agricultura nas últimas seis décadas. Otero ressaltou que o setor agrícola tem feito progressos significativos, conseguindo alimentar uma população crescente com um menor uso de recursos naturais e prevê que essa tendência de melhoria continuará tanto em produtividade quanto em impacto ambiental.

Otero falou para um público diversificado, composto por produtores, representantes de empresas agropecuárias voltadas para a inovação tecnológica, acadêmicos e funcionários. O evento contou com uma seção especial organizada pelo IICA e a AAPRESID, onde especialistas internacionais discutiram o futuro dos sistemas agroalimentares nas Américas.

O IICA mantém uma parceria estratégica com a AAPRESID, uma rede de produtores que, há mais de 30 anos, promove sistemas sustentáveis de produção de alimentos, fibras e energia no campo argentino.

O Diretor Geral enfatizou que a agricultura enfrentará grandes desafios no futuro, que vão além da garantia da segurança alimentar para uma população em crescimento. A crise climática exigirá não apenas esforços para mitigar suas consequências, mas também para adaptar-se a seus impactos. Além disso, a agricultura deverá fornecer alimentos mais nutritivos, colaborar na transição energética e revitalizar os territórios rurais.

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Otero lembrou que a agricultura já superou desafios significativos no passado, como a Grande Depressão de 1930, a Segunda Guerra Mundial e a recente pandemia de COVID-19. “A narrativa sobre a agricultura deve ser positiva. Não podemos continuar a afirmar que a agricultura é a causa de todos os problemas. O setor está muito melhor do que estava há 60 anos e continuará a melhorar,” afirmou.

Encorajando uma abordagem proativa, Otero pediu que se iniciasse a construção do futuro desejado em vez de simplesmente se preparar para o futuro esperado. Ele destacou que os próximos 25 anos serão decisivos e mais importantes que os últimos 10.000 anos. “Devemos projetar políticas públicas que apoiem a natureza, os agricultores e a inovação, com uma visão de longo prazo,” acrescentou.

Otero também ressaltou a importância da aliança estratégica do IICA com redes de produtores focadas em sustentabilidade e inovação, como a AAPRESID. “Essa jornada não pode ser feita sozinha. Precisamos unir forças. O IICA promove uma aliança continental para segurança alimentar e desenvolvimento sustentável, conectando governos, setor privado, acadêmicos e organismos de cooperação,” explicou.

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Finalizando seu discurso, Otero citou Norman Borlaug, conhecido como o pai da Revolução Verde, que triplicou a produção de alimentos na década de 1960: “Não será possível construir um mundo pacífico sobre estômagos vazios e miséria humana.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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